Detalhamento dos Elfos
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Detalhamento dos Elfos

Detalhamento das Raças Elfos

Por Saulo Henrique “Ketalel” Alves
E Colaboração: Enid Kallas

Mote Introdutório

“Ao invadir território élfico lembre-se sempre: suas pernas não são mais rápidas que minhas flechas”.

Introdução

Os Elfos são seres humanóides de estatura levemente inferior e tipo físico mais leve que os humanos, olhos amendoados e orelhas pontiagudas. São seres da floresta adeptos da magia, freqüentemente defensores da natureza por seu enorme respeito por esta. Porém o que mais os diferencia dos humanos não é apenas a parte exterior, mas algo que não esta aparente, é algo sutil, a inteligência oculta por seus olhos sagazes.
Lendas falam que após a criação de Tagmar os deuses desejaram habitar seu novo mundo. Palier observou por eras as criações de sua amada esposa Maira, via nelas todo o amor e dedicação que ela empregara na tarefa. Após meditar sobre as criaturas que habitariam esse novo mundo decidiu que era desejo seu proteger o trabalho de sua amada. No entanto também queria que se assemelhassem a Ele. Então os imaginou seres inteligentes, era necessário que fossem. Entregou a cada um uma miríade de sua própria consciência dotando-os de sabedoria e poder mágico. Deu-lhes graça e leveza inspirado pelos animais que sua amada criara. E deu-lhes o nome “Elfo” pelas palavras da língua que os ensinaria, “Er, Lië, Fëa, Orchal”, “Único Povo de Espírito Superior”

Descrição Física

Os elfos têm aparência hominídea como já dito, sua altura média é de 1,63m e peso variando entre 50 e 57 kg, de olhos amendoados e orelhas pontiagudas. Seus traços são mais aquilinos e retos, tendo rostos sóbrios e não menos belos. Existem duas subespécies de elfos, os Dourados e os Florestais.
Os Elfos Florestais são o tipo mais comum de elfo, sua pele é clara e seus cabelos e olhos variam imensamente de coloração como nos humanos, porém encontramos nesta raça cores mais exóticas tanto de cabelo quanto de olhos. Não é incomum encontrar elfos de cabelos verdes ou azuis, assim como olhos púrpuras ou amarelos entre os florestais. São a espécie de elfos mais ligada à natureza, muitos se tornando rastreadores. São a espécie de elfos mais xenófoba, temendo e discriminando as outras raças.
Os Elfos Dourados são mais raros. Estes são tidos como mais nobres, pois, acredita-se que sua pele dourada, é uma benção concedida por Palier. Seus cabelos são claros, podendo ser loiro, dourados, prateados ou ruivos, não sendo encontrada tanta diversidade de cores de cabelo entre eles, porém com a mesma diversidade de cor dos olhos que os florestais. Em sociedade, os elfos dourados geralmente se associam a comunidades de elfos florestais, sendo encarregados sempre de importantes papéis políticos ou como educadores. São voltados mais à magia, comumente se tornando magos.
A ausência de barba entre os elfos e o fato de costumeiramente manterem cabelos compridos, poderia dificultar a diferenciação entre homens e mulheres, porém isso não ocorre, pois as mulheres têm tipo físico mais franzino e traços mais delicados, e são conhecidas por sua beleza etérea e arrebatadora.

Longevidade

Os Elfos têm um período de vida diferente dos humanos. Sua vida é a mais longa das raças civilizadas, alcançam a idade adulta por volta dos 25 anos, onde param de envelhecer e permanecem com a mesma aparência até o fim da sua vida. Elfos podem viver até 800 anos, quando atingem essa idade começam a perder suas forças e em menos de um ano morrem. Porém há lendas de Elfos Dourados que viveram muito mais de 1.000 anos e de outros que nem chegaram aos 600 anos, portanto há verdade no dito popular de que quando este perde a vontade de viver e a alegria sua vida chega ao fim. Apesar da vida longa os elfos têm poucos descendentes, variando de dois a no máximo seis em toda a sua vida o que os faz valorizarem imensamente a vida.

