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Caridrândia, O Reino dos Elfos Sombrios .  

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Introdução

Meu coração foi conspurcado quando pela primeira vez vi os filhos dos homens derrubando, matando e destruindo as árvores milenares da grande Floresta Poente para construir suas casas profanas e belos palácios. Algumas daquelas árvores eram minhas companheiras há séculos, estavam ali desde o Princípio e deveriam permanecer até a Consumação dos Séculos. No entanto, o espírito bárbaro dos humanos não tinha o menor respeito pela sabedoria e pela vida que corria naqueles troncos majestosos.

Dezenas de embaixadores foram enviados, centenas de propostas de paz e mútua cooperação foram emitidos, estávamos dispostos a ensiná-los, mostrar-lhes como conviver com Maira sem destruir seus filhos. Dos embaixadores que partiram nem metade regressou, dos apelos à paz e cooperação enviados só recebemos o silêncio. O Conselho nos disse: 'deixem os humanos em paz, eles também são filhos dos deuses e têm direito a esta bela terra tanto quanto nós. São crianças agora; com o passar do tempo eles aprenderão'. De fato o tempo ensinou algo aos seres humanos: que nunca é o bastante. E eles invadiram nossas matas. Mataram nossas crianças, violentaram nossas esposas e filhas. E eu chorei amargamente ao ver o meu povo reduzido a cinzas por senhores incultos e gananciosos, malditos presunçosos que não compreendem o sentido da vida nem sua beleza. Para mim, eles são inimigos de fato, desprezo-os totalmente com ódio justo e consumado.

Então ele se revelou a mim. Das sombras senti o poder oculto nas trevas. Poder para exterminar aqueles que vieram para matar, roubar e destruir. Não poderia haver misericórdia para os destruidores da vida. Olho por olho, dente por dente. Eu vi as trevas, senti o seu calor, a chama vermelha do seu ódio era semelhante à minha.

Eu tentei ajudar a Nação, abrir os olhos do Conselho e quando finalmente consegui despertá-los para a verdade. Então Ela chegou... pregando sobre o perdão e o amor. Ludibriando, enganando, mentindo e blasfemando. Levando a Nação a fazer alianças com o inimigo, semeando o nosso fim. Suas palavras traiçoeiras e sua beleza enganadora assinaram primeiro a minha morte, depois a de toda Nação dos Filhos de Palier”.

Discurso de Seret Analiom ao povo de Lar, momentos antes de sua execução.

O tempo parece mais longo aqui, sob as trevas e o frio da Floresta Sombria, mas chegará o dia, meus irmãos, e breve está esse dia, em que o mundo sucumbirá ante a força do nosso braço. E nesse dia tamanho será o clamor e o desespero das raças inferiores e dos impuros, que o mundo verterá rios de sangue e lágrimas e os reis do mundo, ajoelhados, renderão louvores e honra aos verdadeiros senhores de Tagmar.

Fragmentos do discurso de Semíramis Ancalagon na inauguração do palácio central.

Resumo Introdutório

Existe um período de sombras na história dos elfos. Ou seria um período de iluminação? Grandes Eruditos vão dizer que quando as tropas de Áriem Miniel e Silad Gladart marcharam sobre a Primeira Cidade e derrotaram os exércitos de Elfos Sombrios que estavam sob o comando do Conselho das Sombras teve fim o Domínio das Trevas no Reino Élfico. Verdade ou mentira? Quem tem razão? Seriam, de fato, os elfos sombrios arautos da morte e do mal? A resposta para essas perguntas depende exclusivamente do ponto de vista. Alguns dirão que o coração de Seret Analiom era tão puro, ou mais, que o de Áriem Miniel. Que seu amor à Nação era tão sublime quanto o de Silad Gladart.

A poesia e a prosa dos elfos do Período das Sombras são cheios de um forte espírito nacionalista, uma paixão e uma devoção que, segundo alguns, se fosse presente nos elfos de hoje as tradições, a cultura e o poder dos Filhos de Palier ainda seria a mesma de outrora...

A magia dos sombrios é, inquestionavelmente, poderosa e mortal, mas sua filosofia é mais. Séculos de perseguição e repressão não foram capazes de apagar as marcas deixadas por Seret Analiom no seio da Nação Élfica. Por quê? Seria porque as marcas sempre estiveram lá? Não seria todo elfo de fato sombrio em seu espírito? Diz uma lenda que quando Seret Analiom chegou ao reino dos mortos na presença de Cruine este lhe disse: “Se Palier, que é teu pai, não te condena. Eu tampouco o farei. Entra no gozo do teu Senhor”.

Origem

A história do reino dos elfos das sombras mistura-se com a história do reino élfico de Lar. A história contada aqui é baseada no ponto de vista do povo sombrio, sendo, portanto necessário conhecer a história dos elfos larissos para entender suas raízes e conhecer o outro lado da história para se formular um entendimento histórico como um todo.

O avanço desordenado e a destruição causado pelos povos humanos e anões fez despertar um sentimento entre muitos elfos de Lar de que algo precisava ser feito. Isolar-se e assistir aqueles seres bárbaros simplesmente consumindo o mundo na esperança de que um dia eles se iluminassem e aprendessem a viver em harmonia não parecia ser uma solução lúcida, e deixava muitos elfos intranqüilos com o destino de seu mundo. Os que queriam simplesmente isolar-se das outras raças na esperança de que elas evoluíssem por conta própria eram chamados de Isolacionistas, e os que pretendiam subjugar as outras raças para ensinar-lhes como viver eram chamados de Expansionistas.

Conflitos entre Isolacionistas e Expansionistas

Enquanto o Conselho Élfico, num meio termo entre os ideais isolacionistas e expansionistas, tentava civilizar as outras raças com acordos diplomáticos e trocas culturais, Seret Analiom, poderoso mago entre os expansionistas, descobriu uma nova forma de interação com a magia muito mais poderosa que a arcana, o que o levou a ter ainda mais prestígio entre os seus.

Palier havia ensinado aos elfos o meio de vida perfeito, e com a compactuação dos isolacionistas, representados pela elfa Áriem Miniel, essas culturas estrangeiras estavam corrompendo o legado daquele deus e entregando aos porcos os segredos preciosos também concedidos por Ele. Dentre os expansionistas, Seret encabeçava uma facção conhecida como Filhos de Palier, que defendia não só a subjugação dos outros povos, como também que sua existência só era aceitável para servir aos filhos do Deus dos elfos.

Da aliança entre anões e elfos, Analiom percebeu uma oportunidade de acabar com a ameaça que a “cultura” estrangeira representava às tradições élficas puras. Então, os Filhos de Palier se infiltraram entre os eruditos que transmitiam seus conhecimentos aos anões e conseguiram estabelecer um pacto com os líderes de um dos clãs anões: transmitiria o conhecimento de seu novo e poderoso ramo de magia, em troca de suas armas e fidelidade.  

Os clãs anões acabaram se digladiando pelo poder em uma guerra civil, fechando suas fronteiras com os outros reinos e fazendo com que o Conselho Élfico revisse sua postura. O ápice da quebra de relações amistosas entre anões e elfos ocorreu definitivamente depois de um incidente onde alguns diplomatas dos clãs anões apareceram mortos a caminho de Lar. Flechas élficas e sinais de um ritual de magia foram encontrados junto às vítimas, mas a forma da morte dos diplomatas pode ter sido forjada pelos próprios anões para fazer com que os elfos se sentissem forçados a ajudá-los de alguma forma no conflito. Entretanto alguns isolacionistas culparam os expansionistas deste feito, e estes, de uma forma direta ou não, realmente o foram, mas não havia provas que ligassem a morte dos diplomatas anões a nenhum expansionista. O fato é que desde então os anões foram hostis aos elfos, e os elfos aprenderam a ser hostis aos anões.

A hostilidade dos anões fez crescer a influência da corrente expansionista no Conselho, ao mesmo tempo que a influência de Seret Analiom continuava crescendo entre os expansionistas, sendo ele uma de suas principais lideranças, e com a morte de Armidar Arcosi, líder anterior, Seret finalmente se tornou o líder de fato dos expansionistas. Na mesma época, Analiom fundou com seus discípulos e seguidores uma sociedade chamada Conselho das Sombras. Sob as rédeas de Seret Analiom, expansionistas atacavam vorazmente a política dos isolacionistas, até que a situação se tornou insustentável com um incidente envolvendo Silad Galard, mago maior do Conselho de Arquimagos, que agrediu Seret Analiom que discutia com Áriem Miniel.

Então uma assembléia foi convocada pelo Conselho para decidir qual das duas políticas seria adotada oficialmente pelos elfos. Os expansionistas ganhariam o enclave político, se não fosse a interferência de um dos membros do Conselho chamado Mermasil Ambrose, por sinal próximo a Miniel, que conduziu a discussão para outro rumo: a natureza da nova magia de Seret Analiom.

Era sabido, entre alguns membros do conselho, que se tratava de energia bruta extraída dos planos infernais, mas o fato até então não era discutido abertamente para não causar polêmicas maiores. O que importava até então para eles é que Seret Analiom havia levado os ensinamentos de Palier adiante e explorado novas formas de energia de uma forma segura e sem envolvimento com os demônios, trazendo novas possibilidades e mais poder para o povo de Lar. Entretanto, naquela assembléia, Ambrose forçou Analiom a expor sobre sua idoneidade e sobre a natureza de sua magia. Quando todos souberam que se tratava de energia dos planos inferiores, Mermasil e Áriem tornaram o assunto numa grande polêmica acusando Seret de estar compactuado com demônios para causar a destruição generalizada.  

