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Plandis .  

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Prefácio

Quando os deuses ainda eram jovens e somente dois mundos existiam, a guerra pelo domínio estava equilibrada. Um dos maiores inimigos dos deuses neste tempo era um titã conhecido como Cronus, o senhor do tempo.
Tratava-se de um guerreiro de seis braços, portando um espelho místico capaz de ver o futuro. Com este espelho, Cronus era capaz de predizer a ação de seus inimigos e, desta forma, vencê-los em batalha. Nem mesmo o mais poderoso dos deuses guerreiros, Blator, fora capaz de vencê-lo.
Foi quando Palier e Maira resolveram intervir. Convocaram Plandis e armaram-no com um simples punhal feito por Parom.
Maira disse-lhe para encontrar Cronus e lutar contra ele e, ao vencê-lo, trazer o espelho do titã. Contudo, Plandis não deveria olhar no espelho enquanto estivesse carregando-o.
Blator riu, dizendo que se nem mesmo ele fora capaz de vencer Cronus, o que dizer de um simples “fedelho distraído”.
Plandis pegou o punhal e foi ao encontro do titã sem nada responder. Parecia tão aéreo quanto em outros dias. Cronus o viu chegar e rapidamente olhou para dentro de seu espelho procurando pelas ações do oponente. Mas ao contrário das outras vezes, muitas imagens se sucediam uma após a outra, sem nunca parar. Mil realidades se formaram a sua frente, milhares de possibilidades se revezavam.
Hipnotizado e estático ficou Cronus. Plandis caminhou lentamente em sua direção e golpeou o pescoço do titã com o punhal. Enquanto morria, Cronus via milhares de possibilidades infindáveis até que, finalmente, deixou de vê-las para sempre.
Contrariando as ordens de Maira, Plandis tomado pela curiosidade olhou para o espelho. Segundos depois este se despedaçou em sete partes. Das seis menores, surgiram as Planindeas, personalidades de Plandis que tomaram vida pela magia do espelho.
Plandis tomou a sétima e maior parte do espelho fragmentado e levou para Maira.
Ela colocou este fragmento do espelho de Cronus em sua fonte, de onde passou a ver o futuro dos mortais, sem, contudo, saber ao certo o destino dos seres, já que o espelho fragmentado somente lhe revelava parte dos acontecimentos.
Extratos do Livro de Maudi - Biblioteca de Saravossa.

Concepção

Plandis é tido como o deus dos inconsequentes, dos loucos; nascido da união dos deuses Selimom e Crezir, deuses tão antagônicos que somente poderiam gerar um filho com tais características.
Mas a verdade deve ser dita: enquanto os demais deuses são regidos por uma ordem, Plandis simboliza o caos criador, a liberdade. Onde os demais deuses não são capazes de chegar ou alcançar, Plandis o faz.
Suas ações parecem não ser lógicas, nem mesmo coerentes, ficando a andar e observar o nada. Mas sua mente é capaz de ver padrões aleatórios e, através do caos do destino dos seres, visualizar o futuro, ou melhor, os milhares de futuros possíveis.
Todo poder tem sua maldição, e é esta incrível capacidade de Plandis que o leva para um mundo somente dele, de delírios e fantasias, que o permite viver entre a realidade e a insanidade.
Ao caminhar pelos palácios dos deuses, cada passo lhe leva a um novo caminho, a uma nova possibilidade, a uma nova realidade.

Áreas de atuação

Plandis não é somente um deus de inspiração para os artistas, mas também é um deus para os guerreiros. Seria coragem ou loucura se lançar sobre um exército inimigo para defender seus amigos ou sua cidade?
O limite entre a coragem de um grande guerreiro e a loucura de um ato inconsequente está nos olhos de quem vê e no coração de quem sente. Não se espante se um dia Plandis proteger um aventureiro “corajoso” em suas loucas aventuras por Tagmar.

Temperamento

Seu temperamento é algo inconstante, vai da tristeza à alegria em um piscar de olhos. Conversa alegremente com os outros deuses e passa grande parte do seu tempo a vagar sozinho pelos ambientes celestiais.
Não existem barreiras ou limites para Plandis que, muitas vezes, passa a imagem de fanfarrão e inconsequente, mas sempre seguindo seus desígnios para alcançar objetivos desconhecidos ou incompreendidos por outros deuses.

