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Cambu .  

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Prefácio

Eram dias sombrios. Nunca um pai ou uma mãe estiveram tão decepcionados com seus filhos como eles estavam com os seus. Criados com carinho e amor, foram cuidados e ensinados para serem gentis e civilizados, e agora que haviam se afastado de seus ascendentes, mostraram-se arrogantes e desrespeitosos na casa que fora construída para que morassem.

Os deuses olharam para seus filhos e sentiram seus corações cheios de tristeza, a princípio, e depois, tomados pela ira, buscaram o equilíbrio. Cambu observava tudo de longe.

Assim como seus filhos o haviam desrespeitado, os outros filhos dos deuses também fizeram com seus pais. Uma das maiores ofensas foi o esquecimento dos cultos e do amor. Mas o que o deixava mais triste é que os bons, assim como os maus, também seriam castigados. A ira dos deuses levaria a morte onde quer que fosse, e ele seria seu mensageiro.

Quando Maira o chamou, o frio e o medo percorreram seu corpo como um mortal tem medo da morte e do desconhecido. Na presença de todos os deuses, a sentença foi dada.

“Que aqueles que não nos respeitam pelo amor façam-no pelo medo. Vá e leve a nossa ira justa.” Ao ouvir a sentença dos deuses, Cambu rapidamente partiu usando as sandálias feitas por Parom.

Rápido como o pensamento, ele poderia estar onde desejasse. As sandálias dos ventos podiam levá-lo a qualquer um dos domínios dos deuses ou terrestres, mas neste dia seu coração pesado desejava nunca carregar tal obrigação.

Em instantes, estava pairando sobre o mundo e por segundos ficou a admirar a beleza que estava sob seus pés, mas o desejo dos deuses não podia esperar. Nas regiões por onde passava, lançava a ira dos deuses, raios e trovões cortaram o céu. Uma grande luz foi vista no horizonte. Tremores rasgaram a terra e esta gritou em agonia, assim como seus filhos que nela habitavam. Dor e desespero se fizeram no mundo. O fim chegou para muitos antes do nascer do Sol. Homens e mulheres, crianças e idosos foram ceifados, e o grande salão de Cruine pareceu pequeno naquele dia.

Ao final de suas tarefas, Cambu voltou para a morada dos deuses. Seu rosto era pesado, estava com uma tristeza profunda em seu coração e, sentado em seu leito, chorou pelos inocentes.

Extratos do Livro de Maudi, do Capítulo “O Cataclísmo” - Biblioteca de Saravossa.

Concepção

Cambu é o deus do comércio, da diplomacia e das relações entre as raças. Em sua busca pelo diálogo e pela troca, é visto como um dos deuses que pode ser a porta para a riqueza. Venerado por aqueles que buscam as atividades comerciais como um meio de sobrevivência, acabou se tornando o deus dos comerciantes. Mas, mais do que riquezas, Cambu busca o entendimento e o diálogo entre os filhos dos deuses, sendo também um dos “veículos” das bênçãos e maldições dos deuses. Arqueiro formidável durante a guerra contra os titãs, foi responsável pela morte de muitos dos seus inimigos.

Áreas de atuação

Sua área de atuação é nas cidades, sendo atualmente mais fortalecido nas relações comerciais do que diplomáticas.

Temperamento

Alegre e comunicativo, anda com desenvoltura entre seus companheiros celestiais. Inquieto por natureza, vaga pelas terras celestiais vendo suas belezas. Sempre encontra-se a conversar com os deuses sobre os mais diversos assuntos, preferindo muitas vezes estar na companhia dos mais alegres como Plandis, Selimom e Lena. Sempre que necessário, é convocado por Maira para levar o desejo dos deuses aos mortais, o que faz com muito prazer quando são boas notícias.

Representação

Sua forma preferida é a de um jovem de porte atlético, sempre portando um arco e flecha. É visto como um mensageiro enigmático sendo a mensagem dos deuses boa ou má.

Símbolo

O símbolo mais comum é representado por um círculo sobreposto a setas em todas as direções. O círculo simboliza o dinheiro e moedas, e as setas fazem alusão aos pontos cardeais, significando a presença do deus em todas as direções.

Cores

A cor que o simboliza é o amarelo.

Relação entre deuses

Sua relação é a mais cordial entre todos os outros deuses. Comunicativo, passa horas a conversar com Plandis, Selimom e Lena que, apesar de terem grandes divergências com deus do comércio e da diplomacia, este faz questão de ser uma companhia agradável...

Blator o tem em grande respeito, seja pela sua velocidade no campo de batalha, seja pela sua mira certeira, que faz o céu obscurecer com a chuva de flechas lançadas de seu arco.

Palier se impacienta com a sua agitação sempre constante e muitas vezes com a falta de foco.

Parom tem com ele uma amizade como a de um irmão que nunca teve.

Descendentes

É um deus que não possui descendentes.

Festas e Celebrações

Festa da Fartura (30º dia do mês da Semente e 1º dia do mês do Ouro)

Essa grande festa, em homenagem a Cambu e Sevides, é realizada em dois dias consecutivos. Ocorre principalmente nos pequenos vilarejos e cidades onde todos os comerciantes locais depositam nas urnas dos templos pequenas moedas em graça a Cambu pela fartura alcançada no ano nas atividades comerciais, sejam estas de venda ou de compra de mercadorias. Os agricultores e criadores também ofertam pequenas quantidades de suas produções, esperando obter prosperidade na negociação de suas mercadorias. Os templos ficam repletos de comerciantes e pessoas comuns que buscam ajuda em suas atividades comerciais.