A discussão havia sido ardilmente redirecionada da questão “que política adotar?”, para a questão “a política dos expansionistas é demoníaca?”. O Conselho discutiu noite adentro, os sumo-sacerdotes deram sua avaliação sumariamente negativa ao uso daquele poder e endossaram as acusações. Assim, o enclave político terminou com a derrota dos expansionistas e a condenação de Seret Analiom à morte, e a destruição de todos os seus artefatos, livros, grimórios e pergaminhos.  Num gesto bravo e feroz, porém insensato, Seret Analiom atacou os seus acusadores com todo o seu poder. Apesar de ser o mais poderoso do Conselho, sua magia e a dos poucos de seus seguidores que se juntaram no combate místico não foi o suficiente para derrotar os seus oponentes, muito maiores em número e também muito poderosos.

Seret e seus seguidores que participaram da luta no conselho foram subjugados e condenados à execução no dia seguinte, considerados como mártires entre os expansionistas. No instante em que foi derrotado, Seret Analiom bradou uma maldição a todos os seus seguidores que o haviam abandonado:

Que seu temor em me ajudar nesse momento seja para sempre marcado em vocês e seus filhos. Seu novo meio de vida será o de se camuflar nas sombras. A marca de sua covardia será vista em sua pele e seus olhos recearão a luz.”

Desde aquele instante, todos os elfos que usaram ou viessem a usar do karma infernal passaram a apresentar a pele cinzenta, alguns com manchas mais escuras, e fotofobia.

Momentos antes de sua execução, porém, o líder do Conselho das Sombras fez seu histórico discurso, que ainda hoje é transmitido de pai para filho entre os elfos sombrios.

Ascensão do Conselho das Sombras

Alguns anos após a morte de Analiom, Auriom Galator subiu ao poder, apoiado por Áriem Miniel, como Rei de Lar e um de seus primeiros decretos foi à caça a todos os discípulos de Seret Analiom. O Conselho das Sombras, porém, era uma sociedade forte e havia secretamente se infiltrado nos níveis mais altos do poder do reino élfico, seu poder crescia cada vez mais, e percebendo isso, Miniel investia cada vez mais atroz contra seus membros conhecidos. A sociedade sombria havia aprendido com seus opositores a ser mais ardilosa e cruel, seu objetivo agora não era apenas de purificar o povo e a cultura élficos, mas também vingar a morte de seu mártir livrando-se de seus opositores.

Uma trama foi armada e Auriom Galator foi assassinado ao mesmo tempo que Áriem Miniel era presa acusada de traição e conspiração contra o povo élfico, culminando no ápice do poder do Conselho das Sombras que passou então a governar Lar. Aqueles entre seus opositores que o Conselho das Sombras não conseguia comprar ou chantagear, eram acusados de conspiração ou traição e eram presos ou mortos. E muitos desses opositores naqueles dias partiram fugidos de Lar para nunca mais voltar.

A sociedade élfica, sob as rédeas do Conselho das Sombras, floresceu como nunca, campos como a arquitetura, a filosofia, a literatura ou mesmo a magia se desenvolveram prosperamente, suas fronteiras avançavam, a riqueza era presente até mesmo na mesa dos elfos menos abastados. As outras raças, porém, eram caçadas, suas vilas eram pilhadas e destruídas pelos exércitos élficos, suas mulheres e filhos escravizados. A harmonia e a prosperidade sorriam para os elfos naquele período, à custa dos outros povos.

Uma guerra iniciou-se entre humanos e elfos e durou muitos anos, mas com o auxílio de Silad Gladart e o Conselho dos Arquimagos a situação manteve-se favorável aos elfos. O Conselho dos Elfos, influenciado pelo das Sombras, autorizou que as magias infernais de Seret Analiom fossem resgatadas e ensinadas aos magos para por fim a guerra.

Foi então que o fato conhecido pelos sombrios como A Grande Traição ocorreu: alguns dos dissidentes que haviam fugido de Lar, liderados por Indrist Galator, Galtem e seu filho Gáltilo, associaram-se a humanos e conseguiram resgatar Áriem Miniel das prisões élficas, acobertados por Silad Gladart, matando em seu caminho alguns membros do Conselho das Sombras.

A falha do Conselho das Sombras foi subestimar a capacidade de liderança de Áriem Miniel após anos de prisão. Após sua fuga, ela ainda era uma figura muito carismática entre os elfos, e passou então a viajar clandestinamente entre as cidades de Lar pregando o fim do reino élfico se o povo não se arrependesse e parasse de usar a magia infernal, transmitindo sua ideologia para novos ou antigos seguidores.

O Ritual da Noite Eterna e a Primeira Grande Cisão

Nesta época, sete das dezesseis cidades élficas haviam crido na pregação dos sacerdotes e nas palavras de Áriem Miniel e se rebelaram contra o Conselho.

Os sombrios resolveram utilizar seus obeliscos negros, chamados de Morgonds, num ritual ainda mais poderoso. Para se vingar das vergonhas passadas, preparavam um ritual chamado de Ritual da Noite Eterna. Pretendiam com isso envolver todo o mundo numa noite sem fim, fazendo com que todos os seus inimigos fossem forçados a sofrer vidas miseráveis e sem esperança de futuro – mesmo que para isso todo o mundo também tivesse que sofrer.

Áriem Miniel fora avisada por Palier do plano da noite eterna, e junto com Indrist Galator levou uma tropa de milhares de soldados élficos contra um exército três vezes maior de elfos sombrios para uma batalha na Primeira Cidade élfica. Durante a noite Indrist evocou uma magia muito mais poderosa que seu corpo pôde agüentar, mas a Luz de Palier fez aquela noite brilhar como o dia e ao menos dois terços dos elfos sombrios foram dizimados naquele instante por uma chama devoradora.

Entretanto, o Conselho das Sombras deu início ao seu ritual, mas durante a cerimônia foram atacados e mortos por vários arquimagos liderados por Áriem Miniel, e Silad Gladart. Dentre os membros do Conselho das Sombras estavam presentes no ritual Semíramis Ancalagon, uma elfa de rara beleza e selvageria ainda maior, Anátemas Judicael reconhecidamente o mago sombrio mais poderoso que se conhece e Semaías Issacar mestre de armas e líder dos exércitos sombrios.

Durante o ataque realizado enquanto Issacar realizava o ritual com os demais membros do conselho sombrio, uma de suas espadas sagradas foi quebrada com a investida de Miniel e Gladart. A explosão causada pela quebra da espada foi o suficiente para atordoar os adversários, mas sua mão direita estava para sempre perdida. Judicael aproveitou a oportunidade para transportá-lo juntamente com Ancalagon para algum lugar longe dali.

A mão perdida por Issacar foi substituída por uma mão negra, conjurada pelo seu companheiro mago. E depois disso Semaías forjou um novo par para sua espada sagrada: uma espada forjada com energia infernal.

Os demais elfos sombrios foram então avidamente perseguidos e expulsos de Lar. A separação dos sombrios dos demais elfos foi conhecida como a Primeira Grande Cisão.

Conseqüências do Ritual, e o Êxodo do Povo Sombrio

A energia infernal evocada pelo ritual da noite eterna que havia sido interrompido, entretanto, causou oito explosões espalhadas pelo continente. Dessas explosões surgiram seres e aberrações não naturais. A floresta de Lar foi afetada criando uma consciência sobrenatural, e sob a bênção de Palier se tornou uma proteção adicional a Lar. Outro efeito dessa magia foi que ela abriu portais para o plano infernal permitindo que três grandes demônios: Jeru-Beor, Tenebrus e Raru-Baa] atravessassem a divisão entre os mundos e trouxessem suas legiões de demônios para Tagmar.

Iniciou-se uma guerra entre demônios e povos de todo o mundo, que reagiram sob a liderança dos elfos numa aliança conhecida com a Coalizão Magna ou Exército de Todos os Povos. Elfos florestais, dourados, humanos, pequeninos e anões estavam unidos sobre a mesma bandeira, e praticamente todo o contingente desse exército dirigiu-se para uma batalha final no centro do continente. Ao derrotar os demônios, porém, Áriem Miniel ficou possuída por Raru-Baal e nenhum exorcismo conseguiu livrar sua alma atormentada disso. Quando essa notícia foi trazida pelos espiões aos elfos sombrios estes vibraram, e ainda hoje comemoram esse dia como o Dia da Possuída.

Quando os Elfos Sombrios foram expulsos de Lar rumaram, sob a forte liderança de Semíramis Ancalagon, para o mais distante possível, atravessaram as Terras Selvagens sem encontrar ninguém que fosse capaz de fazer-lhes frente. Este êxodo sombrio foi conhecido como A Grande Marcha.

Quase um ano depois chegaram às terras anãs próximo ao vulcão Forja. Após derrotarem várias patrulhas anãs, não puderam resistir às simultâneas investidas desse povo para rechaçá-los e foram forçados a mudar a rota em direção aos vales que hoje são ocupados pelas Geleiras de Tagmar. Naquelas dias as Geleiras eram recentes e a energia mágica que as havia criado ainda pulsava cheia de força.

Foi nos vales ao sul das Geleiras que Ancalagon encontrou tribos de orcos primitivos. Não teve dificuldade alguma para subjugá-los e convertê-los em escravos. Foi através deles que os Elfos Sombrios descobriram os inúmeros desfiladeiros que nasciam na região. Ao explorarem descobriram que estes desfiladeiros compreendiam centenas de quilômetros de íngremes escarpas naturais pelo qual corria um emaranhado de braços de um mesmo rio.

