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Âmiem .  

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Âmiem

“A imortalidade dos elfos não reside em seus corpos, e sim, em seus feitos. Muitas vidas e eras passarão e nossa grandeza continuará presente, refletindo toda a glória do povo de Âmien”.

Enora, rainha de Âmiem

O reino de Âmiem está no coração da região central do mundo, tendo fronteiras com diversos reinos: divisa com Verrogar ao nordeste, Ludgrim encontra-se ao sul, enquanto que Eredra situa-se ao seu leste e Levânia a noroeste. Embora tenha como vizinho o mais belicoso país de Tagmar, a astúcia - e a magia - dos elfos sempre conseguiu evitar um confronto direto, apesar dos atritos.

O clima é frio e o ar seco. Os verões são amenos e duram muito pouco, ao contrário do extenso período de inverno que parece durar quase o ano todo. Nas encostas das montanhas Xarar a temperatura é extremamente baixa e comumente neva. O topo é coberto por neves eternas. Apesar de o inverno ser frio, ele não chega a afetar as florestas do reino, sendo as folhas das árvores abundantes durante todo o ano.

Estudos feitos indicam que o território de Âmiem tem uma grande quantidade de recursos minerais, mas os elfos não exploram esta fonte de recurso, o que aumenta a ganância de vizinhos belicosos nas terras élficas.

Os elfos de Âmiem construíram um reino próspero e exclusivista, mantendo-se ao longo dos séculos isolado de seus vizinhos. Seu isolamento somente é rompido pelas excelentes relações que mantém com Ludgrim e com superficiais contatos comercias com o povo de Beruni, na Levânia. Âmiem não tem interesse em lucrar com exportações, nem necessidade de obter produtos estrangeiros, por isso não intervém, nem aceita interferências de outros reinos em seu governo. A própria origem de Âmiem moldou esse tipo de pensamento, uma vez que a nação nasceu em parte pelo exílio de alguns senhores dourados e seus vassalos, que não concordavam com a forma de governar do antigo povo élfico.

O reino é composto pelo Vale de Vandril, as Xarar e quatro florestas, que são: a floresta Laudis (que divisa com Ludgrim), a floresta de Melram (limítrofe com Eredra e Verrogar), a floresta de Edelnur  (fronteira com Levânia e na parte sul está a Ponte de Palier), e a floresta de Brindel, considerada o coração de Âmiem.

Como esta região é um reino exclusivo, a maioria da população é composta, evidentemente, por elfos, (em grande parte dourados), porém comumente elfos florestais habitam a região, mais raros são os meio-elfos que se encontram no reino. Ressalta-se que não há qualquer discriminação destes últimos por quaisquer elfos ou humanos, pois representam a mais forte ligação da raça élfica à humana.

O fato de ser um reino exclusivista está ligado as suas origem, as quais se perdem nas densas névoas do Segundo Ciclo. Não se tem dados muito concretos e as datas são imprecisas. Sabe-se que os primeiros a habitar a região foram elfos que se denominavam Guardiões da Ponte Sagrada. Eles moravam no sul da floresta de Edelnur e durante séculos protegeram a Ponte de profanações, mas conforme os séculos e as batalhas passavam, o grupo se tornou cada vez mais reduzido, pois não recrutava novos adeptos. Não se sabe se por dificuldade em encontrar um defensor desta causa, ou o orgulho que não os deixavam perceber que precisavam de um contingente maior.

No fim do Segundo Ciclo, houve a guerra com os elfos sombrios, época em que os Demônios realizaram os primeiros ataques em Tagmar, que culminaram com a expulsão daqueles do reino. Quanto ao ancestral povo amiense ocupante da região, houve o extermínio de quase todos, restando apenas Enor e sua família. Ele, então, construiu uma torre entre a floresta e um vale, que se estendia até as montanhas (esse vale, posteriormente, foi chamado vale de Vandril). Nessa época um grupo de elfos dissidentes de Lar se instalou nas florestas próximas da região. Relatos falam que eles buscavam um estilo de vida diferente, mais livre e mais próximo da natureza:  “A Irmandade da Floresta achava que a rigidez e hierarquização das regras sociais de Lar afastaram o povo de seu verdadeiro propósito e por isso pediu permissão ao Guardião da Ponte para habitar as florestas próximas”.