Comportamento

Elfos podem ser muito bem definidos como cativantes e desconfiados. Suas personalidades e cultura, que exaltam as artes, prendem rapidamente a atenção, sendo pessoas com quem se pode passar um bom tempo sem senti-lo. Curiosos sábios, muitos acabam por deixar seus lares e se aventurarem para conhecerem o mundo. Sempre motivados por esta curiosidade e sede de conhecimento. Pelo valor que dão à vida eles arriscam-se pouco, sendo taxados muitas vezes de covardes, o que não corresponde à verdade, que é serem criaturas cautelosas.
Em todas as sociedades são considerados os guardiões do conhecimento, muitos sendo professores e mestres de magia para aventureiros e nobres. Porém esse contato com as outras raças é recente, pois sempre foram xenófobos, tendo medo pelas ações dos que julgam incultos e temerários. Pelo seu ciclo de vida longo consideram as outras raças muito apressadas em suas buscas e ações, tendo os elfos observado por séculos suas ações muito rápidas e constatando que essas são impensadas e os levaram a inúmeros conflitos e guerras desnecessárias, considerando assim os humanos como crianças teimosas. Os Florestais nutrem muito receio e antipatia pela raça anã por suas desavenças através dos séculos e pelas diferenças culturais, uma vez que os elfos vivem sob a terra e valorizam muito a natureza e os anões vivem abaixo dela e dão mais valor à riqueza que a natureza pode oferecer.
Os florestais, por terem mais receio das outras raças mantêm-se muitas vezes dentro dos limites das florestas apenas impedindo o avanço destas sobre seu território. Porém, apesar da sua reserva quando se apegam a alguma pessoa acabam por considerá-la como igual ou até um irmão, independente da raça, sendo os maiores responsáveis pelo surgimento de meio-elfos.
Os Elfos Dourados devido ao seu maior contato com outras raças são os que melhor recebem os meio-elfos e tem lutado pela aproximação com o resto do mundo, indo contra as idéias isolacionistas de muitos de seus irmãos. Considerando-se como abençoados de Palier não é raro tornarem-se clérigos deste deus, e tem grande honra, empenhando-se em serem modelos de conduta para os outros elfos, pois se vêem como escolhidos do deus para a liderança dos outros. São simpáticos e cativantes, tendo as mais interessantes personalidades, podendo gastar longas horas em conversas com os outros, e não tendo o mesmo medo de seus irmãos muitas vezes acabam por estabelecer vínculos duradouros com outras raças.

Costumes e Hábitos

Exuberantes no vestuário, os elfos sempre usam tecidos e jóias muito trabalhados e ricos, vestindo-se costumeiramente de túnicas de bons tecidos e sempre em cores vivas, com ênfase ao azul, verde e amarelo, cores relacionadas às raças e aos deuses desta.
Nas refeições os elfos valorizam a beleza dos pratos além de serem agradáveis ao paladar, preferem verduras e hortaliças, comendo pouca carne por valorizarem demais os animais. Suas bebidas são famosas, seus finos vinhos e o hidromel, fermentado de mel (também uma especiaria para esta raça) são muito valorizados e alcançam altos preços nos mercados humanos.
Elfos dormem pouco, apenas seis horas por dia, porém neste tempo recuperam-se muito melhor que os humanos, sendo que alguns preferem dormir ao relento apreciando o céu noturno. Valorizam muito as artes, especialmente o canto e as danças, ponto alto de todas as festividades. Têm grandes festivais e feriados em honra aos seus deuses (Palier e Maira) inclusive comemorando cada ciclo do mundo. Em seus reinos durante essas celebrações é o momento em que podem praticar suas habilidades com corais, enquanto que outros fazem danças ritualísticas em homenagem aos deuses.