Anos mais tarde os sombrios percorreriam através destes vales montanhosos até chegar ao Mar de Suz ao lado de uma floresta escura que ficava a nordeste da região dos Mangues. Lá se estabeleceram e iniciaram a construção de sua cidade, Icumus. Ali, a mão-de-obra orco e o poder mágico dos elfos sombrios ergueriam um reino fabuloso; repleto de beleza e sombras: Caridrândia, o Reino Sombrio. Por décadas se mantiveram praticamente isolados do mundo, construindo aquele que seria a semente de um mundo perfeito, um mundo com a sua visão, com a sua beleza; apenas alguns espiões quebraram o isolamento, para cumprir a missão de trazer notícias importantes de outros reinos.

Ascensão de Caridrândia

Ainda durante a construção de Icumus, notícias de criaturas noturnas poderosas do reino de Tindael despertaram o interesse dos líderes dos Elfos Sombrios, que organizaram uma expedição para capturar algumas dessas criaturas para que os sombrios estudassem seus poderes e pudessem aplicá-los de alguma forma em suas tropas. Entretanto, nenhum membro da expedição conseguiu retornar.

Ao fim da construção de Icumus, sua administração foi dividida entre as famílias mais nobres dos sombrios. Pouco a pouco o número de habitantes foi crescendo e novos prédios e praças sendo construídos. Uma nova cidade deveria ser erguida para abrigar outras estruturas e habitantes, por fim a busca de minerais se tornou importante para o comércio e a fabricação de armas e escudos para uma guerra que não tardaria a acontecer.

Novos espiões foram enviados para reinos vizinhos às estepes, para colher informações sobre as criaturas noturnas do Império Central, com a esperança de preparar melhor uma segunda expedição à Tindael. Essa expedição foi enviada dez anos após a primeira, mas mesmo melhor preparados não obtiveram êxito e mais uma vez nenhum membro da expedição retornou.

O crescimento populacional de Icumus acabou impulsionando a construção de uma segunda cidade. Assim, a cidade de Solumontis foi erguida no Vale do Rio Ruidoso com seus diversos distritos que seriam administrados pelas ávidas famílias dos nobres, que não mais se contentavam com sua parcela da administração de Icumus.

Nesta época, as minas de Mortum haviam sido descobertas e havia uma grande demanda de escravos para explorá-las, pois nenhum sombrio que se preze se submeteria a trabalho tão inferior quanto a mineração. Se sentindo ainda despreparados militarmente para enfrentar os anões que anos atrás os haviam expulsado de Forja, decidiram atacar o reino humano de Basttar, que apesar de resistir com seus poderosos feiticeiros não fez frente à fonte inesgotável de karma infernal que os sombrios controlavam. Poucos anos depois, Basttar havia sido conquistada pelos sombrios, suas cidades saqueadas e mais de 23 mil humanos se tornaram escravos dos sombrios.

A mão de obra escrava foi explorada intensamente nas minas de Mortum, que logo encontraram grandes veios de prata e cristais. Mas o custo para esses veios foi alto: em um ano, dos 23 mil escravos, apenas 2.500 haviam sobrevivido às condições desumanas de trabalho forçado. Novos escravos eram necessários, e os sombrios começaram a organizar grandes expedições para capturar mais escravos nas regiões ao redor.

Quase cinqüenta anos depois, estas expedições escravagistas chegam ao reino humano de Asbar, ao norte. Pequenas comitivas de humanos ou pequenas vilas eram tomadas de cada vez pelas tropas sombrias, mas somente alguns anos depois o reino de Asbar conseguiu descobrir quem era seu inimigo e declarou guerra a Caridrândia, fechando todas as suas fronteiras e enviando espias para descobrir a localização do reino inimigo. A guerra, porém, não durou muitos anos e mais uma vez os sombrios se viram saqueando cidades conquistadas e escravizando praticamente todo um reino para suas minas.

Apesar de tudo, alguns magos dos reinos humanos devastados haviam conseguido escapar dos sombrios; e lentamente estavam se organizando em guildas de magos que tinham como principal objetivo se vingar daqueles que destruíram seu povo. Cada uma delas, em isolado, estudava as táticas e feitiços dos sombrios e preparava novas táticas de defesa. Logo, estavam protegendo os povoados da região que ainda não haviam sido capturados, e assim, estas guildas acabaram se tornando a principal resistência humana contra os sombrios.

Não tardou para que as guildas tomassem conhecimento umas das outras, e uniram-se numa escola para discutir os estudos sobre os sombrios que cada uma tinha alcançado. Alguns membros desta escola tentavam espionar os movimentos sombrios, outros eram enviados para o antigo reino élfico em busca de novos aliados e de respostas.  Mas também não tardou para que os sombrios tomassem conhecimento dessa escola e, através de chantagem e outros meios escusos, enviassem alguns humanos para se infiltrar neste novo colégio e fornecer informações sobre suas atividades. Enquanto esta guerra velada acontecia, também existia a guerra nas fronteiras dos reinos humanos. A nova escola estava sempre na linha de fogo, mas apesar de ser a principal resistência humana, não fazia frente aos poderes dos caridranenses e por mais de uma vez quase chegou à extinção.

Foi quando Gregorius surgiu, ninguém jamais soube exatamente de onde, e trouxe suas contribuições para o colégio arcano que passara a ser chamado de O Colégio Necromante. Gregorius alegou ter descoberto uma forma de usar a energia do Tártaro, o mesmo tipo de karma usado pelos elfos sombrios, só que de uma forma segura. Desconfiados, pouco a pouco membros do colégio necromante passaram a experimentar este poder, e logo viram que era uma arma eficaz contra os sombrios. Finalmente os necromantes eram páreos aos poderes dos elfos sombrios, e o colégio arcano floresceu entre os povos da região.

Desta forma Gregorius subiu rapidamente nas hierarquias necromantes e em pouco tempo havia se tornado seu líder. Porém, o mago começava a se corromper com os novos poderes e as primeiras dissidências dentro do colégio surgiram. Em pouco anos, estas dissidências decorreram em uma guerra interna, conhecida entre os necromantes como o “Cisma Flamejante”. Quando os informantes dos sombrios que estavam infiltrados no colégio trouxeram a notícia, o governo caridranense se preparou e ficou aguardando o momento certo para atacar. O plano era usar os próprios necromantes para matar uns aos outros, e então atacar os sobreviventes da guerra. Espiões implantados pelos sombrios nos dois lados da guerra interna dos necromantes alimentavam a animosidade entre os grupos de necromantes.

A esta altura, o governo sombrio considerava como seus piores adversários os elfos de Lar, os anões de Blur e o colégio necromante. O desejo de fortalecer suas tropas para enfrentá-los, fez com que mais uma vez o governo sombrio organizasse uma expedição para capturar os seres noturnos de Tindael. Desta vez, enviaram uma comitiva disfarçada de comerciantes como chamariz para as criaturas e planejavam assaltá-las quando estas surgissem. Poderosos magos também haviam sido enviados junto com a expedição, mas mesmo assim ela não retornou. A idéia de capturar os seres hematófagos parece então ser deixada definitivamente de lado pelos sombrios, que desviaram sua atenção para uma descoberta recente de outros seres com potencial para fortalecer seus exércitos: os sekbets.

Apesar de não ter conseguido dominar os tindaelis nem os sekbets, por estarem ocupados com as fronteiras humanas, as cidades e minas sombrias prosperavam, seu povo sentia-se cada vez mais forte e confiante. Seus feiticeiros haviam encontrado meios de prolongar sua vida. Seus exércitos já estavam fortalecidos e seus magos de guerra poderosos o suficiente para enfrentar seus adversários. A extinção do colégio necromante, a derrota dos anões e a retomada de Lar se aproximavam aos olhos dos sombrios, quando então algo inesperado por eles ocorreu: O Cataclismo.  

O Cataclismo

O uso excessivo de magia já havia enfurecido Palier contra os elfos sombrios, o uso constante de feitiços que prolongavam a vida também estava provocando a fúria de Cruine. Mas após a quebra da Coalizão Magma os diversos povos estavam num estado de animosidade tamanha que muitos haviam abandonado à adoração aos Deuses e outros haviam criado suas próprias adorações. A ira divina caiu sobre toda Tagmar com catástrofes como terremotos, maremotos, tempestades e chuva de pedras, gelo ou fogo.

Os primeiros portos do povo sombrio foram completamente destruídos pelo Cataclismo. Muitas de suas construções desmoronaram dos desfiladeiros, mas outras permaneceram intactas com a proteção da magia infernal que já impregnava suas paredes. A floresta escura em parte foi queimada por tempestades de gelo e de fogo, mas com a ajuda da magia dos elfos sombrios muitas árvores milenares daquela floresta escaparam da destruição completa.

A intervenção dos elfos sombrios nas rochas e nas árvores com a magia infernal causou mudanças profundas na natureza ao seu redor que ainda hoje podem ser vistas. Apesar disso, ira dos Deuses deixou sua marca na região habitada por esse povo.

Seus cânions se tornaram mais profundos, mesmo que boa parte da área antiga de suas cidades se encontre até hoje sobre ruínas no fundo desses cânions. Muitos elfos sombrios, tentando conter a fúria divina sobre suas casas nas árvores ou nas rochas, acabaram atingidos pela chuva de fogo e se transformaram em estátuas de sal que podem ser encontradas junto às ruínas.

