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Morrigalti  

Morrigalti, o Genocida de Deuses, o Destruidor da Criação


Prefácio

Uma comitiva de Lar vinha viajando pela "trilha real", trazendo uma mensagem aos elfos de Âmiem e presentes para reafirmação dos laços de amizade há muito deixados para trás. Corsam, o líder da comitiva trazia, sob sua guarda, um dos mais belos colares feitos em prata e diamantes a ser entregue como símbolo de afeição e amor eterno entre as nações. Algo de muita responsabilidade para um guerreiro já calejado pela guerra e combates mortais. Mas cavalgar em campos de batalha nunca havia deixado Corsam e seus companheiros tão apreensivos quanto cavalgar por aquela floresta.

Segundo os elfos de Âmiem, aquela região da antiga floresta fora maculada pela presença do mal. Apesar de terem se passado várias décadas e a floresta ter se recuperado extraordinariamente rápido, muitos ainda afirmam que o lugar jamais será o mesmo novamente, pois o mal que uma vez caminhou parece afetar a vida que renascera no lugar, deixando aquela parte da floresta perigosa até mesmo para os elfos.

O som de vozes parecia vir da floresta e deixava a comitiva em alerta, mas, antes que os cavaleiros pudessem entender o que se passava, flechas foram disparadas, acertando mortalmente um dos seis membros da comitiva e matando as montarias restantes. Os anos de luta transformaram a experiência em reflexos e antes que novas flechas fossem lançadas os cavaleiros já se encontravam agrupados e protegidos por escudos.

Os segundos que se sucederam pareciam horas na expectativa de um ataque, até que orcos e mercenários humanos caíram sobre eles. A luta foi desesperadora e apesar de tudo, os nobres guerreiros foram sobrepujados pelo número dos inimigos e caíram mortos. Da mata ao longe, surgiu um homem coberto com um manto, seguido de nove soldados. À simples aproximação dele, os demais orcos e mercenários sobreviventes ajoelharam-se.

Sua mão carregava uma marca de queimaduras e um grande anel de ouro com uma pedra de enxofre, onde estava talhado o símbolo de Morrigalti.

- Mestre... - Disse um dos mercenários com uma voz repleta de medo e hesitação.

O mestre era Alzer, um dos mais temidos Comus Bankdis da casa de Morrigalti. Sua presença e poder fazia o mais duro dos homens tremer como uma criança e a sua fala fazia reis se calarem de tanto temor, pois sua crueldade era conhecida e temida.

- Tragam os Majiras. - Ordenou o Comus Alzer.

Os Majiras sabiam bem o que fazer, e logo se alimentaram dos mortos, assumiram a forma destes, e tomaram seus lugares na comitiva.

A caixa trazida por um dos orcos, encontrada próxima a estrada, foi levada ao Comus Alzer que admirou seu conteúdo por um tempo. Por fim, ele tocou a joia levemente. A pedra central foi gradualmente maculada tornando-se negra para, logo em seguida, voltar a seu estado normal.

A caixa foi devolvida a "Corsam" e este seguiu tranquilamente a viagem para Âmiem.

- Mestre... – Hesitou o comandante da guarda pessoal de Comus Alzer.

- Sigam conforme o plano. - Ordenou o Comus.

Tão rápido quanto o desembainhar de suas espadas, os orcos e os mercenários caíram mortos pelos ataques da guarda. Antes que o último dos mercenários desse seu suspiro final, a guarda e o Comus montaram em seus cavalos e partiram para longe de Âmiem. Na mente de Comus ficou somente um pensamento:
"Logo o mestre estará livre e o mundo sentirá mais uma vez seu poder."

Extraído do "O Livro de Maudi", do capítulo "O Retorno da Seita", Biblioteca de Saravossa.


Concepção


O tempo não existia. A luz não existia, e somente as trevas reinavam em toda a existência e assim surgiram os grandes Titãs, senhores das forças mais elementares e primevas da criação. Mas, assim como os Titãs, das trevas ele também nasceu. Ele foi o primeiro, o mais poderoso e todos vieram dele. Um pai profano, cruel e sanguinário e mesmo entre os Príncipes Infernais, sua liderança é incontestável.