História

São considerados uma das raças mais antigas do mundo, crendo-se ser a primeira raça inteligente a habitar Tagmar. Infelizmente não é possível precisar quando. Pois sua história se perdeu nas brumas do passado, quando durante o Cataclismo sua Primeira Cidade foi destruída, levando consigo o Livro das Sagradas Escrituras onde se encontravam todos os registros de sua história. O que podemos saber com certeza é que sempre habitaram a região de Lar sendo sua civilização milenar quando encontrada pelos primeiros exploradores humanos e anões.
O que se acredita é que os elfos foram criados dezenas de milhares de anos antes do Cataclismo e que no princípio o próprio Palier habitava entre seus filhos. Porém um dia depois de concluir a educação destes, ele teve de partir, levando consigo uma grande comitiva ele deixou o mundo para concluir sua maior obra. Depois disto, gerações posteriores reorganizaram a sociedade, dividindo-a em classe.
Os nobres, nascidos de famílias de grande poder mágico e influência, fundaram o Conselho dos Arquimagos, o qual governou por muito tempo os elfos, as demais classes eram a plebe e os sacerdotes, seguidores das doutrinas de Palier. Essa época é considerada a Era Dourada, o apogeu da sociedade élfica. Época onde foram feitos os itens mais poderosos e as obras de artes mais ricas. Depois desse período poderes malignos se infiltraram no Conselho de Arquimagos e tentaram perverter a sociedade élfica, tentando afastá-la das outras raças, incitando inclusive o ódio pelos anões, vizinhos dos elfos nessa época.
A sociedade ficou sob o domínio das sombras durante muito tempo até que grandes heróis élficos, entre eles Áriem Miniel e Galtem, conseguiram incitar uma revolta entre o povo, marcando como a primeira guerra civil entre os elfos, a Primeira Grande Cisão, uma chaga que até hoje é lamentada entre o belo povo. Logo depois desta ocorreu o Cataclismo, onde grande parte do reino élfico original, inclusive a Primeira Cidade, foi destruída.
Depois deste período os elfos acabaram por isolar-se mais do mundo, culpando as raças incultas pelo Cataclismo eles tornaram suas florestas o limite para os humanos, abrindo suas fronteiras apenas um milênio depois para unir-se aos humanos contra a maior ameaça que o mundo já havia visto, a Seita. Onde se viram cooperando com as outras raças e só assim foram capazes de subjugar o poder dos demonistas. Passado mais este período a tolerância começou a brotar e tentaram um contato maior com as outras raças.
Porém este milênio de isolamento ocorreu apenas em Lar, enquanto isso após o Cataclismo, Gáltilo, filho de Galtem, rumara para o norte com uma pequena comitiva de elfos que decidiram deixar o reino de Lar buscando uma sociedade com maior liberdade e uma comunhão maior com a natureza, encontrando depois de vagar muito tempo as florestas de Âmiem abençoadas por Maira. Gáltilo encontra no meio da floresta a Ponte de Palier e uma pequena comunidade de elfos dourados que eram regidos por Enor, Guardião da Ponte de Palier. Gáltilo tomando esse encontro como um sinal decide edificar o reino de Âmiem aos pés da Ponte de Palier com a autorização de Enor, e este reino prospera e faz contato com os humanos e pequeninos.
Durante a guerra contra a Seita Enor e Gáltilo acabam perecendo, sendo o reino gerido desde então pela esposa de Gáltilo, filha de Enor, a rainha Enora, à qual Maira entrega o Cetro Dourado, uma relíquia da deusa com o qual Enora aprisiona o Príncipe Demônio Morrigalti, e garante o renascimento do reino.