Ao fim do Cataclismo, muitos dos sombrios não estavam mais vivos. Nessa época os elfos sombrios descobriram mais um estigma: alguns dos que morriam jamais obteriam descanso, e permaneceriam ligados ao mundo material como mortos-vivos. Devido às várias mortes causadas pelos desmoronamentos ou as chuvas de pedras, foi possível verificar o novo fenômeno. Alguns desses mortos despertaram como mortos-vivos famintos de carne, mas logo se percebeu que os que retornavam dessa forma eram apenas aqueles que faziam uso de magia para prolongar sua vida. Os elfos tiveram que descobrir uma forma de lidar com seus mortos-viventes. Somente séculos depois, os espiões dos sombrios nos reinos do norte reportaram informações que levaram a concluir que a maldição da morte sem descanso havia sido dada como castigo a todos os mortais que usassem de meios arcanos ou demonistas para prolongar sua vida.

Todos esses fatos fizeram com que eles levassem muitos séculos para se equiparar a sombra do que eram antes dessa intervenção divina.

A Nova Ascensão, A Conquista dos Sekbets, Investidas contra Lar e a Seita

Durante séculos, os sombrios se reorganizaram estruturalmente para garantir seu crescimento. Os grandes Senhores de Caridrândia iniciam planos de uma política expansionista, começando a caçar e escravizar as tribos sekbets, escolhidas pela sua força e agressividade.

Os sekbets, porém, mostraram uma forte resistência às forças sombrias. Pela sua natureza, eles não se permitiram ficar na defensiva – saíram em busca dos acampamentos das tropas sombrias que eram desbaratadas em assaltos surpresa.

Durante duas décadas de combate e destruição, muitos desses homens répteis foram escravizados e passam a servir seus mestres. A cada geração nascida sob o domínio dos elfos Sombrios, os escravos sekbets passaram a acreditar cada vez mais que estes são semi-deuses tamanho o poder destas criaturas. Algumas tribos rebeldes de sekbets fugiram para o Leste, se aproximando mais da cidade de UNO e das regiões dominadas pelos golras. Mas encontrando dificuldades bélicas e naturais ainda maiores, se entregaram aos sombrios oferecendo um pacto no qual eles serviriam espontaneamente aos elfos sombrios trazendo para estes uma quantidade anual de escravos, contando que os mesmos os protegessem quando necessário. Desde então, a cada ano os sekbets oferecem escravos capturados nos mangues e alguns de sua própria espécie para servir aos sombrios em troca da trégua. Apesar do acordo, os sekbets raramente pediram ajuda aos sombrios para conter investidas de seus demais adversários; e quando isso aconteceu, muitas vezes eram enviados de volta apenas alguns dos já desgastados escravos.

Dessa forma, e através de perseguições a outros povos, os sombrios capturaram muitos escravos ou conjuravam novos servos, e os forçavam a serviços como a mineração. Ao mesmo tempo desenvolveram muitos contatos com contrabandistas e piratas de outros povos para conseguir trazer animais e plantas para suas terras. Mas a necessidade crescente de alimento os forçava a consumir praticamente tudo o que importavam. Sua principal moeda de troca com esses contrabandistas eram as pedras preciosas que extraiam das minas escravagistas.

Assim, conseguiram desenvolver com a mão de obra escrava e dominada por sua magia algumas plantações em diversos níveis das encostas das montanhas que eram iluminadas pelo sol. A estes escravos especiais também era confiado o trato com os poucos animais que conseguiam. Dessa forma os caridranenses garantiram novos (apesar de escassos) meios de alimentação para sustentar seu crescimento.

Onze séculos após o Cataclismo, os elfos sombrios de Caridrândia já haviam restaurado seu número a patamares altos o suficiente para enfrentar novamente o reino élfico de Lar, e logo começaram a ambicionar a retomada daquele reino. Seus espiões infiltrados em diversas nações alimentavam o governo sombrio com informações estratégicas cruciais para fundamentar novos planos de expansão do Reino Sombrio e de reconquista de Lar. Quando as notícias sobre a movimentação bankdi começaram a chegar, os sombrios a tomaram como uma oportunidade de invadir Lar sem a intervenção de nenhum outro povo, que estaria ocupado com a seita, e então fizeram um plano de invasão a Lar que se realizou no ano de 1.174 D.C. Invadiram o reino élfico com toda a sua ira, porém a força mística da floresta acabou sendo decisiva nas batalhas e em poucas luas os sombrios se retiraram para se reorganizar.

Nos séculos seguintes os elfos sombrios nada mais fizeram que expandir seu território a áreas adjacentes, estabelecer novos contatos com os demais reinos, aumentar e fortalecer suas tropas, e arquitetar novos planos para expansão de seu território, subjugação das outras raças e a retomada de Lar.

A Guerra Civil e o Surgimento de Rotum, o Reino dos Mortos-Vivos

Uma guerra civil, porém, também ocupou os elfos sombrios por muito tempo durante o século XII D.C. Movida por interesses econômicos e pelo domínio sobre minas, essa batalha quase pôs fim ao Reino Sombrio e cessou apenas com a batalha de Meeribá quando um do distritos foi praticamente destruído pela força da batalha. Hoje o clima de tensão ainda existe entre alguns dos Feiticeiros Sombrios e cedo ou tarde uma nova guerra pode abalar as colunas que sustentam Caridrândia. Alguns destes Feiticeiros Sombrios são tão poderosos que são comparados aos antigos Reis Feiticeiros do 2º ciclo, e por isso muitas vezes também são chamados de Reis Feiticeiros.

Cada vez que um poderoso mago sombrio morto retorna como um morto-vivo inteligente, ele busca encontrar seus iguais. Após o Cataclismo centenas destes desmortos surgiram nos escombros de construções destruídas com os abalos sísmicos, e se exilaram no subsolo. Por séculos não se teve notícias deles, até que a guerra civil causou a morte de um dos Feiticeiros Sombrios, chamado Sedreque Rotum.

Três noites após a sua morte, Sedreque ergueu-se como um morto-vivente. Suas primeiras palavras foram maldições contra os outros Feiticeiros que provocaram sua morte, e então se retirou também para os subterrâneos. Treze meses depois, Sedreque e uma comitiva de sombrios desmortos apresentaram-se ao Conselho Sombrio como líderes do Reino de Rotum, oferecendo uma aliança a Caridrândia se as cabeças de alguns de seus antigos rivais fossem entregues.

O Conselho ponderou muito, entregar um de seus Feiticeiros era um custo muito alto a pagar por tal aliança, mas a mesma aliança fortaleceria ainda mais os exércitos sombrios, que poderiam contar com a ajuda de generais desmortos inteligentes e poderosos magos de guerra. Um julgamento foi feito para os Feiticeiros Sombrios que participaram da guerra civil, e três Feiticeiros, cujos nomes foram conspurcados de todos os registros, e muitos funcionários de segundo escalão foram entregues, firmando o pacto entre caridranenses e rotos.

As Guerras nas Sombras

Logo que notícias sobre o repovoamento de Telas surgiram, os sombrios enviaram seus espiões para se infiltrar entre os estudiosos que estavam se estabelecendo por lá. O colégio necromântico somente se instalou na cidade alguns anos depois, mas demorou mais de uma década para perceber a presença de elfos sombrios entre os novos colonizadores.

Desde então, uma nova guerra velada vem sendo travada entre sombrios e necromantes. Jogos de espionagem, e espionagem dupla envolvem estes dois povos que já chegaram a se confrontar abertamente por quatro vezes, conhecidas como as 4 Guerras nas Sombras, respectivamente nos anos de 1.135, 1.209, 1.343 e 1.467 D.C. Ambas as quatro Guerras tiveram pequena duração, com grandes baixas de ambos os lados.

Na primeira das guerras, em ações sincronizadas os sombrios destruíram muitos prédios dos necromantes e roubaram alguns dos tomos mais preciosos e antigos do colégio. Quase um século depois, na segunda guerra nas sombras, os necromantes já recuperados fizeram cerco aos postos avançados dos elfos sombrios na região, incinerando seus suprimentos com chamas infernais; mas os sombrios partiram desses postos para retornarem muito mais preparados logo depois.

Na terceira guerra nas sombras, também conhecida como a Guerra das Noites Sem Luas, os sombrios e necromantes se enfrentaram no campo de batalha com feitiços tão poderosos que não eram vistos desde o segundo ciclo, por 13 dias as trevas eram tão profundas à noite que não se podia enxergar as três luas de Tagmar. Na quarta e até agora última Guerra nas Sombras, pode-se ver a maior demonstração de contra-feitiços e anulação de karma infernal que já se teve notícia, e muitos magos tanto sombrios quanto necromantes desapareceram nos halos de absorção dessa energia que eles mesmos criaram uns contra os outros.

Como pode ser visto na história, a cada guerra nas sombras o poder de fogo usado é mais destrutivo, e teme-se que uma nova guerra nas sombras possa destruir cidades inteiras ou talvez até o continente, não deixando nenhum lado vencedor. O fato é que tanto sombrios quanto necromantes parecem estar mais prudentes e passaram a investir mais em sua Guerra Velada.

Geografia

Bandeira

O símbolo de Caridrândia é uma bandeira preta com um corvo cinzento empoleirado numa lua nova prateada, em cima do corvo, uma lua nova menor e de brilho dourado assenta-se sobre a cabeça da ave como uma coroa, abaixo e um pouco mais a direita da lua dourada está uma lua nova vermelha com seu brilho agourento e ameaçador, e abaixo dessa figura toda estão cruzados uma espada e um cajado com três jóias. O preto da bandeira representa o luto e os ressentimentos do povo sombrio para com seus irmãos elfos e para com os deuses, a lua prateada representa sua pureza em relação aos outros povos, a dourada sua superioridade, a vermelha simboliza a energia infernal que eles dominam, o corvo cinzento é uma representação dos próprios elfos sombrios, a espada e o cajado são ícones de sua bravura e perseverança e suas três principais cidades são representadas pelas jóias do cajado.