Mesmo antes da criação dos deuses, Morrigalti arquitetava a destruição da criação dos titãs. Há lendas entre os deuses de que outras gerações de deuses vieram antes deles, mas foram destruídas uma a uma por este demônio, até que surgiram Palier e os outros, e a astúcia do deus dos elfos impediu que o ciclo continuasse.

Morrigalti é o senhor de vastas terras, sendo dele o reino mais vasto e poderoso, com milhares de condenados compondo seu exército de terrores inomináveis. Enquanto os demais Príncipes se digladiam por migalhas e pretendem corromper ou tomar para si a criação, seus planos são ainda mais horrendos e tenebrosos, ele pretende retornar a criação para seu reino original, para as trevas absolutas.

Os poderes adquiridos por qualquer demônio têm uma fração destinada a Morrigalti, sendo ele o único dos Príncipes demoníacos capaz de se alimentar do medo de outros demônios.

Felizmente para todas as almas existentes, o avatar de Morrigalti atualmente é prisioneiro dos elfos de Âmiem. Porém os elfos entendem que aprisioná-lo não é possível indefinidamente e matá-lo é algo impossível.

O tempo passa, mas o que seria o tempo para aquele que viveu antes deste existir? Silenciosamente, as juras de vingança se espalham pelo reino de Âmiem e a existência profana corrompe a terra. O destino dos elfos é o mais terrível e já está selado.

Atualmente seu reino é governado por sua filha Morrigaltrina.

Esta titã segunda, surgiu de um pacto de sangue entre Morrigalti e Palier, quando a guerra contra os titãs ainda era uma semente lançada por Morrigalti no coração dos deuses. A filha de dois pais recebeu seu nome em homenagem ao ser mais antigo, e posteriormente na guerra ajudou o mais novo a derrotar Étere, que, fugindo, acabou formando o espaço entre os planos. Com o poder que foi arrancado de Étere, ela conseguiu a habilidade de se dividir em três, emulando o poder daquela que seu pai divino escolheu como esposa. Morrigaltrina escolheu apresentar-se com três formas: uma harpia demoníaca, uma meio-elfa divina, e um ser espectral. A primeira forma remete a seu pai demônio, a segunda a seu pai deus, e a terceira ao poder titânico roubado de Étere.

Apesar do Pacto entre os dois, Palier sabia do plano de Morrigalti de trazer o fim de tudo. E após a guerra com os titãs, numa tentativa de impedir os demônios de agir, criou o limbo para isolar os Príncipes Infernais e suas hostes demoníacas. Depois disto, a titã-segunda tomou para si as dores do pai infernal e se tornou mais próxima dele do que do deus.

Durante a expansão da seita Bankdi, ela atravessou o portal para o plano material junto com seu pai infernal. Morrigaltrina conhecia os planos de seu pai, mas ao contrário dele não queria ver o fim de tudo, muito menos de sua própria existência. Em sonhos, ela foi visitada pelo pai celeste, que discutiu com ela o que aconteceria caso Morrigalti ganhasse aquela batalha... Assim, no dia seguinte ela vazou para os elfos a informação da localização e plano do próximo ataque de Morrigalti, então a Rainha Enora fez o resto com seu cajado divino. O avatar do pai infernal estaria preso por tempo indefinido em um bloco de cristal entre os mortais. Agora no lugar de tudo ser destruído, tudo poderia ser conquistado e governado.

Enquanto Morrigalti permanece preso em um bloco de cristal no mundo mortal, com seus poderes reduzidos por estar fora de seu reino e em forma de avatar, Morrigaltrina tem conseguido manter o reino sob suas rédeas. O que pode não durar muito tempo, já que os outros Príncipes tem planos para aumentar seus territórios infernais.


Temperamento


Sempre tratou os demais Príncipes Demoníacos com desdém, mesmo sendo "pai" de vários deles. Considera todos como simples peças, marionetes em seu jogo pelo controle da existência.

A ideia de insignificância que tem por todas as criaturas da existência, o torna cruel acima dos padrões mais absurdos que os próprios Príncipes possuem. Considera a todos como erros de existência, tudo criado por crianças estúpidas que comprometeram a perfeição da existência que antes havia.