Habitat

Elfos gostam de climas temperados e habitam grandes florestas em seus reinos natais com cidades edificadas em meio às árvores, suas moradias adaptadas à vegetação, dificultam a localização para possíveis invasores. São seres adaptáveis, podendo habitar sem problemas qualquer das maiores cidades do mundo, espalhando-se como sábios e aventureiros.
Em Lar têm nove grandes cidades:
* Aaron – Sua capital e cidade mais importante, onde estão as mais numerosas e influentes famílias do reino. Aos que procuram ascender à nobreza ou ganhar influência no reino este é o seu destino com certeza.
* Calquis – O celeiro de Lar, de onde vem a maior produção de grãos e gêneros alimentícios, além de lã e outros produtos de pecuária. Para os Elfos que buscam uma vida mais pacata e rústica ela é um prato cheio, alguns elfos dizem que a vida simples e a modéstia local os mantém íntegros.
* Anfis – Pólo cultural do reino e cidade onde há maior contato com outras raças.A cidade que nunca adormece. A primavera das artes e da hospitalidade é com certeza a cidade criticada pelos tradicionalistas do reino. Berço dos mais proeminentes artistas. É a cidade do belo. Onde os de boa índole são sempre bem vindos.
* Rodos – Cidade onde são feitas as melhores armas do reino. Local de treinamento da elite da guarda élfica de Lar. Nenhum guardião desta terra pode se dizer apto sem ter de lá uma espada e uns bons anos de tortuoso treinamento.
* Citira – A cidade dos magos onde se pode conseguir praticamente qualquer conhecimento arcano ou item mágico desde que você consiga estar dentro dos critérios dos mestres que raramente admitem discípulos ou entregam levianamente seus tesouros.
* Caterim – A mais bela cidade élfica, onde a glória das antigas construções e maravilhas arquitetônicas élficas ainda vive. Um local onde se relembra os anos dourados dessa raça.
* Artar – A fronteira sul do reino, onde sempre há vagas para aventureiros e guerreiros para proteger o reino.
* Mesolom – A fronteira norte, muitos vêm à região a descanso. A mais jovem das cidades do reino.
* Pirgos – O maior porto de Lar e onde pode-se ver o poder e a beleza das naus élficas.
* Âmiem – Podemos destacar a cidade de Marna, capital do Reino, uma das mais surpreendentes cidades élficas, construídas na copa das árvores gigantes da região, é um porto seguro a todos os elfos e local de grande meditação onde se encontram os maiores templos de Palier e Maira fora de Lar, a cidade é muito protegida, sendo muito raro ser permitida a entrada de qualquer não elfo dentro de seus salões. As árvores gigantes oferecem uma proteção à volta da cidade como de muralhas e esta ainda são protegidas pela Torre de Marna, onde há guardas élficos sempre prontos a proteger este recanto.
* Ludgrim – Em Ludgrim vemos uma grande concentração do povo élfico pelas estradas, principalmente ao sul, onde o reino faz fronteira com Lar. Neste local podemos citar a Floresta de Siltam, considerado pelos elfos florestais de toda a Tagmar um “último refúgio” ainda fora das terras selvagens. Vemos aqui uma sociedade organizada, porém sem a rigidez do governo de Lar, um local para espíritos livres.
* Calco – Saravossa sendo o centro cultural do mundo não poderia abrir mão dos elfos, guardiões de uma sabedoria que por vezes escapa aos livros. Principalmente os sacerdotes de Palier que tem trabalhado dia e noite copiando os livros da Grande Biblioteca para que seu vasto conhecimento não se perca e também adquirindo nos mercados conhecimentos novos vindos de todas as partes do mundo. Vemos aqui um grande número de elfos dourados sempre empenhados em conseguir mais conhecimento e preservar o já obtido. Além de Saravossa devemos citar a cidade de Carom, uma comunidade pesqueira onde há grande concentração de elfos, cidade que dá um exemplo de preservação da natureza. Também em Calco devemos ressaltar a existência do Condado Élfico de Lirati, na Floresta de Melgundi próximo a uma cidade anã, e apesar da hostilidade entre as raças vivem pacificamente na região e onde se localiza a maior concentração do povo neste reino.
* Portis – A magocracia de Portis também conta com grande número de elfos, tanto dourados quanto florestais, trabalhando em seus comércios e nas lavouras. Devido ao fato de grande número de colégios arcanos se estabeleceram é para onde rumam a maior parte dos elfos aventureiros que deixaram suas terras natais por conhecimento de magia.