Representação

Sua representação se dá através de um jovem rapaz que está sempre trajando uma veste preta e branca. Pode ser um pintor, escultor ou qualquer outra profissão ligada às artes. Sendo as características fundamentais o andar despreocupado e o olhar distante e pensativo.

Símbolo

O símbolo deste deus é a espiral em preto e branco, que mostra o caminho para o seu eu interior.

Cores

As cores que representam este deus são o preto e o branco, sempre em contrapontos geométricos, normalmente quadriculados, sem que uma cor ocupe mais espaço que a outra.

Relação entre deuses

Sua relação com os deuses é bastante instável. Muitas vezes, ajuda-os em suas tarefas; outras vezes, prejudica-os deliberadamente. Com Crezir existe um misto de respeito e amor, apesar de Crezir não ter a menor paciência com o filho por considerá-lo relapso em suas tarefas, mas ainda assim é uma mãe atenciosa e protetora. Loucos seriam aqueles que tentassem ferir filho tão bem protegido por esta mãe.
Com Selimom há uma amizade verdadeira e carinhosa. Passam parte do tempo juntos a conversar dos mais diversos assuntos. Muitas vezes, nem mesmo Selimom sabe definir ao final do que falaram realmente.
Sua irmã Lena é uma companheira em seus atos inconsequentes para com os mortais, e com quem gosta de dar grandes risadas após suas brincadeiras.

Festas e Celebrações

Representação de Plandis (19º dia do mês da Paixão)

Uma grande festa em nome desse deus. Trata-se de um festival nas grandes praças das maiores cidades e capitais dos reinos. São dias de muita festa e “loucuras” onde grandes artistas mostram suas obras e existe uma liberdade criativa nas realizações. No início de todas as festas, existe um momento solene de graças a Plandis em que todos o saúdam e o desejam felicidades.

Dia das Ilusões (9º dia do mês do Ouro)

Importante festa que une devotos de Plandis. Na maioria das regiões onde essa data é celebrada, ocorre um grande concurso de realizações de ilusões, envolvendo magos e sacerdotes desse deus. Geralmente, os não devotos que veem celebração acham que aquilo tudo é maluquice, e tendem a se afastar das cerimônias. No entanto, para os fiéis, a data mostra-se extremamente importante e é muito celebrada, sendo ansiosamente aguardada.

Festa da Iluminação (9º dia do mês do Sangue)

Todo sacerdote de Plandis é incumbido de fazer peregrinações à Floresta de Laudis, no Reino de Âmiem, a fim de buscar entendimento e iluminação. Como se trata do deus da loucura, é fácil compreender que essas peregrinações nem sempre seguem a data estabelecida e normalmente fica a critério do seguidor escolher quando e quantas vezes irá fazer a peregrinação.

Descendentes

As Planindeas, consideradas suas descendentes, são fragmentos da personalidade de Plandis que foram geradas pelo Espelho de Cronus, quando este louco deus olhou para o interior do espelho em busca do futuro.
São elas, Isífone, Egera, Lecta, Enesis, Aquésia e Eunenia, cada qual com seu poder e com sua maldição. São filhas e servas de Plandis que levam suas vontades e seus desejos ao mundo.
Isífone: causadora de grande aflição em uma situação específica, levando a repetição incontrolável de um ato várias vezes ao dia.
Egera: causadora do medo em uma determinada situação. Medo de água, medo de lugar fechado, etc.
Lecta: formadora de múltiplas personalidades em um mesmo indivíduo.
Enesis: causadora de alteração de humor súbito no indivíduo.
Aquésia: causadora de depressão, intenso retraimento e apatia no indivíduo.
Eunenia: causadora de um grande estímulo no indivíduo, levando-o a se tornar extremamente agressivo inesperadamente.
Os estudiosos deste deus afirmam que as Planindeas são capazes de conceder a graça da capacidade de visão do futuro aos mais fervorosos devotos. Porém, tal visão do futuro tem um efeito colateral: distúrbios mentais permanentes ou temporários de acordo com cada Planindea.

Reinos onde a religião mais atua

Nas fronteiras entre os reinos de Levânia e Abadom, existem os maiores cultos a Plandis. Como é uma ordem sem muitos templos espalhados pelo mundo, seus desígnios estão em todo o lugar para aqueles capazes de vê-los.
Alguns sacerdotes de Plandis são consultados por nobre e reis por seus dotes visionários, o problema é que nem sempre essas visões são claras ou confiáveis.