Localização

A localização exata de Caridrândia é desconhecida dos demais reinos. Mas é difícil esconder a existência de um reino inteiro, portanto existem rumores em todo o mundo conhecido sobre sua existência e sobre diversos locais de sua provável localização.

Sabe-se que foi erguida inicialmente sob uma densa floresta escura, de árvores altas de copas magníficas, escondida entre desfiladeiros de centenas de quilômetros formados por íngremes escarpas naturais pelos quais corriam um emaranhado de braços do rio Ruidoso. Há diversos vales desconhecidos pelos forasteiros graças à proteção fornecida pela altura das montanhas e desfiladeiros em sua volta, muito deles são conectados aos outros graças a uma rede de túneis que ao longo dos séculos foi construída pelos sombrios. A Floresta Negra se encontra em um desses vales, e um dos demais vales possui uma saída para o mar de Suz.

Apesar de ser banhada por muitas chuvas, a região da floresta não sofre com enchentes, pois o solo pedregoso dá vazão a toda água para os vários rios existentes e as incontáveis quedas d’água. É exatamente essa propriedade da região que garante a existência da grande Floresta Sombria. As árvores ali são milenares e alcançam alturas incomparáveis mesmo à Âmiem ou Ludgrim.

Rotas

O acesso é dificílimo e feito através dos vales montanhosos ou pelo, não menos perigoso, Mar de Suz. Nenhuma rota ou a localização de nenhum porto, porém, são conhecidas pelos demais povos. Somente os contrabandistas que possuem algum pacto com esse povo sabem como encontrá-lo, segredo este mantido à custa de maldições ou impedidos de ser revelados graças às chantagens ou magias diversas.

Clima

O clima é bastante influenciado pela proximidade com os Mangues, logo chove bastante e quase todos os dias. Graças às chuvas e do efeito abafado causado pelas árvores, a temperatura varia entre 18 e 25o C na Floresta Escura.

Nos desfiladeiros as chuvas causam espetaculares cachoeiras perenes, que são utilizadas nos dias secos para treinamento de escalada entre os militares. Os ventos do norte e do leste trazem uma sensação térmica agradável a estes desfiladeiros, o frio ocasionado por sua altitude e pelos ventos contrasta com o calor gerado pela influência infernal nas pedras gerando uma temperatura nesses lugares que varia em torno de 22 a 28o C.

No interior das minas, porém, a temperatura que costuma variar entre 28 e 35o C, e a sensação térmica gerada pela falta de vento, juntamente com o ar rarefeito causam efeitos desagradáveis. A insalubridade do interior da terra é a principal causa da morte precoce dos escravos.

Por último, as baías ocupadas pelos portos sombrios normalmente são banhadas pelas águas geladas que vêm das geleiras. Os ventos fracos, causados pelo ar pesado, e a presença de nevoeiros ajuda os elfos sombrios a esconder a localização de seus portos secretos. A temperatura na região costeira pode variar entre 8 e 16o C, mas em volta do farol élfico a temperatura é aquecida em torno de 10o C.

Fauna e a flora

É impossível não comparar a Floresta Sombria e seus habitantes com a enigmática Dartel. O karma infernal manipulado pelos elfos sombrios trouxe deformações terríveis não só sobre os seus espíritos e corpos, mas também sobre o mundo em que vivem. Em suas cidades as plantas e animais tornaram-se agressivos e cismados, cheios de uma altivez comum aos seus senhores.  O interior da Floresta, escuro por natureza, ficou denso. O ar pesado e causticante dos Mangues parece ter chegado até aqui.

Essas transformações, todavia, são entendidas pelos Elfos Sombrios como aperfeiçoamentos e aos seus olhos são belas e fascinantes. Sob a luz fria do luar qualquer pessoa que estivesse em Caridrândia pensaria estar num mundo habitado por espectros esguios e noturnos.

Aves estranhas de penas cinzentas e bico longo e fino são muito vistas em Caridrândia. Os elfos sombrios as chamam de Corvos Sombrios, e sua aparência sinistra revela que não são inocentes: a influência do karma infernal penetrou em seus corpos e todo ferimento que eles causam com suas garras ou bico costuma deixar cicatrizes profundas e infecciosas.

As plantas, flores e árvores são muito parecidas com seus primos do Mundo Conhecido, contudo são geralmente melancólicas e aparentemente sem vida. Seu solo é pouco fértil, a influência do karma infernal faz com que os frutos da terra muitas vezes sejam amargos ou apodrecidos. As rosas muitas vezes são negras, cinzas ou azuladas e apesar de expressarem grande beleza são senhoras de uma profunda tristeza e frieza. Poucas dessas plantas sobrevivem à luz intensa do sol, sob a qual perdem toda sua beleza e logo morrem. Cogumelos de variados tipos são abundantes tanto na floresta quanto nos desfiladeiros, muitos deles possuem propriedades místicas influenciadas pela magia infernal, a maioria é venenoso e altamente tóxico, mas alguns deles são alimentos poderosos, capazes não só de restaurar as forças de um elfo, como de aumentá-las por algum tempo. As plantas que não aparentam ser sem vida possuem coloração arroxeada ou amarela. E não é incomum a presença de plantas hostis como arbustos de plantas carnívoras.

Os animais da Floresta também foram afetados pela presença dos elfos e da sua magia. Mais ferozes e irascíveis os animais selvagens que habitam a Floresta são perigosos e dotados de impressionante porte e presença de espírito. A grande maioria são exemplares majestosos se comparados com criaturas de outras partes do mundo.

Dentre vários se destacam: os lobos, que os elfos costumam capturar ainda filhotes e treinar para serem cães de guarda ou caça; e uma magnífica raça de garanhões selvagens, apelidada de Corcel Sombrio, esses cavalos correm os vales e a floresta em manadas magníficas, são animais de raríssima beleza e excepcionais corredores.

No rio Ruidoso, há destaque para as Piranhas-Hiena, um tipo de peixe carnívoro altamente voraz, cujo tamanho, dentes expostos num formato de sorriso e coloração das escamas lembra as perigosas hienas dos desertos. Sua mordida é capaz de arrancar facilmente um membro de uma pessoa desavisada.

No mar de Suz, uma criatura se destaca pela presença da energia infernal: a Tartaruga Infernal. Esse animal também é carnívoro, e só lembra uma tartaruga por proteger-se num casco e por andar com lentidão pela terra, mas possui um longo pescoço e sua cabeça lembra mais a de uma moréia. Seu casco deformado mais parece uma grande rocha cheia de locas, e a cabeça do animal pode sair de qualquer uma dessas locas. A mordida dessa tartaruga, impregnada pela energia infernal, deixa seu alvo mais lento até que ele fica paralisado e totalmente à mercê desta criatura.

O Povo de Caridrândia

Governo

A política dos sombrios é organizada em cinco diferentes níveis hierárquicos: o Conselho das Sombras, os Reis Feiticeiros, o Conselho dos Arquimagos, os Magistrados e os Alcormis.

O Conselho das Sombras

Dentre os integrantes originais do Conselho das Sombras, sabe-se que três deles sobreviveram a primeira Cisão e a perseguição que posteriormente eles sofreram: Semíramis Ancalagon, a líder das multidões; Anátemas Judicael, o grande mago sombrio; e Semaías Issacar, o general.

Esses ainda são os reis do povo sombrio. Se seus nomes são agora títulos assumidos por outros elfos após a morte dos verdadeiros reis sombrios ou se esses reis sombrios usaram algum artifício arcano para enganar ou vencer os emissários de Cruine, ninguém sabe.

Quase todos são unânimes em afirmar que existem outros membros no Conselho das Sombras. Quantos são e quem são é um mistério, mas sussurra-se que o Conselho é mais antigo que o próprio Seret. Alguns defendem até mesmo que eles influenciam a vida dos elfos desde a partida de Palier.

O Conselho das Sombras decide o destino dos Elfos Sombrios através de uma votação entre seus membros, por vezes secreta. Evidentemente traição, manipulação, chantagem, suborno e jogos de interesse são muito presentes no Conselho quando o assunto envolve poder ou influência na sociedade sombria. Contudo, o Conselho é firme e unânime quanto à filosofia Expansionista de Seret Analiom. Os métodos que cada membro escolhe usar é que são divergentes.

Feiticeiros Sombrios

Caridrândia é dividida em distritos. Sobre cada distrito está um Feiticeiro Sombrio escolhido pelo Conselho. Os poderes do Feiticeiro Sombrio são supremos dentro do seu distrito, podendo interferir na política interna e externa. É responsável pelas questões administrativas e burocráticas do cotidiano, pela criação das leis e manutenção do sistema de punições. Seus súditos são fiéis até a morte e sua voz tem peso praticamente divino. Seja pela honra ou pelo medo os Feiticeiros Sombrios dominam sobre seu distrito com braço forte. Todos são magos reconhecidamente poderosos e sua força muito dificilmente pode ser questionada, exceto pelos Membros do Conselho, isso se eles mesmos não forem esses membros... Golpes de estado e traição são inexistentes e inúteis visto que o Feiticeiro Sombrio escolhido pelo Conselho é independe de qualquer fator seja familiar ou político. Contudo houve tempo em que os Feiticeiros Sombrios travaram intensa guerra civil.

Cada Distrito paga ao Conselho das Sombras um imposto, sobretudo, na forma de minérios de alto valor: diamantes e outras pedras preciosas, e qualquer outro minério de valor comercial. Para tal cada Distrito mantém grande quantidade de escravos nas minas subterrâneas e esses passam a ter mais valor monetário que o próprio minério por eles colhido.