À sombra da Ponte de Palier e de seu guardião, a Irmandade da Floresta conhece um período de paz e prosperidade junto à natureza. Esse período, porém, foi encerrado quando um poderoso rei feiticeiro chamado Orlac surgiu, objetivando o domínio do local, por acreditar ser uma região indicada pelos deuses em um sonho, como uma área de sua propriedade. Gáltilo, bravo guerreiro elfico e líder da Irmandade, aliou-se a Enor, o guardião da Ponte. Juntos fazem frente ao poder de Orlac, numa guerra que durou cerca de dois meses. Muitos dos elfos que buscavam refúgio neste novo lar tombaram na guerra contra Orlac. Enor, então, disposto a acabar com a destruição da floresta e com a morte dos elfos, desafiou Orlac a um duelo em sua torre. Orlac era extremamente poderoso, o que fez Enor acreditar que nunca havia enfrentado um adversário como ele. O combate persiste por três dias e três noite, culminando com a vitória do guardião da ponte. No entanto, como uma última demonstração de poder, Orlac, antes de morrer, usa de todo sua força para um domo de energia instável, que explode levando consigo o guardião Enor, a torre e tudo em um quilômetro de raio. Enora, filha de Enor, foi a única sobrevivente da batalha contra Orlac e se torna a nova Guardiã da Ponte.

Acontece então o grande cataclismo, quando os deuses descem ao mundo para provar a sua existência e punir os infiéis. Diversos transtornos naturais e mágicos acontecem, mas Enora e Gáltilo, mais uma vez, sobrevivem e se casam pouco tempo depois. A união da Guarda da Ponte com a Irmandade da Floresta, faz surgir o reino de Âmiem. Muitos elfos que estavam espalhados por Tagmar seguem para Âmiem e fazem dele seu novo  “Lar”. Durante mais de mil anos os elfos de Âmiem viveram em relativa paz, construindo diversas  “cidades” nas copas de árvores e a fascinante Cidade Dourada. Por volta do ano 900, os elfos de Âmiem expulsaram definitivamente os orcos das montanhas Xarar e começaram a colonizar o vale de Vandril. Nesse período, surge o centro comercial de Talco, com sua famosa feira, e também foi feita a maior parte dos encantamentos ilusórios que existem nas florestas até hoje.

Aproximadamente no ano 1100 D.C., os elfos tiveram os primeiros contatos com os Bankdis, que iniciavam a exploração daquele território desconhecido. Desconfiados, os elfos encerram suas relações com o império de Levânia e observam à distância suas ações, porém, com atenção, os acontecimentos que culminam com a ascensão ao trono de Sadom. Quando em 1190 D.C., o exército Bankdi tentou invadir Âmiem, os elfos já estavam preparados para fazer frente ao ataque e expulsá-los de suas fronteiras.

Desde então, os elfos encerraram suas relações com reinos vizinhos e nos sessenta anos seguintes reforçaram suas defesas com patrulhas e aumentando as ilusões nas florestas. Talvez por isso os demônios tenham começado a semear a discórdia entre Âmiem e Verrogar, fazendo-os pensar que um atacaria o outro, quando que na verdade, ambos eram atacados pelos demonistas.  A hostilidade entre as aldeias próximas à fronteira de Verrogar e Âmiem crescia a ponto de, em 1250 D.C., um ataque súbito ser dirigido a Âmiem por parte de seus inimigos.