Foi este excesso de confiança em seu próprio poder que o levou a ser traído e aprisionado pelos elfos, no auge dos ataques da Seita. Excessivamente orgulhoso, pois mesmo com a ajuda dos deuses, os elfos não conseguiam vencer suas investidas que devastavam cada vez mais suas florestas, ficou cego para os perigos dentro de suas fileiras, permitindo que fosse traído por uma de suas maiores generais, sua filha Morrigaltrina.


Representação


Em seu domínio jamais assumiu uma forma definida, sendo algo que mais se assemelha a uma gigantesca tempestade com tentáculos e milhares de bocas e olhos, na falta de uma definição melhor, para representar seu "glorioso" poder.

Morrigalti pode se apresentar de muitas formas. Mas quando teve que se manifestar no plano material da última vez, assumiu a forma de uma assustadora e gigante criatura negra cuja cabeça possui treze olhos e uma boca com centenas de dentes venenosos. Seu corpo escamoso lembraria uma gigantesca serpente, se não fossem um par de braços com garras e um par de imensas asas escamosas que se erguem atrás desses membros, e termina em uma cauda bipartida com ferrões. As lendas contam que este avatar da cabeça a cauda mede mais de 20 metros de comprimento, a envergadura das asas pode chegar a 60 metros e pode pesar mais de 20 toneladas.

Atualmente este corpo está preso em um bloco de cristal, escondido no interior de Âmiem.

Símbolo


Existem três variações de seu símbolo: a simples, a complexa e a rebuscada.

Seu símbolo simples é um número um sobreposto do número três (ou da letra M inclinada para a direita), representando ao mesmo tempo que ele é o número um dos treze.

A variação complexa é uma estrela de treze pontas com um olho no centro, e representa o contraponto de sua existência a existência dos treze titãs.

Seu símbolo rebuscado é uma versão mais detalhada da variação complexa: uma estrela de treze pontas com um olho ofídico no meio e tentáculos saindo do olho para cada vértice interno da estrela.


Relação com os demais Príncipes Demoníacos


Menospreza todos os príncipes infernais considerando-os inferiores, servindo somente como escravos ou joguetes para suas maquinações. Jamais se alia a eles como igual, sempre exercendo o controle e o ganho maior que os demais do pacto ou acordo.

Morrigaltrina, por outro lado, vive uma relação tensa com os Príncipes, pois acredita quererem todos tomar o seu lugar, especialmente os seis que são filhos de Morrigalti: Anasmadis, Antredom, Ekisis, Fulvina, Mocna e Ricutatis. Estes seis, por outro lado, a tratam como uma bastarda mestiça e usurpadora, sendo eles, filhos puros de Morrigalti, mais dignos da herança do pai. Mesmo sem o poder das tropas do exército de seu pai, ela consegue manter-se no mesmo nível dessa ameaça, por causa do poder herdado do deus e do príncipe infernal, e também do poder roubado da titã Étere. Mas este equilíbrio pode mudar caso ela também seja traída.

Apesar de odiar a todos os deuses, Morrigalti tem um ódio especial contra aquele a quem ele mesmo tentou enganar no passado: Convenceu Palier a necessidade da guerra com os titãs antes que eles resolvessem destruir tudo para criar tudo novo, fez o pacto de sangue com Palier para gerar um ser poderoso que lutaria nesta guerra, mas no fundo queria que os titãs saíssem do caminho para que ele mesmo pudesse trazer a destruição de tudo. Porém o deus apenas pareceu entrar no jogo mas no momento oportuno isolou os demônios impedindo que este príncipe alcançasse seu objetivo final. Ou, talvez, ele odeie Palier a mais que os outros porque a natureza do deus surgiu contrabalançando a sua - por serem ambos os mais poderosos entre seus pares: Palier o mais poderoso dos que tem o dom de criar, e Morrigalti o mais poderoso dos que destroem.

Festas e Celebrações


Retorno a Escuridão (Dia de Cruíne)


Durante esta celebração que prega a união de toda a existência com Morrigalti, centenas de escravos e animais são sacrificadas para aumentar a força e o poder deste "deus" maligno. Os sacrifícios de sangue são os mais poderosos e necessários para agradar a fome de destruição de Morrigalti. Por isso, se falharem em apresentar um verdadeiro genocídio os cultistas devem realizar um suicídio coletivo para satisfazer Morrigalti.