Conselho dos Arquimagos

Os Arquimagos são os chefes de cada casa élfica. São o equivalente sombrio aos Lordes Élficos de Lar. Recebem permissões dos Feiticeiros Sombrios para explorar e garimpar. Parte do que colhem é dado ao Distrito e parte vai para seus cofres particulares. São ricos e presunçosos, sempre em guerra uns com os outros, muitas vezes armada, pela posse de campos de mineração ou influência dentro do Distrito. Foram esses grandes senhores sombrios que financiaram a Guerra dos Reis Feiticeiros. Seus interesses muitas vezes excedem o espírito nacionalista e vingativo dos sombrios.

O Conselho dos Arquimagos, por sua vez, é composto por membros das maiores e mais influentes casas élficas. Muitos são descendentes diretos de Lordes Élficos que foram expulsos de Lar na Primeira Cisão. Cada membro tem uma cadeira vitalícia no Conselho com o emblema da família e poderes para votar e ser votado em diversas situações como indicação para recebimento de terras ou permissões para guerras ou vingança.

Para tornar-se membro do Conselho existem certos requisitos. O primeiro deles é ter uma indicação dentro do Conselho de Arquimagos, ser um ancião reconhecidamente apto e experiente no campo de batalha e ter amplos conhecimentos arcanos.

Magistrados

São os oficiais administrativos de Caridrândia. Convocados pelos Reis Feiticeiros para atuarem como escribas, secretários, portas-sandália e qualquer outra função administrativa a que o Feiticeiro Sombrio queira criar ou dar importância. Suas vestes são grandes mantos e saias negras com um cinto largo de couro. Geralmente recebem uma unidade de Guardas para atuarem sob suas ordens e auxiliarem na manutenção da lei e no cumprimento da vontade de seus reis.

Alcormis

Comerciantes e escravagistas os Alcormis representam o elo entre o mundo sombrio e o exterior. Organizando muitas vezes expedições para caça e captura de escravos para alimentar as minas escuras. Os Alcormis organizam grandes feiras para vender escravos e mercadorias que vêm do Mundo Conhecido.

Carregam sempre com eles papiros e tinteiro, para anotações. Cobram seus devedores com rigor e, muitas vezes, a preço de sangue.

Os Alcormis possuem algumas redes de espionagem e comércio no Mundo Conhecido. Certas Guildas de ladrões, comerciantes e artesãos traficam para esses senhores negros. Evidentemente estas guildas nem imaginam quem são seus pagadores. Podem conseguir praticamente qualquer coisa desde ingredientes mágicos a comidas exóticas e roupas de alta estirpe. Tudo pelo devido preço, é claro.

Entre os Alcormis existem alguns que estão a serviço do Conselho das Sombras. Destes eles recebem grandes estipêndios para comprar e fabricar armas e outros bens de consumo como víveres, tecidos e outras matérias-primas. É através deste elfos que o Conselho das Sombras mantém viva a Caridrândia e a chama da guerra contra Lar.

Os Alcormis, em sua maioria, são indivíduos pérfidos e mesquinhos. Sua brutalidade e ganância são impressionantes até mesmo para um Sombrio. Esses indivíduos, a maior parte das vezes, são a razão da alcunha dos elfos sombrios de serem sanguinolentos, brutais, arrogantes e malignos.

Forças Militares

O exército é dividido em duas grandes forças, a Guarda Especial conhecida como Senhores das Sombras e a Infantaria, esta última subdivide-se entre os Zeiram e os Raijim. O chefe do Exército é Semaias Issacar a quem os Senhores das Sombras respondem e a infantaria tem como líder um dos membros da Guarda Especial, que pode ser o Senhor Sombrio de unidades com 100 a 500 guerreiros.

Como raça, os Elfos Sombrios são pouco capazes para o combate corpo-a-corpo sendo poucos e lendários os guerreiros de renome em seu meio. Suas forças militares compensam essa deficiência com a estratégia. Os estrategistas Sombrios são excepcionais e prova disso foi sua investida contra Lar em 1.174 D.C. quando só foram rechaçados devido à poderosa influência mística da Floresta de Lar.

O mais comum é ver grupamentos de 5 a 10 guerreiros auxiliados ou comandados por um mago arcano especialista em magias de “suporte” que ampliem a força, velocidade, resistência e habilidade dos seus guerreiros. A utilização de bestas mágicas e criaturas artificiais ou mortos-vivos em seus exércitos também tem sido muito comum bem como magias de ataque que atinjam grandes áreas ou provoquem deficiências nos exércitos inimigos, tipo fome, doenças, dores, e medo dentre outras.

Guarda Especial – Senhores das Sombras

Composta por assassinos, guerreiros e magos altamente treinados que se distribuem dentro dos palácios e na proteção de membros importantes da sociedade élfica de Caridrândia.

Os Riiogan, Guerreiros das Sombras, usam armaduras completamente prateadas sobre uma veste vermelha com capa em tons que vão do cinza chumbo ao preto. Portam espadas de mão e meia que chamam de Iantus e escudos grandes com os símbolos de Caridrândia. É muito comum que as espadas Iantus sejam mágicas ou envenenadas. Armas de rara beleza, delicadas, mas resistentes. Suas formas e contornos valorizam a velocidade e a precisão dos golpes. Algumas Iantus, muito raras, são forjadas, segundo alguns magos, com minérios conjurados do próprio inferno. Os ferimentos provocados por essas armas, segundo se diz, causam grande dor em criaturas celestiais ou mensageiros divinos, inclusive sacerdotes. A lâmina dessas Iantus Infernais brilha com um tom rubro intenso quando criaturas ou servos divinos estão próximos.

Os Assadi, Assassinos das Sombras, usam roupas negras, leves e justas. São seres furtivos e velozes, especializados em invasões, espionagem e assassinatos dentro de fortalezas inimigas. Esses assassinos são muito respeitados em Caridrândia, suas habilidades são temidas e inquestionáveis. Como arma favorita usam uma exótica faca de pedra feita com a rocha negra do solo de Caridrândia. Essa arma, apesar de pouco eficaz contra armaduras, tem a propriedade peculiar de ampliar grandemente o poder de destruição de qualquer veneno que seja aplicado à lâmina. Pontas de flecha e adagas de arremesso feitas com esse material também são muito apreciadas pelos assassinos sombrios.

Os assassinos de Caridrândia são conhecidos por seus fortes laços de companheirismo. Sua organização é considerada uma família e seus membros são todos como irmãos de sangue. Esse sentimento torna-os muito fortes e eficientes. Sendo a união, a temeridade, a velocidade e a sutileza não apenas seus métodos de ação, mas sua filosofia de vida.

A elite das forças militares de Caridrândia conta ainda com um seleto grupo de magos arcanos, os Magos das Sombras. Divididos em duas famílias os magos sombrios são adeptos ou dos combates ou da invocação e controle de seres mágicos. Os místicos especializados em combate são chamados de Naarai. Habilidosos no uso de mágicas velozes e de dano direto ou capazes de fornecer auxílio mágico para a infantaria. Os Aaroim são os místicos que se especializam em invocar ou criar feras místicas, sejam os poderosos Golens de Ferro Sombrio ou os estranhos Hanum criados com partes de homens e animais ou mesmo os mortos-vivos. Alguns Aaroim são mestres da alquimia também, sendo os grandes forjadores de armas e itens encantados. Esses Aaroim são chamados por vezes de Aaroim Beor. Entre os Aaorim também estão poderosos magos de guerra rotos, que geralmente lideram as tropas de mortos-vivos chamados Aaroim Rotum.

Zeiram (Infantaria – arqueiros e líderes)

O exército propriamente dito de Caridrândia. Pouco numerosos, mas bem treinados, os Zeiram abusam do uso de venenos e armas de longo alcance. Geralmente quando em unidades de milícia um grupo de três Zeiram é auxiliado por um Hanum de grande força física ou por grupos de escravos de outras raças, nesse caso orcos ou sekbets são os mais comuns, embora ogros, gigantes e mortos-vivos também costumem ser usados. Em guerra esses números são invertidos: apenas um Zeiram para cada 3 ou 5 Hanum.

Portanto, a infantaria dos elfos sombrios é praticamente composta por seres mágicos ou por criaturas de outras raças com as quais os elfos sombrios exerçam domínio. Dessa forma os Zeiram atuam muito mais como arqueiros ou líderes de pelotão do que na frente de batalha. Salvo no caso de serem Raijins.

Raijim (Infantaria - cavaleiros e gladiadores)

Existem três tipos de assim chamados Raijim. Os Raijim propriamente ditos são herdeiros de sangue dos elfos sombrios que originalmente eram florestais. Esses elfos sombrios são fisicamente mais resistentes que seus parentes, mas são poucos, pois é muito mais comum que os filhos das Sombras se dediquem às artes arcanas e não às armas.  

Raijim-Seru são elfos sombrios que abdicaram de sua natureza, já corrompida, para tornarem-se máquinas de guerra, destruição e ódio. Através de um intrincado ritual infernal um elfo sombrio tem seu corpo mutilado e costurado a partes de outras criaturas. Esse ritual cria um monstro totalmente antinatural. Toda a energia karmica do elfo é usada para dar vida a esse pesadelo. Em troca de sua aura mágica o elfo recebe mais força, resistência ou velocidade. Embora ainda sejam muito raros, os Raijim-Seru têm sido enviados às terras bárbaras para competir nas arenas de gladiadores dos povos selvagens.