Sociedade

A sociedade élfica é muito bem estruturada, seus reinos são fechados a não elfos, porém podemos ver famílias élficas espalhadas por todo o continente. Estas famílias fora dos reinos de origem tendem a primar por sua liberdade, porém mantém as tradições de seus antigos lares. Suas comunidades tendem a ser auto-suficientes, produzindo o próprio alimento e utensílios, tendo até certa desconfiança de itens feitos por não elfos. A família é a organização mais importante da sociedade, prezando muito por seu clã, nenhum elfo com bom senso faria qualquer ação que trouxesse desonra ao seu clã.
Dentro da nobreza nos reinos de Lar e Âmiem, os casamentos são arranjados quando os filhos ainda estão nos ventres das mães e normalmente são realizados por interesse no status da família. Os jovens têm liberdade de se aventurar pelo mundo, conseguir seus feitos e conhecimentos, porém quando atingem a idade de 300 anos devem retornar para firmar os laços do matrimônio. Fora dos reinos élficos, entretanto e entre os plebeus, isso não ocorre, podendo o elfo escolher sua noiva do modo convencional. Porém para todos eles o casamento é um laço eterno e muito importante, mesmo que um dos cônjuges venha a falecer o outro fica impedido de casar novamente, tendo de guardar luto pelo resto da sua vida.
A educação das crianças é feita por escolas que tem turmas em média de apenas 10 alunos, cada uma ensinada por um mago do Conselho e um sacerdote de Palier, ensinando aos jovens seu lugar na sociedade e seu dever para com a família, além do conhecimento mundano de história e geografia os pequenos aprendem desde cedo os fundamentos da magia e o respeito pela natureza.
Dedicação e meditação sobre suas ações compõem a mais forte filosofia entre os elfos, o dever filial para com o clã é um dos vínculos mais importantes do elfo com seu povo, sendo de grande importância para suas ações futuras, a aceitação dos de seu próprio povo sempre pesará sobre suas ações.
Cada comunidade tem seu Conselho de Magos e seu regente, que como costume é um sacerdote de Palier ou Maira. Em Âmiem encontramos uma variação, pois o reino em si é gerido por um conselho de magos e sacerdotes que tomam as decisões em consenso, sendo sempre a palavra final da regente. O que devemos denotar é que desde o Cataclismo não temos um rei elfo, e sim regentes, sempre mulheres ensinadas desde cedo o peso de ocupar o importante cargo de liderança da sociedade élfica. Conforme a lenda surgirá um Rei Elfo, então as regentes passarão a este o governo de todas as sociedades élficas, isso tem gerado grande controvérsia e muitos impostores, apesar disso todos os elfos acreditam na lenda do retorno do Rei e aguardam este líder que unificará a nação élfica novamente.
Estrangeiros nos reinos e comunidades élficas sempre são recebidos com certo desconforto, tratados com desconfiança e por vezes hostilidade. Os magos são mais bem acolhidos, porém qualquer um que se mostre respeitoso para com as tradições e que prove ser honrado tem passagem livre por seus domínios.

Os Principais Clãs Élficos

Os Guardiões da Ponte – A linhagem de Enora e seu filho Gáltilo II deve ser citada como o clã mais importante hoje entre os elfos, que além de ter em seus antepassados grandes heróis, conta com a figura de Enor, o Guardião da Ponte que conforme contam as lendas foi escolhido pelo próprio Palier para representá-lo em Tagmar.
Amaatri – Um nome de grande renome ainda entre os elfos, apesar do clã lentamente estar deixando de existir, sendo o próprio sumo-sacerdote de Palier deste clã, uma linhagem de influência no passado porém hoje de pouca influência fora da igreja de Palier.
Daros – A linhagem de grande sacerdotes, sendo o mais conhecido Alberto Daros, sumo sacerdote de Palier em Âmiem, um clã muito influente em política e saber.
Iavetil – Uma vasta linhagem de regentes de Lar e sacerdotes de Palier, os Iavestil são os que mantém a soberania na capital do reino por mais tempo, tradicionalistas e políticos hábeis.
Tasartir – Com grandes conhecimentos sobre o mundo, esse clã migrou há pouco tempo para Lar, onde já exerce grande influência em Anfis por suas ligações comerciais. Sendo a cidade das artes, os conhecimentos desse clã vem auxiliando em manter a soberania na cidade, além de ter bons conselheiros e espiões.
Kallas – Com vários membros do Conselho dos Arquimagos em várias cidades de Lar, além de generais na elite das tropas élficas, esses conselheiros tem contribuído significativamente para manutenção da paz da cidade com seus clérigos que têm grande poder sobre o povo, sendo bem vistos por todos, sendo cotados inclusive para ser do seu clã a próxima regente.
Tinuviel - Grande clã de magos, especialmente elementaristas, estão entre os mais poderosos entre os elfos.
Verdamir – Políticos natos, os membros desse clã tem a fama de poderem convencer qualquer um de qualquer coisa. Muito bem cotados entre os elfos, a oratória deste clã é a maior responsável pela lealdade das forças armadas de Lar.
Aldúmion – O clã de onde tem se originado os mais hábeis magos naturalistas e especialistas em técnicas de cura por ervas, este clã tem contribuído imensamente nos progressos do herbalismo e das magias naturais entre os elfos.
Edhelor – Apesar de seu afastamento da política élfica este clã está entre os mais importantes por seus dignos sacerdotes de Maira que por séculos tem auxiliado nas fronteiras de Âmiem em conflitos contra Verrogar.