Influência das ordens na política do reino

Há muito tempo, um sacerdote de Plandis indagou a um jovem cidadão que todo dia ia ao templo orar vigorosamente ao deus Plandis por que fazia estas orações, e ele respondeu que não queria ser tocado pelas “graças” deste deus.
Pelo relato acima pode-se entender que para grande parcela da população Plandis é visto como um deus que amaldiçoa e deve ser respeitado para não se cair nas suas “graças”. Seus sacerdotes, apesar de não integrarem os círculos mais internos do poder, contam com grande consideração e respeito.

Nível de popularidade

São tempos difíceis que se abatem sobre o mundo de Tagmar. Nestes tempos de medo e opressão, não é raro que as pessoas busquem os deuses mais inusitados para conseguir vencer os desafios. Além do mais, em momentos de fraqueza, a mente humana busca refúgio nos limiares da loucura e da insanidade. Sendo assim, sua popularidade vem crescendo dia a dia em vários reinos.

Religião

A religião de Plandis é tão complexa quanto os seus atos. Não existe uma regra a não ser a da bondade e a da presteza ao próximo, já que Plandis é um deus que vive para seus fiéis.
Os sacerdotes desta ordem religiosa vivem a vagar em número de três ou quatro ajudando as pessoas e levando a palavra de Plandis a seus fiéis. Vagam, aleatoriamente, pelo mundo, pernoitando em qualquer lugar, mesmo ao relento. Às vezes, passam algum tempo em templos da ordem ajudando outros sacerdotes nos seus afazeres.
Os sacerdotes sofrem a influência das Planideas à medida que avançam em seu poder de predizer o futuro e de ser a voz de Plandis no mundo. Também tem um grande número de devotos e seguidores entre os bardos, quase tão grande quanto os de Lena.

Templo

Os templos são simples, feitos em rocha ou madeira. Todos são construídos em formato circular e têm seu teto em forma de abóboda. No interior, podem estar pintados desde o céu estrelado a figuras de animais, cada templo tem seu próprio tema.
O interior é sempre espaçoso, sem altar ou cadeiras. Todos os que desejam orar a ele devem se sentar no chão e fazê-lo de forma silenciosa.
Na entrada do templo, próximo à porta, existe uma pequena caixa dourada com um fino pó dourado trabalhado pelos sacerdotes locais. O visitante que assim desejar pode retirar uma pequena quantidade e aspirar para facilitar sua comunhão com Plandis.

Vestimenta

As vestes destes são simples sendo feitas grande parte de mantos pretos e brancos com o símbolo de Plandis. O sacerdotes trazem sempre com eles uma pequena bolsa individual com polens coletados da Floresta de Laudis em sua viagem de contemplação.

Locais sagrados

O principal local sagrado é o Templo dos Delírios, localizado em algum lugar das cordilheira de Sotopor, ao sul de Abadom. Outro recanto também muito procurado pelos noviços é a Floresta Laudis, no reino de Âmiem, para onde são realizadas as peregrinações dos sacerdotes de Plandis.

Itens Sagrados

A ordem conta com dois principais itens sagrados. O primeiro é capa de Plandis. Não se sabe ao certo todas as capacidades dessa capa, mas dizem que quem a usa passa a sofrer diversas alucinações e ilusões, de graus variados. Na prática, seu uso pode ser limitado, mas descobriu-se que a capa causa alucinações insuportáveis a espíritos malignos ou demônios. Dessa forma, ela vem sendo usada para livrar as pessoas desses seres. O segundo é o anel das habilidades. Um anel feito em ouro que dá a seu portador amplas capacidades em um dos seus atributos físicos ou mentais.

Doutrinas do culto

  • Viver a liberdade. Limites são prisões colocadas por mentes medrosas;
  • Ajudar as pessoas a se libertarem da loucura e alienação (agir como a maioria das pessoas);
  • Buscar sempre um novo caminho seguindo seus impulsos;
  • O caos pode criar uma nova ordem;
  • Punir o mal;
  • Viver a liberdade (repetido propositalmente).


    Verbetes que fazem referência

    Livro dos Deuses

    Verbetes relacionados

    Blator | Cambu | Crezir | Crizagom | Cruine | Ganis | Lena | Liris | Maira | Palier | Parom | Plandis | Quiris | Selimom | Sevides | Prólogo | Epílogo
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