A princípio os Raijim-Seru foram desprezados e considerados párias e loucos até porque quando os rituais para forjar Serus foram criados, ele primeiro foi testado em elfos sombrios que haviam sido condenados à escravidão nas minas ou desonrados que haviam falhado em missões para o Conselho Sombrio. Mas sua fúria e força logo se mostraram muito úteis nos campos de batalha. Os que adquirem muitas vitórias voltam como comandantes de grandes tropas. É comum que os Raijim-Seru costumem camuflar seus membros deformados sob grossas capas, armaduras ou roupas. Mas o tamanho distorcido de alguns membros geralmente acaba fazendo o Raijim sobressair-se no meio de seus irmãos elfos.

Por fim existem os Raijim-Eetam que são nobres cavaleiros sombrios. Estes são ainda mais raros não ultrapassando o número de 1000 membros em 1.500 D.C. Os Raijim-Eetam formam uma irmandade de cavaleiros forte e perigosa. Todos são herdeiros diretos de casas de lordes élficos florestais que tiveram todos os seus membros convertidos aos ideais de Seret Analiom e do Conselho das Sombras tendo sido seguidores fervorosos e obcecados do Conselho das Sombras. Geralmente destacada para guardar as fronteiras, acompanhar mercadores ou liderar grupos de escravagistas. Esses soldados usam roupas e capas negras com os brasões de Caridrândia pintados nos escudos e capas. São geralmente violentos e temperamentais. Seus ideais de conduta e honra beiram, e muitas vezes excedem o fanatismo e a obsessão. Seu preparo filosófico e marcial, suas discussões a respeito das ideologias sombrias e sua perspectiva do mundo lhes valem o título, muito apropriado, de Paladinos de Seret Analiom.

Magos

Os magos e a magia são extremamente comuns em Caridrândia. Inúmeros elfos sombrios são manipuladores místicos da realidade. Ao contrário do que acontece no Mundo Conhecido onde os Colégios de magia são instituições secretas e protegidas a sete chaves, em Caridrândia os colégios de magia erigem grandes torres ou salões onde seus membros se reúnem publicamente para debater idéias ou apresentar novos postulados sobre a magia. Vale ressaltar que estes colégios romperam suas ligações com os colégios mágicos do mundo conhecido quando abandonaram Lar. O povo de Caridrândia também vê com naturalidade as excentricidades dos muitos magos espalhados pela cidade e aceitam bem a magia, mesmo aqueles que não a conhecem.

A filosofia de cada Colégio é muito presente na vida dos habitantes de Caridrândia e formam grandes divisores sociais e políticos. A maneira como um elfo vê o mundo é através da lente de seu Colégio Arcano e isso geralmente é o que define sua filosofia de vida e seu papel no mundo. Mesmo os elfos que não são magos recebem grande influência destes, pois são os magos que fazem o papel de instrutores, curadores e tutores dentro da sociedade.

Embora cada Colégio tenha seus próprios mecanismos e procedimentos é comum que, ao chegar à puberdade, o jovem elfo seja tutelado por um mago experiente que lhe ensinará artes, literatura, filosofia, história, ciências e noções de ciências ocultas. Após sua primeira formação, caso o jovem sombrio queira continuar no caminho dos arcanos, será avaliado e aceito num dos Colégios de magia de Caridrândia, geralmente o mesmo de seu tutor.

Eetans (Golens Guardiões)

Eetam-Basam (Golem de Ferro Guardião)

São os guardiões dos portões da cidade. Apesar de poderem ser encontrados como guardiões de locais ou objetos importantes a principal função dos Eetam-Basam tem sido guardar os portões de acesso ao Reino Sombrio. São muito semelhantes aos Golens de Ferro encontrados no mundo conhecido, mas o fato de serem assustadoramente maiores e animados com karma infernal os torna bem mais poderosos que seus párias do Mundo Conhecido. Têm aproximadamente 5 metros com corpo feito de ferro que pode ser ou não humanóide, geralmente são equipados com garras, espadas ou machados pesados e proporcionais ao seu tamanho descomunal.

Eetam-Anarom (Golem de Pedra Guardião)

Os Eetam-Anarom são Golens de Pedra criados para guardar as florestas e vales que levam ao Reino Sombrio. Esses monstros descomunais permitem a passagem apenas de Elfos Sombrios, qualquer outra criatura é atacada ferozmente até a morte. Os Eetam-Anarom não fazem prisioneiros, mas entre os elfos Zeiram e Raijim e alguns guerreiros sekbets ou orcos de grande e comprovada fidelidade é revelada uma palavra secreta que permite a passagem em segurança pelos Eetam-Anarom e Eetam-Basam. Essa palavra “desliga” o Eetam por 15 minutos. Permitindo a passagem de qualquer um por eles. Além de saber a palavra é necessário ter muito cuidado, pois os Eetans-Anarom são praticamente indistinguíveis das rochas que formam as cavernas habitadas por eles. Um viajante desatento pode ser morto por um desses monstros bem antes de ter chance de dizer qualquer palavra.

Servos

Sérvulous (Criaturas Artificiais e Escravos)

Os servos ou sérvulous, ao lado dos escravos, são os indivíduos de status mais baixo dentro da sociedade dos Elfos Sombrios. Os servos mais comuns são aqueles criados magicamente: golens de pedra ou ferro que são muito utilizados como braço forte para carregar pesos e transportar mercadorias realizando por vezes a função de animais de carga. Goblins e, mais raramente, pequeninos ou crianças humanas e anãs são utilizados como escravos nas mansões, torres e palácios realizando tarefas de limpeza e demais serviços domésticos. O tratamento que esses servos têm dos seus senhores é duro e a disciplina é bem administrada à base de encarceramento e certas privações como alimento ou sono, raramente há espancamentos ou acoites e a violência desnecessária é recriminada e até punível, em alguns casos extremos. Apesar de uma vida difícil e triste esses servos são alimentados e desfrutam de razoáveis condições de higiene e limpeza, tanto que entre os goblins muitos realmente preferem ser servos numa das casas dos Senhores Sombrios do que a vida que tinham anteriormente à chegada destes.

Entre os Elfos Sombrios é considerada uma grande afronta que um de seus servos seja punido ou mal tratado por outro senhor. Até mesmo batalhas já foram travadas por conta desse tipo de ofensa. Evidentemente os elfos alegam que o motivo não é o servo per si, mas sim o desrespeito à “propriedade” alheia; mas há quem discorde desse ponto de vista.

Sérvulous Aanurim (Servos Sombrios)

Os servos sombrios são hierarquicamente os mais baixos servos místicos criados. Muitos são homúnculos criados por seus senhores para servirem de espiões. Existem também diabretes, mas a invocação destas criaturas gera bastantes problemas e é muito mal vista, mesmo entre os sombrios mais corrompidos. Rituais arcanos para convocar mortos-vivos de muitos tipos, sobretudo esqueletos e reanimados às vezes são usados para dar origem a Sérvulous Aanurim, mas os Magos que possuem esses conhecimentos são instruídos a reservar tais encantos para os campos de batalha.

Esses Servos Sombrios são usados, a maior parte das vezes, como simples serviçais para tarefas domésticas ou como mensageiros. No entanto as capacidades místicas dessas criaturas e o elo que possuem com seus invocadores as tornam muito mais versáteis que os outros Sérvulous.

Hanum (Servos Bestas de Carga)

Como são chamados os seres humanos ou de outras raças capturados e transformados em criaturas horrendas pela magia arcana sombria. As primeiras manifestações dessas criaturas foi durante o fracasso na realização do Ritual da Noite Eterna, quando a força karmica infernal não totalmente adsorvida foi expelida violentamente na atmosfera de Tagmar. Essas ondas místicas varreram o continente provocando centenas de transformações mágicas ao redor do mundo, criando criaturas infernais e bestas místicas por todas as regiões. Os elfos sombrios passaram séculos caçando essas aberrações. Hoje em dia praticamente todos morreram, levados por Cruine para o descanso eterno ou um destino sombrio. Mas os elfos sombrios alquímicos conseguiram entender parte dos poderes de transformação dessas ondas karmicas infernais e agora conseguem replicar a experiência, embora não tenham controle sobre as transformações ou deformações que serão sofridas pelas cobaias.

Depois de arremessados em câmaras de “ondas karmicas infernais” e submetidos a certas magias, criaturas vivas de muitas raças são transformadas em criaturas horrendas, que não passam de um arremedo de vida. Distorcidas, medonhas, cheias de olhos, bocas, membros. Em alguns casos apesar da aparência essas criaturas são incrivelmente inteligentes e até mesmo conservam grandes capacidades mentais, místicas ou físicas de seu corpo original, qualquer que possa ter sido ele. Na maioria dos casos, porém, a insanidade e brutalidade tornam esses seres em simples instrumentos de dor e ódio.

Nos experimentos que envolvem essas criaturas, às vezes os elfos os levam as arenas de gladiadores nas Terras Bárbaras, aos Mangues para enfrentarem morto-vivos ou, em casos mais sórdidos, soltam-nos numa vila qualquer para efeitos de “disciplina ou punição”.

Para os escravos que não podem mais trabalhar na mina ou que recebem a máxima punição, as câmaras infernais são o destino. Essas câmaras são conhecidas entre os escravos como Forjas de Hanum. E é sabido que para breve os elfos sombrios pretendem fabricar milhares de bestas desse tipo. Um exército barato, forte e alimentado com corpos dos inimigos capturados.

Os mestres da alquimia entre os elfos sombrios esperam em breve dominar os efeitos das ondas karmicas infernais. Por enquanto as Bestas de Carga criadas continuam sendo utilizadas como animais de tração, fonte de estudos ou cães de caça dos Zeiram.

Sociedade e Cultura

A Mentalidade Sombria

Sádicos, góticos e orgulhosos... Um tipo de maldade elegante... Sinistra... Malévolos, mas com estilo e finesse. Os elfos sombrios arquitetaram um reino belo e sinistro, espelho de suas almas. Elegantes e um tanto presunçosos.