Religião

A divindade suprema para os elfos é sem dúvida Palier, seu criador, toda cidade élfica deve ter pelo menos um templo em sua honra. Estes templos sempre prédios de dois andares feitos em mármore branco que contam com vastas bibliotecas e esculturas em ouro do deus, simbolizando a grandeza do amor que os filhos nutrem pelo Pai. Porém nota-se também um grande culto à Maira, que é tida como deusa mãe, cultuada nos seus três aspectos, não repreensível visto a grande ligação do povo élfico e a natureza. Em seus templos sempre se vê grandes jardins e estátuas da deusa em seus três aspectos.

Mitos e Lendas

O povo Élfico sendo uma raça de vasta e rica história conta com inúmeros mitos e lendas, principalmente sobre seus heróis e sobre seu deus. As mais difundidas são:
* A Lenda do retorno do Rei Élfico que conta que um dia surgirá um nobre líder que unificará toda nação élfica e os guiará até o fim dos tempos com justiça e sabedoria.
* A lenda da Náu Élfica que conta que sob o Domo de Arminus encontra-se uma gigantesca Náu que foi posta ali por Palier, para que no final dos tempos os elfos pudessem com ela retornar até seu Pai.
* A Ponte de Palier que conforme o mito, aquele que for digno poderá subi-la até os céus e entrar nos domínios etéreos de Palier.
* Ilfrinnór – As Terras Intocadas Élficas. Conforme as crenças seriam o solo imaculado, onde o poder dos elfos estivesse mais próximo de sua fonte, Maira e Palier, emanando da própria terra, como num circulo perfeito de superfície imperturbável. Um ciclo de renovação completo das energias Místicas e da Natureza que faria os elfos que permanecessem neste, imunes ao tempo, morte e enfermidades não os encontrariam mais e lhes concederia grandes Dádivas. Esta é uma fábula passada de pais para filhos, para que estes mantenham a esperança, preservem e protejam a terra visando que um dia toda Tagmar se torne um grande Ilfrinnór, um paraíso élfico. Apesar de não haver indícios que seja muito mais que uma fábula vários aventureiros élficos passaram toda uma vida a procura destes lugares, e ainda hoje jovens partem a sua procura na ânsia de encontrar seus vastos campos abençoados e quem sabe avistar neles grandes heróis élficos de outrora que continuariam vivendo em todo os seus esplendores neste local sacro, protegendo a natureza e comungando com Palier em toda a sua glória.

Magia

Por seu Pai ser o deus da magia os elfos tem grande capacidade e facilidade para lidar com a mesma em todas as suas vertentes. Muitos são os que se tornam sacerdotes e rastreadores, principalmente entre os Florestais. Pelo elevado carisma dos Dourados, também não é raro ver um elfo tornando-se um exímio bardo, a possibilidade de grandes ganhos além de conhecer muitas mulheres é o que os faz optar por esse destino. Porém o grande poder está nas mãos daqueles Dourados que optarem pelas práticas arcanas. Magos por natureza esses elfos além de aprenderem rapidamente o conhecimento arcano tem uma facilidade nata em canalizar o mana pelo seu corpo, tornando-se excelentes magos, sendo bem vistos em todos os colégios arcanos por Tagmar. Uma grande exceção dá-se pelo colégio Necromântico, pois além desta prática ir contra todos os princípios da raça élfica, o elfo que tente canalizar por seu corpo o karma infernal acabara tendo alterações físicas, como manchas negras pelo corpo e alterações de personalidade, tornando-se por fim um Elfo Sombrio.

Línguas

A língua oficial dos elfos é o élfico, idioma ensinado pelo próprio deus da magia à seus filhos e que também faz às vezes no mundo de idioma “culto”, no qual se escrevem os livros de maior importância histórica além dos tomos arcanos. Sua fala é fluída e bela, quase como uma canção, aliado às vozes cristalinas dos elfos é um grande espetáculo para qualquer viajante observar um coral élfico.
Por serem um povo com sede de conhecimento os elfos acabam por se interessar em aprender qualquer língua que possam, sendo muitos tradutores dominando vários idiomas. Todos os elfos aprendem desde pequenos falar além do élfico o Malês para melhor se comunicarem com as raças “incultas”.

Visão da Raça sobre Tagmar

Todos os Edhen, ou seja, Elfos vêem o mundo como a grande obra de Maira. Obra a ser guardada, obra que os mantêm da qual tomam parte, motivo este de sua antipatia pelas demais raças que a seu ver usam de seu livre arbítrio para ferir este ser tão amado por eles.
Eles se aventuram na tentativa de compreender melhor esse presente, o mundo, e de desvendar os segredos de seu Pai através deste. No caminho tentam difundir as bênçãos de Palier, magia e conhecimento, e sendo que vêem se como uma parte de seu criador tentam fazer com que as demais raças tornem se esclarecidas e gratas a este.