Dia da Multiplicação (21º dia do mês do Ouro)

Para aqueles que têm problemas nos negócios e que estão perdendo dinheiro, este é o dia para buscar a multiplicação do dinheiro. Neste dia, saquinhos de moedas são levados para o templo e abençoados. Estes servirão como amuleto e trarão prosperidade a seu portador. É um dinheiro que não pode ser mais comercializado já que serve como amuleto. As moedas são sempre guardadas em pequenos saquinhos de couro e pendurados no pescoço dos comerciantes ou colocados sob o balcão.

Noite do Entendimento entre os Povos (27º dia do mês da Justiça)

Uma noite destinada a uma festa com a finalidade de unir aqueles que praticam a arte da diplomacia e buscam, através da comunicação, o entendimento dos povos. Ocorrem celebrações nos templos e nos palácios ou mansões de nobres e grandes comerciantes. Nesta noite, um jantar é feito para unir grupos de pessoas e buscar o entendimento. Estas reuniões podem ser entre pessoas de raças diferentes, buscando entendimento entre elas ou nas cidades em busca no entendimento de seus cidadãos. Em alguns reinos, existe a troca de alimentos entre os vizinhos.

Reinos onde a religião mais atua

O poder de Cambu se estende por toda terra. Onde houver uma moeda, uma troca, qualquer tipo de comércio, seu poder estará lá presente; mas, particularmente em Levânia e Plana, sua adoração é mais evidente.

Influência das ordens na política dos reinos



Sua influência é grande entre os reinos, pois todo aquele que comercializa venera Cambu. Antes de grandes viagens, ou antes de fechar acordos comerciais, são sempre oferecidas preces a Cambu e bênçãos de sacerdotes sobre os mercadores e as mercadorias.

Nível de popularidade

Sempre foi popular entre a população mais pobre e principalmente entre os comerciantes, dos pequenos aos grandes.

Religião

A religião atualmente está sofrendo uma grande fragmentação. Mais do que simplesmente comércio, esse deus busca o entendimento entre os filhos dos deuses. Com o progressivo aumento da influência dos sacerdotes em Plana, os interesses e objetivos da ordem vêm se tornando cada vez mais ligados ao comércio.

Muitas tradições e festas vêm sofrendo alterações pelas gerações mais novas de sacerdotes, mais interessados em agilidade e produtividade das relações comerciais que em preservar as lentas e antigas cerimônias; mas existem os sacerdotes mais velhos e de regiões mais remotas que ainda mantêm as velhas tradições dos cultos. A ordem obriga a todos os sacerdotes seguirem uma vida de completa dedicação, a servir aos povos e buscar o entendimento entre eles.

Templo

Dentre os templos das ordens de Tagmar, os templos de Cambu são os que apresentam maior esplendor. Muitos são de uma grande suntuosidade, feitos em pedra e granito. Seu interior é ricamente decorado com pinturas murais e altares folheados em ouro. Os templos em cidades mais remotas são humildes, feitos em tijolos cozidos ao sol e cobertos por palha trançada; mas seu interior sempre dispõe de objetos de notável valor ofertados pelos plebeus que buscam abundância e prosperidade. Em todos, há, próximo ao altar, uma pequena caixa de doações ao deus e uma grande jarra de água onde o dinheiro pode ser purificado.

Vestimenta

Os sacerdotes de Cambu normalmente usam vestes clericais de cor amarela e desenhos em prata. São todas de grande beleza e de fino tecido. Portam um grande medalhão da ordem feito em latão, cobre, prata ou ouro, de acordo com sua posição hierárquica, e sandálias de couro.

Locais sagrados

Um dos locais mais sagrados da ordem é a Cidade Dourada, na Cordilheira de Sotopor. Quando alcançam uma vasta idade, os mais velhos membros passam a seus aprendizes suas funções e se encaminham para a última viagem de suas vidas. Estes terão como destino a Cidade Dourada, onde passarão a administrar cultos no local e gozar de um final de vida despreocupado.

Itens Sagrados

A Caixa das Mil Pragas: reza a lenda que, após o grande cataclismo, que varreu o mundo de Tagmar, uma pequena caixa de madeira foi encontrada aos pés de Cambu que a tudo assistia desolado. Um sacerdote de Cambu que pelo local passava se prontificou a cuidar desta caixa para seu deus. Nela, guarda-se toda a violência e a ira ainda acumulada pelos deuses que Cambu, temendo destruir o mundo, não lançou. Diz-se que o deus do comércio abriu somente uma pequena fresta da caixa, que causou todo o cataclismo. A lenda existe, mas o paradeiro da caixa é desconhecido.

A Moeda de Ilkaliin Silkan: uma moeda de puro ouro que pode conceder a seu portador riquezas e prosperidade além dos sonhos. Alguns membros da ordem afirmam que ela se encontra perdida, outros dizem que está escondida em algum templo em Plana e outros ainda dizem se tratar somente de uma lenda.

As Sandálias dos Viajantes: um dos antigos sacerdotes de nome Arcerlam viveu como um nobre e respeitado membro da ordem, dedicando sua vida aos pobres e ao entendimento de cidades e raças. Um incansável diplomata que evitou guerras e batalhas caminhando incansavelmente pelo mundo. Após a sua morte, suas sandálias, que nunca se desgastaram, foram consideradas sagradas e guardadas pela ordem. Muitos afirmam que foram ofertadas pelo próprio Cambu e dadas como presente aos serviços prestados em seu nome.

Doutrinas do culto

  • A multiplicação das riquezas;
  • A prosperidade;
  • O entendimento dos povos;
  • O crescimento do comércio;
  • A busca da justiça de valores.



Verbetes que fazem referência

Livro dos Deuses

Verbetes relacionados

Blator | Cambu | Crezir | Crizagom | Cruine | Ganis | Lena | Liris | Maira | Palier | Parom | Plandis | Quiris | Selimom | Sevides | Prólogo | Epílogo
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