Prisão Dourada (dia 20 do mês da Sabedoria)


Neste dia em que Maira é adorada no mês de Palier, os cultistas atacam povoados élficos em busca de vingança para Morrigalti. São feitos prisioneiros, e estes são enterrados vivos em buracos ou poços para sofrer lentamente a morte em agonia. A única coisa que é enterrada com os presos é um cesto com o símbolo de Morrigalti, o cultista avisa que o cesto contém água e comida mas só abre quando a pessoa disser "Eu me entrego a Morrigalti". Porém dentro dele há uma serpente venenosa possuída por um demônio que atacará aqueles que proferirem as palavras. Mesmo que a pessoa consiga matar esta serpente endiabrada, ainda estará presa no buraco e morrerá de fome e sede. De uma forma ou de outra, as almas dos prisioneiros que cederam a tentação e se entregaram a Morrigalti irão alimentar este Príncipe em sua prisão.


Áreas de atuação


Entre os adoradores de Morrigalti estão povos inimigos de elfos, como anões e orcos. Mas qualquer genocida sente-se em casa nos templos deste Príncipe Infernal.


Descendentes


Falar em descendentes de Morrigalti é o mesmo que falar do próprio plano Infernal. Tudo que habita e todos os demônios que lá existem, foram ou serão criados, são parte de Morrigalti e de seu poder. Além de Morrigaltrina, seis dos atuais príncipes infernais são filhos dele: Anasmadis, Antredom, Ekisis, Fulvina, Mocna e Ricutatis.

Uma das últimas criações monstruosas são as Gárgulas Demoníacas, feitas a partir do sangue dele quanto tocou o solo profano do plano infernal. Tais criaturas seriam os generais de campo, dotadas de imensa força e ferocidade, sendo todas leais ao seu mestre e criador. Além destas, é comum a presença de harpias demoníacas, criadas a partir de suas escamas.


Cores


A cor que simboliza Morrigalti é o vermelho.


Países em que a religião mais atua:


O culto a Morrigalti atua principalmente em Verrogar próximo a fronteira com Âmiem.


Religião


A religião de Morrigalti prega a união de tudo a seu senhor, ensinando que todos devem voltar às origens e se tornarem unos com o universo.

Durante os cultos são feitos sacrifícios de sangue para reforçar os laços de servidão, nestas ocasiões escravos são mortos e os cultistas devem dar uma porção de sangue para o altar.

É este culto que atrai os mais fanáticos membros da Seita, responsáveis por massacres e genocídios rituais.

Também é comum os líderes do culto manipularem pessoas mais simplórias ou mesmo ameaçarem os entes queridos de algumas vítimas para que estas realizem suicídios coletivos durante as cerimônias de louvor a Morrigalti.



Templo


Seus templos são requintados à altura do mais poderoso entre os príncipes infernais. Todos são sempre no formato esférico com uma cúpula central e possuem treze altares dispostos equidistantes uns dos outros, todos próximos da parede do templo.

No centro se encontra um trono vazio, à direita deste há uma espada encravada no chão e à esquerda há uma mesa de sacrifício.

Os pilares que sustentam a cúpula são recobertos por tecidos finos de cor vermelho sangue, e a cúpula apresenta afrescos retratando Morrigalti e seu reino.


Vestimenta


Suas vestes cerimoniais são grandes mantos de cor vermelha com um cinto negro, com uma adaga dourada embainhada no lado direito.

Os Comuns Bankdis sempre usam o medalhão com um olho nas cerimônias, assim como o Dux Bankdi.


Locais Profanos


Um dos locais mais procurados pelos sacerdotes de Morrigalti para cultos e que consideram profano é o reino de Abadom. Afirma-se que foi, graças ao poder de Morrigalti, que grandes massacres e destruição foram impetrados nesse local. Porém, o local mais procurado pelos cultistas é a localização de sua prisão no reino de Âmiem.


Itens Demoníacos


O Olho Profano


Este item místico é um medalhão que tem em seu interior o desenho de um olho dentro de uma estrela de treze pontas. Quando ativado pelo demonista sua função é de sugar qualquer magia direcionada contra o portador ou absorver parte do dano de magias em áreas próximas. A magia absorvida pode então ser relançada posteriormente até mesmo contra seu invocador.