Visão e Relacionamento da Raça com outras Raças

Os Edhen vêem as outras raças como incultas e temerárias, inconseqüentes agem antes de pensar, por isso por vezes são tidos como presunçosos, porém apenas tentam incutir o modo correto de agir e pensar. Eles vêem nas culturas não élficas grande barbárie. Observam que inúmeros seres de mesma raça se caçam e lutam entre si, o que ao ver deles é inaceitável. É ver irmão contra irmão.
Tem grande desprezo com a raça anã por seu desrespeito as criações de Maira e seu pouco caso com Palier. Nutre grande ódio pelas raças selvagens por seus costumes bárbaros regados de matanças. Tem apenas conhecimento catedrático da existência de outras raças fora do mundo conhecido, mas estas não despertam qualquer curiosidade dos membros da raça.
Vêem humanos e pequeninos pelo mesmo prisma, seres que talvez daqui a mais alguns séculos ou gerações possam aprender com os elfos a prudência e o modo correto de habitar a obra de Maira.

Uso em Campanha

Um típico aventureiro elfo seria calmo e prudente, valorizando muito a sua vida sem ser covarde, tentando sempre meios mais sutis e diplomáticos para alcançar seus objetivos.
Dentre as profissões são especialmente recomendados à Magos, Rastreadores, Bardos ou Sacerdotes. Apesar de não muito popular podem ser também Guerreiros ou Ladinos, estes últimos com menor freqüência por considerarem uma profissão indigna.
Um típico vilão élfico seria vingativo e ambicioso não só por dinheiro, mas principalmente pelo poder e conhecimento, podendo ignorar os laços de amizade e raça. Teriam profundo ódio das demais raças ou inclusive da própria por considerar-se excluído. Dentre os melhores adversários elfos estariam os elfos sombrios e sua magia necromante.