Não se sabe como, mas de alguma forma os elfos previram o ataque, e quando os verrogaris entraram na floresta de Melram foram surpreendidos por uma tática de guerra inovadora para a época e até hoje considerada muito eficaz, a ponto de ser um conhecimento obrigatório a todos que lideram tropas em Tagmar. Coloquialmente chamada de  “andarilho invisível”, esta técnica une ataques furtivos, invisibilidade e mudança de alvos, da seguinte maneira: os ataques eram feitos por elfos peritos no uso de armas de longo alcance, como arcos e flechas, sendo que os mesmos se aproximavam furtivamente, invisíveis e, a todo momento, mudavam de localização, a ponto de quando os inimigos miravam na direção de onde vinha a flecha, os arqueiros já não mais se encontravam lá para serem repelidos. Entretanto, isto não era obtido apenas pelas habilidades que os elfos possuíam, mas também à custa da capacidade mágica de alguns magos que colaboravam à distância tornando-os invisíveis e alguns bardos que ecoavam cânticos aterradores, infligindo dano ao estado de consciência dos inimigos.

A derrota dos verrogaris foi seguida de uma retaliação por parte dos elfos, que atacaram a região fronteiriça, expulsando seus moradores e destruindo as aldeias. Isso só serviu para aumentar ainda mais o rancor do povo de Verrogar e, assim, grupos armados passaram a adentrar nas florestas dispostos a exterminar os  “elfos destruidores de aldeias”. Esses grupos armados nunca retornavam, e ao invés de enfraquecer as defesas de Âmiem, como esperavam os demônios, tiveram efeito contrário, pois com a prática os elfos aprimoravam cada vez mais suas táticas de proteção.

Os olhos dos senhores infernais começavam a se voltar para aquele pequeno reino que insistia em não se curvar ao seu domínio. Um novo ataque contra Âmiem é formulado em 1389, desta vez por bárbaros do sul aliados aos orcos expulsos das montanhas de Xarar séculos antes. Juntos formavam um grande exército que os elfos não tinham condições de enfrentar em combate, mesmo utilizando as técnicas de combate já desenvolvidas, pois a experiência da derrota dos bankdis já fora objeto de estudos por mais de um século.

Porém, mais uma vez os elfos surpreenderam com uma manobra genial: eles atraíram os inimigos para a floresta de Laudis, com suas alucinações. Orcos e bárbaros afetados pelo pólen da flor Laudis saíram gritando em êxtase, delirando para, abatidos, tombarem pelas implacáveis setas élficas. Essa humilhante derrota dos exércitos da Seita causou um ódio profundo nos senhores infernais e um desejo extremo de vingança.

No ano seguinte, foi escolhido aquele que iria executar essa vingança, Morrigalti, um dos 13 Senhores do Inferno. Ele liderou um temível exército, desta vez composto por infiéis de Verrogar, aliados a hordas infernais. Morrigalti sabia que a maior força dos elfos estava nas florestas, e por isso, incendiou e destruiu milhares de hectares num ataque fulminante e inesperado, esmagando as tropas élficas e matando o rei Gáltilo. Então, os elfos fugiram para o interior das florestas de Brindel e Edelnur. Essa ficou conhecida como a Noite das Lágrimas, quando os elfos perderam seu rei e tiveram suas florestas profanadas. Durante longos anos eles viveram acuados, tentando resistir ao avanço inexorável de Morrigalti, marcada pela devastação de grandes porções de verde.

A destruição do reino parecia inevitável, até que, ao chegar às bordas da floresta de Brindel no ano de 1402 D.C., Morrigalti teve uma surpresa: as árvores não queimavam mais e derrubá-las exigia um esforço fora do comum. Dizem que Maira, não suportando a destruição de suas magníficas florestas, ofereceu ao Mais Sábio ajuda mágica entregando-lhe o Cetro Dourado, que posteriormente teria sido repassado à Enora, rainha dos elfos. Protegidos pelo poder do Cetro, os elfos sentiram a esperança renascer: o príncipe Gáltilo II reuniu e organizou novamente o exército que marchou destemidamente, com o intuito de expulsar os invasores de sua terra. A Rainha Enora enfrentou pessoalmente Morrigalti, e incapaz de vencê-lo, o aprisionou em um gigantesco bloco de cristal.

Governo

A forma de governo é a monarquia. A rainha Enora é a governante suprema do reino de Âmiem e governa sozinha desde a morte do rei Gáltilo, na guerra da Seita. Segundo dizem, não tem pretensões de se casar novamente.