A Adaga da Vingança


Acredita-se que esta adaga mística enfraquece os poderes mágicos da vitima que for ferida por ela.

Anel do Fogo


Com a posse deste anel, o demonista pode invocar o fogo infernal que irá se alastrar a sua volta, criando, assim, uma muralha de fogo que tem tanto a função de proteger quanto de servir de ataque contra aqueles que tentem se aproximar.

Asas de Demônio


Usando este manto carmesim o demonista pode entoar um cântico profano que irá manifestar o poder deste item. O manto dá lugar a asas demoníacas que permitem ao cultista voar por até sete horas seguidas.


Doutrinas do culto

  • Retorno ao Mestre - tudo o que vive deve morrer e ser absorvido por Morrigalti;
  • Queda dos falsos deuses;
  • Genocídios e massacres em honra ao mestre;
  • Provocar suicídios coletivos;
  • Em caso de falha, o perdão pode ser alcançado apenas através do suicídio;
  • Ódio aos elfos e aos adoradores de Palier;
  • Uma vez na vida, peregrinar em busca da prisão do cristal do Mestre em Âmiem, almejando sua libertação. Aquele que conseguir terá uma vida eterna de glória na corte divina.



Influência das ordens na política do reino


Há rumores de que sua influência maligna está causando perturbações em plantas e animais perto de sua prisão de cristal em Âmiem. Suas doutrinas sanguinárias também influenciam generais de Verrogar, convertidos ao culto, a buscar pela guerra com outras nações.


O Reino de Morrigalti


É o décimo terceiro reino infernal onde os condenados pelo genocídio e por massacres encontram sua morada.

O reino é cercado por montanhas e vulcões ativos de onde nascem inúmeros rios de lava que cruzam a cidade conhecida como Simaricane. Os rios e suas ramificações separam os bairros da cidade, unidos apenas por pontes.

A cidade é a maior dentre as existentes e cercadas por uma grande muralha e treze fortalezas cada qual protegendo uma das treze entradas da cidade. No centro fica o Palácio dos Mil Tormentos, conhecida como a morada de Morrigalti, e de onde sua filha Morrigaltrina governa.

O estilo da construção é gótico e os tijolos e pedras de coloração escurecida são iluminadas pela luz das labaredas de fogo que brotam incessantemente dos rios de fogo. Os demônios e condenados mais importantes, especialmente bruxos demonistas, conseguem morada em grandes torres.

Por todo o reino, demônios torturam os condenados fazendo-os acreditar que seus entes queridos estão sob seu poder, se alimentando da dor gerada. A cidade possui uma certa ordem, e há mercados e casas de magia funcionando, sob vigilância de uma guarda de bruxos demonistas e emissários demônios.

Para ver o portal de saída do reino, é preciso passar nas treze entradas da cidade usando uma chave especial. Acredita-se que os treze generais do reino possuem uma chave, cada.


Catemeca, o guardião


Catemeca, como é conhecido o mais terrível dos guardiões das cidades infernais. O seu nome significa, "Feito de mil partes", esta criatura infernal foi criada pelo próprio Morrigalti do sacrifício de mil demônios. Feito de rochas e carne profana a criatura tem um coração alimentado pelas trevas da cidade.

Quando Catemeca se enerva, os rios que cortam a cidade de Simaricane se elevam e grandes jatos de fogo e enxofre se erguem por toda a parte.
No lugar de uma cabeça existe uma nevoa negra que assume um rosto disforme. Ao longo dos séculos, milhares de condenados e adversários foram tragados para seu interior fazendo, assim, parte dele e aumentando ainda mais seu poder e habilidades.

É um guerreiro implacável e violento, que jamais fora derrotado (ao menos até a vinda de Maudi).

Verbetes que fazem referência

Livro dos Demônios

Verbetes relacionados

Introdução | Prólogo e Epílogo | Anasmadis | Antredom | Branaxis | Diatrimis | Ekisis | Fulvina | Heldrom | Mocna | Morrigalti | Ricutatis | Seinoniz | Udoviom | Vouxis