Resumo da Introdução à Ambientação

Os elfos são criaturas das florestas que vivem em "cidades" construídas em meio a jardins e bosques, e mesmo em copas de árvores. Eles costumam ser um pouco mais baixos que os humanos, com um tipo físico mais leve, e possuem orelhas pontudas (como as do Sr. Spock, do seriado "Jornada Estrelas"). Uma diferença mais sutil é que os elfos costumam ser mais inteligentes que os humanos.
De modo geral, também são mais rápidos e alguns possuem personalidades cativantes e são pessoas com quem se pode passar um bom tempo sem medo de tédio.
Elfos são curiosos e não é raro um deles deixar a floresta para conhecer o mundo. Poucos deles são movidos por ambição ou sede de poder, embora tais casos não sejam de todo desconhecidos. É claro que enriquecer um pouco enquanto se descobre o mundo não é pecado, e unir o útil ao agradável é pura sabedoria.
No entanto, não é apenas a curiosidade que leva os elfos a abandonarem seus lares em busca de aventuras, mas também o tédio. Suas longas vidas freqüentemente os empurram para o mundo exterior. É importante notar que todos eles compartilham uma boa índole e um respeito à natureza que chega às raias da reverência.
Vivendo cerca de 800 anos, o cicio de vida dos elfos se processa de maneira diferente do dos humanos. Um elfo atinge sua maturidade física aos 25 anos e não sofre mais mudanças físicas até chegar aos 800 anos, aproximadamente. O elfo então simplesmente começa a perder suas forças e, em menos de um ano, morre. Há sábios que liguem a morte dos elfos à sua vontade de viver. Isto não se afasta da realidade, pois é verdade que quando um deles perde completamente a alegria de viver sucumbe em pouco tempo, não importando sua idade.
Os elfos, apesar de sua longevidade, têm poucos filhos durante toda sua vida, 2 sendo o normal e 6 o máximo. Este fato os imbui com um enorme respeito ao valor de suas próprias vidas. Um elfo pouco se arrisca,, normalmente preferindo meios sutis. Não que sejam covardes, mas sim cautelosos.
Existe uma completa igualdade entre os sexos nas sociedades élficas, sendo mais comum encontrar-se aventureiras e guerreiras elfas que em outras raças.
Devido às suas longas vidas, os elfos são guardiões do conhecimento em todas as suas formas, sendo muito letrados. Elfos (principalmente dourados) podem ser encontrados fora de suas comunidades exercendo o papel de prestigiosos professores.
Os Elfos Florestais são o tipo mais comum de elfo Eles são separatistas e não gostam de contato com raças que não sejam das florestas. São xenófobos e têm grande antipatia por anões, assim como os anões têm antipatia por eles. Os elfos florestais têm certa reverência frente aos elfos dourados, considerando-os nobres e respeitados, sendo suas opiniões sempre bem vistas e seus conselhos importantes.
Sua sociedade produz muitos Guerreiros, pois privilegiam o poder marcial; alguns se tornam Rastreadores, e se autodenominam defensores das florestas. Dentre os elfos, os florestais são os que usam menos magia. Ainda assim, porém, existem muitos Magos e raros Sacerdotes.
Alguns deles se tomam ótimos Ladinos devido a seus ajustes raciais. Raríssimos são os Bardos, pois não se comunicam bem com outras raças.
Os elfos florestais são os mais numerosos entre os elfos, e sua atitude guerreira e xenófoba (principalmente contra humanos e anões) os levou a sangrentas guerras, que só contribuíram para diminuir a raça.
Mais recentemente, devido à intervenção dos elfos dourados e a existência de outros contatos (que levaram à existência dos meio-elfos) os elfos florestais passaram a aceitar um contato maior com o mundo exterior.
Os Elfos Dourados são belos e altivos com sua pele dourada e cabelos brancos, dourados ou ruivos. Sua capacidade física é baixa, mas sua capacidade intelectual e mágica mais do que compensam isso. Os elfos dourados são os mais raros dentro da raça élfica. Os poucos que existem vivem associados a outras raças, geralmente junto a tribos de elfos florestais, ocupando lugares de destaque. Os clãs que se unem para formar uma cidade ou nação constituem uma exceção.
Sua sociedade é voltada para o saber e suas capacidades místicas são lendárias.
Poucos são os seus Sacerdotes, pois sua cultura privilegia os Magos. Alguns são Guerreiros (fato raro), um número maior se tomando Rastreadores, devido à sua intimidade com a natureza. Raros também são os Ladrões, por serem considerados indignos do alto nível da raça.
Sua curiosidade sempre insatisfeita e seu amor fanático pelo conhecimento são praticamente os únicos motivos que os levam a se aventurar (pode-se somar também uma parcela de tédio). Existem lendas de elfos dourados que viveram muito mais que 800 anos, pois nunca saciaram sua sede de conhecimentos e, por isto, nunca perderam a vontade de viver.

Resumo para o Manual de Regras

Como descrito no livro de Introdução à Ambientação, os Elfos são humanóides mais baixos que os humanos, amantes da natureza e da magia. Sendo calmos e prudentes.
Os elfos florestais, como todos os elfos, têm um corpo leve, com -1 no Físico, mas ágil, com +1 na Agilidade. Elfos florestais estão sempre atentos e possuem mentes muito aguçadas, recebendo + 1 em Percepção e Inteligência.
Os elfos dourados por sua sociedade ser voltada para o saber, produzem muitos Magos e Bardos, dando aos seus membros um ajuste de +1 no Intelecto. Magicamente ativos, suas capacidades são lendárias, daí o seu ajuste de +1 na Aura. Também, como os elfos florestais, são mais ágeis que os humanos, com + 1 na Agilidade. Sua personalidade fascinante lhes garante +1 no Carisma. Apesar de tudo isso, eles são fisicamente frágeis, recebendo -1 no Físico e na Força.
Profissões: Guerreiro, Ladino, Sacerdote, Mago, Rastreador e Bardo.
Ajustes: Florestal: Int +1, Fis -1, Agi +1, Per +1
Dourado: Int +1, Aur +1, Car +1, For -1, Fis -1, Agi +1
Velocidade Base: 16
EF Básica: 12
Características Especiais: Se usar magia necromante tornam-se elfos sombrios.
Início de carreira: Geralmente entre 25 e 300 anos.
Longevidade: 800 anos.
Altura Média: 1,63m.
Peso Médio: 53kg.

Verbetes que fazem referência

Ambientação em Oficialização

Verbetes relacionados

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