A rainha é auxiliada por seu filho Gáltilo II, chamado príncipe regente, e por um grupo de conselheiros denominado o Alto Conselho Élfico, que é composto por seis nobres representantes de diversos grupos e regiões de Âmiem, três Sumo Sacerdotes: o de Palier, o de Maira e o de Parom, os dois magos que dirigem os Colégios Elemental e Alquímico, além da própria rainha Enora, a quem cabe a decisão final. O príncipe regente lidera o exército e dirige as torres guardiãs (que foram construídas por idéia de seu pai). Ao contrario de sua mãe, que raramente é vista fora da Cidade Dourada, o príncipe Gáltilo II é muito popular e é sempre observado percorrendo o reino em suas vistorias.

Qualquer cidadão de Âmiem tem o direito de fazer sugestões ao Alto Conselho Élfico e expressar sua aprovação ou não, bem como solicitar uma audiência diretamente com a rainha. As questões jurídicas são resolvidas por pretores locais escolhidos pela população. As leis são discutidas e votadas por aquele Conselho, porém, surgindo uma situação emergencial, a rainha tem poderes para provisória e unicamente decidir, cabendo posteriormente a oitiva do Conselho. Sabe-se que a pena máxima para os cidadãos é o banimento perpétuo e para visitantes ou invasores, a morte.

Já houve sugestões para o príncipe regente integrar o Alto Conselho Élfico, mas o número de componentes foi instituído como sendo de seis e para que ele entre, alguém precisa sair.

Como Âmiem é um território composto principalmente de grandes filósofos, professores e intelectuais, a forma de vida escrava nunca existiu e nem existirá, ao contrário dos seus vizinhos verrogaris que usam a escravidão como forma de controle sobre os povos dominados.

No reino, uma das obras mais marcantes destaca-se no cenário:  “O Grande Centro do Saber”. Vêem-se salas e mais salas, algumas consideradas especiais, têm acesso mágico. Sua entrada é constituída de jardins suspensos e como marco há uma escultura de um livro aberto e uma pena sobre o mesmo. Dizem que através de mágica são capazes de ocultar a edificação por inteiro, visando, em meio a um ataque, impedir sua destruição e manter o conhecimento para os que sobrarem. Os bardos por toda a Tagmar dizem que essa história é falsa, a grande verdade segundo estes, é que apenas uma sala é escondida magicamente dos olhos das pessoas através de uma falsa parede para resguardar apenas os livros mais raros e importantes da cultura élfica. O local da edificação, dizem, foi escolhido a dedo por Palier. Uma capa verde com uma faixa em dourado é uniforme obrigatório dentro do prédio.

Não se sabe ao certo como ocorre, mas os livros e penas dos alunos surgem de repente em suas mãos. Basta o professor mencionar em classe a leitura de um livro que o mesmo aparece na frente dos alunos e já aberto na página necessária. Mas até que ponto tudo isto não deixa de ser uma lenda criada pelos próprios elfos para enaltecerem seu lar e corroborarem a idéia de serem a raça mais abençoada e poderosa de todo o mundo?

O povo Amiense não é adepto da guerra, mas como todo cuidado é pouco, ainda mais em uma área tão fronteiriça e de vizinhos ambiciosos, um grande exército é mantido. A tradição de guerra reserva aos elfos uma enorme precisão com arco e flecha. O treinamento é sofrível, muito extenso, mas compensador e eficaz.

História Recente

Atualmente Âmiem é um reino fechado, suas fronteiras são fortemente vigiadas por patrulhas, e suas florestas seladas por encantamentos. Aos elfos de Âmiem são ensinados os secretos caminhos seguros, por isso, a forma mais tranqüila de entrar no reino é solicitando permissão em uma das Torres Guardiãs, e uma vez concedida a autorização, é designado um guia, responsável tanto pela condução em segurança, como pela vigilância dos visitantes. Obviamente, muitos que tentaram sozinhos entrar na floresta são descobertos e escoltados para fora da região ou simplesmente nunca mais retornaram aos seus lares. Esta situação faz que haja muito poucas informações concretas sobre este reino, e inclusive não há mapas precisos que indiquem onde se localizam as suas cidades.

Esta é a região mística, onde viajantes relatam que viram grifos ou águias gigantes cruzando os céus, ou um sátiro atravessando as estradas no meio da mata. Alguns se assustam tanto que não querem voltar a visitar o reino tão cedo. Porém, não há tanto motivo para um grande temor, pois estes estranhos seres não costumam atacar as pessoas, preferindo evitar contatos com humanos.

Há uma lenda sobre Tremur, um guerreiro muito experiente que ostentava em cômodos luxuosos de sua habitação cabeças de grifos presas na parede, e por isso, era chamado de  “caçador de grifos”. Os elfos de Âmiem, quando souberam do fato, foram até a região onde diziam estar o caçador e num ato imediato, munidos de uma raiva fora do comum, realizaram uma emboscada e mataram-no. A cabeça de Tremur foi exibida aos grifos pelos elfos, enquanto o seu sangue era usado por um elfo dourado para um ritual visando trazer paz na floresta em nome de Maira. Depois do incidente alguns começaram a questionar como Tremur conhecia a região a ponto de ultrapassar alguma das Torres Guardiãs sem ser visto.

Preocupados com a campanha de Verrogar, Âmiem considera-se secretamente aliada de Dantsem, a quem tem fornecido preciosa ajuda mágica.

O Povo de Âmiem

Os elfos de Âmiem são alegres e festivos, possuindo diversas datas comemorativas, sendo a música um elemento de destaque em sua cultura. Gostam de roupas em tecidos leves e de cores suaves em geral. O povo de Âmiem também é muito xenófobo, não gostando de estrangeiros, principalmente os não-elfos. Obviamente, meio-elfos são uma das raras raças muito bem toleradas em seus círculos. Amienses são muito religiosos e mostra sua devoção com festas e celebrações alegres. Existem diversas datas comemorativas, as principais são os seguintes feriados:

Ellam: significa  “Elevação” em élfico. Neste feriado, todos os elfos saem de suas casas e começam a recitar cantos todos juntos. Os cantos são para  “elevar-se aos céus”, como eles dizem. O elfo que não participa desta celebração é considerado  “impuro” pelos sacerdotes de Palier e por outros elfos.

Tostes, antigo sacerdote de Palier, em célebre discurso ao povo, disse:  “Nada há a temer, e tudo há de ser agradecido pelas bênçãos de nosso deus! Através de nossos cantos chegamos as oitavas, ouvimos sua voz em nossos corações e somos abraçados por seu calor! Esta é a nossa terra, feita por Palier para serem habitadas por aqueles que se comprometem a defender a natureza e a pureza nos corações dos seres inteligentes. Aqui é o solo onde nossos ancestrais fundaram nossas vidas! Prosperidade à Âmiem, força aos fiéis!”.

Dizem que nesta noite, após o discurso, surgiu uma chuva de gotas douradas. Todos se entreolhavam admirados... Desde então, nos anos seguintes, sempre na mesma data, passou-se a celebrar o evento, denominado Ellam. Porém, a chuva dourada nunca mais ocorreu.

A maior parte dos elfos aproveita o feriado para fazer uma peregrinação até a Ponte de Palier, onde junto com outros elfos entoam mantras. Há quem acredite que caso sejam entoados cânticos neste dia, ao lado da Ponte e durante o pôr do Sol, a luz de Palier é capaz de curar os enfermos presentes na reunião.

O Culto à Tríade: Essa popular celebração ocorre em quase todos os povos que cultuam Maira em seus três aspectos. Uma grande estátua de forma feminina representando a deusa é colocada em um altar imenso e os fiéis são convidados a prestarem homenagens à deusa, depositando na base do altar oferendas como plantas raras, minerais brutos e comidas que os animais possam se alimentar. Pelo menos um membro de cada família deve depositar uma oferenda em devoção à deusa. Essa manifestação de fé representa a gratidão dos fiéis para com Maira, por estarem usufruindo de suas criações como meio de vida.

Festa do Verão: Essa festa ocorre durante o dia e é bastante aguardada todos os anos. Os elfos colocam suas roupas mais leves e ao som de músicas alegres e com batidas fortes dançam ao redor de árvores. Também são dispostas grandes mesas comunitárias com comida farta, cada família contribui com um pouco.

Festa do Outono: Essa festa começa no fim da tarde. Os elfos celebram a generosidade da Grande Mãe e preparam pratos de legumes e verduras, bem como sucos de frutas. Também preparam ofertas de alimentos que deixam na floresta para os animais. As músicas e danças são mais elaboradas e comedidas, durando até a madrugada.

Festa do inverno: Inicia-se ao cair da noite e caracteriza-se por cantos suaves e profundos. A Grande Mãe está dormindo e os elfos vestidos de branco e munidos de lanternas saem para as florestas desejando um sono tranqüilo e renovador a Grande Mãe (Maira) e pedindo ao Grande Pai (Palier) que os aqueça do frio do inverno com seu fogo sagrado.

Festa da Primavera: Começa ao nascer do sol. Maira desperta em todo o seu esplendor e os elfos a saúdam com musicas e danças alegres. Cada comunidade elege uma rainha da primavera (a mais bela e/ou carismática donzela) que circula em uma carruagem coberta de flores, distribuindo bênçãos simbólicas em nome da deusa. As comemorações não têm hora para acabar.

Dia da purificação: Comemora a libertação de Âmiem do julgo de Morrigalti. Durante o dia são feitas faxinas nas casas e as Torres Guardiãs são lavadas. À noite acendem-se fogueiras e o povo dança ao redor dessas fogueiras celebrando a liberdade.

Rumores Intrigas

Os sacerdotes de Âmiem estão cada vez mais desconfiados da escola elemental, devido a recente cisma. Alguns planejam inclusive levar ao Alto Conselho Élfico, um projeto de lei para a proibição da escola elemental no reino.

Dizem que a rainha Enora e o rei Darniar de Ludgrim são amantes.

Correm boatos de que Verrogar vem soltando animais ferozes e criaturas selvagens na floresta de Melram como meio de atingir Âmiem. E que magos mercenários estão fazendo experiências hediondas a fim de criar monstros e soltá-los na floresta.

Algumas pessoas afirmam que o bloco de cristal onde Morrigalti foi aprisionado está escondido em uma caverna das montanhas Xarar e a energia maligna que de lá emana, tem produzido sombras estranhas na floresta de Edelnur.

O Alto Conselho Élfico deseja contratar pessoas para descobrir se houve alguma influência do Conselheiro Ludur de Filanti em ataques organizados na última festa de verão.

Há um grupo, vinculado ao Colégio Naturalista, que deseja reaver a extinta supremacia élfica sobre Tagmar, sobre as demais raças, como ocorreu nos ciclos anteriores.

Como o povo de Beruni (Levânia) mantém forte relação comercial com Âmiem, aos de Sika (relacionada a Verrogar) não agrada este acordo, o que pode gerar numa tentativa de quebra de comércio influenciada por Verrogar  (cujo povo já foi apelidado de  “assassinos de elfos”). Assim, Beruni terá duas opções: convencer os superiores de Levânia a Sika acabar com isso ou buscar uma rota navegável pelo rio Aurim. O recrutamento militar de jovens é visto com muita observação. Dizem que há pessoas interessadas em investigar o que realmente está acontecendo, o uso de espiões será inevitável.

Os pergaminhos falam que uma antiga raça de elfos já teria habitado a região, séculos antes s à chegada oficial dos elfos. Todos os três pergaminhos que, fariam menção a esta sociedade, ao que parece, foram considerados textos falsos e esse assunto não é mais discutido no Grande Centro do Saber. Estariam esses fatos associados aos recentes relatos de buscas por construções piramidais de cristal soterradas nas áreas mais fechadas das matas do reino de Âmien?

Em uma região há um lago, que alguns trabalhadores quando vão para lá em busca da planta medicinal Tissos, dizem avistar uma criatura gigantesca, o número de cabeças que as pessoas relatam oscilam entre 2 e 5 cabeças distintas e estranhamente as pessoas não relatam que o ser some simplesmente por imergir na água, como era de se esperar, mas sua imagem vai sumindo na frente das pessoas! Ser místico? Ilusão? Existe ali por qual finalidade? Os sacerdotes de Palier dizem que é imaginação do povo, mas os de Maira evitam falar no assunto.

Em relação ao Grande Centro de Saber, em verdade não há qualquer proteção mágica da existência de um segundo andar. Este foi um boato intencionalmente difundido pelo Alto Conselho. Na verdade, o que há não é mágica, mas um labirinto subterrâneo onde são guardados os livros mais raros.

Muitos dos aventureiros que passam um bom tempo dentro da Floresta de Laudis a procura do pólen, relatam a presença de um enorme grifo que estranhamente  “fala” com as pessoas, mas sem abrir a boca. As pessoas ouvem a voz do grifo dentro de suas cabeças! Este ser sempre ordena que se afastem de uma árvore que se destaca dentre as demais, por irradiar um brilho dourado. Relatos do efeito do pólen ou invenções de um bardo de mente fértil?  Mas por que tantos relatos iguais ao longo de vários anos? Qual a verdade sobre isto? Se realmente a figura existe, será que é mesmo um grifo? E a tal  “árvore dourada” pode ser uma representação simbólica? Há tantas especulações que tornam essa lenda duradoura para as próximas gerações.

Correm boatos de que Alberto Daros, coordenador do Grande Centro de Saber, é uma das principais mentes por trás da pesquisa a respeito das características mágicas das Brumas de Dartel. Outrossim, ninguém sabe por qual motivo ele visita com tanta freqüência Saravossa... Uma amante, negócios,... Alguns afirmam que boa parte dos acordos existentes no mundo de tagmarianos com criaturas místicas, sua presença foi fundamental para servir de intérprete.

Há uma história sobre um artefato do Segundo Ciclo chamado a  “Sala de Palier”, que segundo relatos teria sido utilizado na floresta de Laudis. Este artefato é visto por todos como uma lenda - relatando que após um conflito durante anos entre dois dragões pelo domínio de territórios da região, uma pequena cidade era devastada constantemente, por ser uma das áreas de disputa. Assim, Palier viu-se furioso com estas lutas e para restabelecer a paz entregou a um mago de enorme poder, Miritus Melius, este artefato, que com o ritual apropriado, aprisionou-os dentro dela e a enterrou em local desconhecido. Apenas com um novo ritual, incluindo uma bacia cheia de sangue daquele grande mago, a caixa poderia ser reaberta e os dragões seriam libertados. Porém este mago já faleceu há séculos, pois estes fatos datam de antes da chegada dos elfos em Âmiem. Vivo hoje está Fugato Melius, seu tataraneto. Há pessoas que acreditam que o ritual possa ser feito com o sangue de um dos seus descendentes e dar resultado, mas quanto a aquele homem, não se sabe onde está e nem se ainda está vivo.

Uma das mais famosas academias de combate localizada em Verrogar deseja contratar historiadores para que tragam o máximo de informações possíveis sobre o lendário Tremur. Desejosos por saber, primeiro, se realmente este guerreiro existiu, e caso a resposta fosse afirmativa, estudar os locais por onde ele passou, os treinamentos que realizou e qualquer outra descoberta útil para se entender como aquele lendário guerreiro conseguia ultrapassar as torres guardiãs sem ser visto. Este conhecimento seria um doa mais valiosos por todo o mundo de Tagmar.

Principais Cidades e Locais de Interesse

As Torres Guardiãs

Floresta de Edelnur

Floresta de Laudis

Floresta de Melram

Floresta de Brindel

Vale de Vandril

Xarar

Personagens mais Conhecidos

Rainha Enora

Príncipe Gáltilo II

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