Diversos estigmas foram impostos a este povo como conseqüência direta do uso de energia infernal, ou como punição dada pelos deuses. Dentre os estigmas, podemos citar:

•    Pele cinzenta – causada pela maldição de Seret Analiom. Sua derme se tornou cinzenta, num tom que lembra o chumbo ou, às vezes, o céu nublado;

•    Marcas escuras - estranhas marcas vão espalhando-se sobre seus corpos conforme envelhecem ou manipulam mais karma infernal. Essas marcas, que por vezes lembram inscrições rúnicas ou sinais tribais, vão tomando todo o corpo do elfo até que o tom de sua pele fique como o piche ou o mais absoluto breu. Mas isso leva centenas de anos, a não ser que o elfo seja um arcano extremamente poderoso. Acredita-se que seja uma conseqüência secundária da maldição de Seret Analiom, ou que seja um efeito colateral da manipulação de energia infernal;

•    Fotofobia – também fruto da maldição de Seret Analiom, a exposição à luz solar causa incômodo aos olhos dos sombrios;

•    Intelecto distorcido – os ressentimentos do passado, e a energia infernal lentamente distorcem a mente dos elfos sombrios, deixando-os mais cruéis, porém mais sagazes e caóticos. Sua inteligência é aguçadíssima, mas alguns desenvolvem algum tipo de loucura;

•    Morte sem descanso – seu apego a questões do passado e o uso de poderosos feitiços e rituais arcanos permite prolongar sua vida, mas a maldição dos deuses durante o Cataclismo impede aqueles que usam desses artifícios de encontrar o descanso eterno – após sua morte, retornam ao mundo material como alguma forma de morto-vivo.

Mesmo no presente, elfos dourados ou florestais que utilizem o karma infernal recebem essas marcas. Dessa forma, um novo elfo sombrio nasce em Tagmar após um processo doloroso que dura cerca de seis horas para se completar. Os filhos de elfos sombrios já nascem com o tom de pele de seus pais. Filhos de elfos sombrios com elfos do mundo exterior serão sombrios. Humanos não são capazes de engravidar nem engravidarem de elfos sombrios. E entrementes, o sentimento de pureza dos sombrios normalmente não os faz sentir atração para se juntar com pessoas de outras raças, mesmo os demais elfos.

Os Elfos Sombrios não acreditam serem malignos, pelo menos a maioria. Os que de fato são maus não consideram isso um fruto do seu status de “sombrio”, eles costumam dizer: “eu seria mal sendo um sombrio ou não, mas ainda bem que sou sombrio”.

A maioria dos sombrios defende que o mundo está da maneira que está porque eles perderam a guerra. E citam como exemplo sua própria sociedade “pura”. Para esses elfos as marcas negras em seus corpos são sinais de pureza e glória, e não vergonha. “Seret separou os puros dos impuros” eles dizem.

Os sombrios sentem-se ressentidos e abandonados principalmente por Palier, e, portanto não veneram nenhum deus de Tagmar. Ao mesmo tempo, têm tanto ódio dos demônios quanto qualquer criatura do Mundo Conhecido. O karma infernal manipulado por esses elfos não implica em laços com demônios, muito pelo contrário. Elfos sombrios são especialistas nos meios de contenção e enfraquecimento desses seres. Além do que a magia dos sombrios é muito mais eficaz contra os demônios que a magia arcana.

Sua culinária assimilou os alimentos desidratados ou conservados de outras formas pelos contrabandistas de terras distantes, os frutos amargosos e apodrecidos das terras impregnadas por magia infernal, a caça e pesca nos arredores. De tudo eles tentam tirar proveito em sua alimentação, não desperdiçam nem os olhos de suas caças. Um dos quitutes mais disputados pelas crianças é o quixabá – um prato feito com olho e ovas de peixe, com molho de limão e acompanhado por cogumelos fritos.

Não obstante alguns sábios dirão que os elfos sombrios de fato estão pouco a pouco se “transformando em demônios”. Os efeitos do karma infernal sobre as almas e mentes dos Sombrios tem sido devastador. Esses elfos adquirem uma visão distorcida do mundo. O que é bizarro, sórdido, maligno ou sombrio, passa a ter ares de belo, elegante, puro e correto.

Os mais velhos possuem uma posição de grande destaque na sociedade sombria. Isso porque o conhecimento é uma das ferramentas mais poderosas e temidas nesse meio. Além do que, como são quase todos magos, a velhice para eles traz cada vez mais poder, ao contrário do que acontece com os guerreiros.

À medida que envelhecem, os elfos sombrios tendem a se tornar mais poderosos e muito dependentes da magia. Para os que não se tornaram magos a expectativa de vida é idêntica à dos elfos dourados e florestais e morrem com cerca de 800 anos, também sem conhecer o enfado da velhice. Os magos sombrios, contudo, alcançam facilmente 1.200 anos de vida. Explicam isso dizendo que o desapego às coisas e ambições terrenas que se abate sobre os elfos do exterior demora bem mais para afetar os magos sombrios, tanto que é comum ver magos sombrios de 800 anos ainda em plena atividade. Embora tanto quanto seus irmãos do Mundo Conhecido, esses seres tornam-se enigmáticos e indecifráveis para os padrões mortais. Tanto mais pelo seu incomensurável conhecimento arcano.

São poucos, felizmente, os senhores sombrios que têm mais de 1.000 anos. Estes são personalidades veneráveis dentro da sociedade. Ao contrário dos anciãos florestais de Lar, que se afastam dos assuntos mundanos, os anciãos sombrios comandam uma densa e intrincada rede de influência, dentro e fora de Caridrândia. Mas enquanto seus irmãos decidem morrer e deixar esse plano de existência com naturalidade, os magos elfos sombrios, passam a envelhecer lentamente após os 1.000 anos. Se não morrerem acometidos por terríveis pragas ou moléstias encontram seu fim num leito sombrio e frio dentro das paredes escuras de alguma torre em Caridrândia.

A morte, porém não necessariamente os liberta do mundo material, é comum que alguns elfos sombrios ressurjam como mortos-vivos. Os menos apegados ao mundo material retornam como desmortos corpóreos e ferozes e inconscientes, mas muitos retornam como mortos-vivos poderosos e sagazes. Alguns ressurgem também em forma espectral, especialmente se seu corpo tiver sido destruído durante sua morte. Muitos sombrios viventes temem um desses fins e buscam encontrar alguma forma de vencer esta maldição.

Sociedade Élfica

Os Elfos Sombrios são governados por uma rígida magocracia, principalmente na figura do Conselho das Sombras. Abaixo do Conselho estão os Reis Feiticeiros e após estes o Conselho de Arquimagos constituído pelos patriarcas das maiores casas nobres de Caridrândia.

Como sociedade os elfos sombrios são patriarcais. A família é comandada pelo membro masculino mais velho, que normalmente é um mago, salvo raras exceções. Esse patriarca é senhor de muitas casas de elfos sombrios por toda a Caridrândia.

Castas

A sociedade dos elfos sombrios também é divida em castas além das divisões governamentais. Assim como no mundo das raças civilizadas de Tagmar, os elfos sombrios são definidos nas castas pelo nascimento, os vários anos de uso do Karma do Plano Infernal originaram diferenças fisiológicas em cada classe social da sua sombria civilização. Segue abaixo as castas da sociedade dos elfos sombrios e suas descrições.

Magocratas

Casta mais alta da sociedade, são os usuários de magia, selecionados entre as mais influentes famílias. São os mais orgulhosos e sagazes elfos sombrios, são tratados com reverencia pelos outros e muitas vezes temidos como a um enviado dos deuses. O uso contínuo do Karma infernal fez com que a pele dessa casta fosse mais negra do que o resto da sociedade, normalmente lembrando a cor de ébano. Seus dentes caninos são levemente mais longos, também costumam ter olhos mais brilhantes e sinistros. São os mais altos da civilização chegando no máximo aos 1,75m de altura, lendas falam sobre membros do conselho das sombras chegando até a 1,80m de altura.

Militares e nobres

Segunda casta da sociedade dos elfos sombrios, mesmo estando abaixo dos magocratas é tão orgulhosa quanto. Normalmente membros das milícias bem treinadas e funcionários do alto escalão do Governo, seguem a risca a ordem das famílias ao qual pertencem. O pouco uso de magia afetou menos esses seres, sendo os mais parecidos com os elfos comuns, com exceção da coloração exótica dos seus olhos e da pele acinzentada. Normalmente por serem descendentes dos elfos florestais possuem uma postura mais bélica e robusta, provavelmente por influencia do Karma infernal alguns mais velhos possuem pelos faciais. São levemente mais baixos que os magocratas, chegando no máximo a 1,72m de altura.

Plebeus

Cidadãos comuns da sociedade das sombras vivem simplesmente para sustentá-la. Sabem muita bem sua posição de reverência perante os seus superiores, e normalmente não são maltratados. Todo elfo sombrio desta casta recebe a educação mínima seguindo o passo dos seus ascendentes.  Assim como a casta superior a sua, não possuem grandes influencias do Karma infernal, tendo a pele cinza quase pálida e uma altura mediana para a raça dos elfos, normalmente de 1,58 a 1,68m de altura.

Infimus (inúteis)

Casta inferior da sociedade dos elfos sombrios são seres desgraçados e deformados. Diz à lenda que estes foram escravos adquiridos das fileiras dos elfos de Lar na época do grande conflito, os anos de degradação e experiências com o Karma infernal nas masmorras de Caridrândia geraram uma casta de seres horríveis e aleijados. Normalmente tomam as posições de serventes para toda a sociedade. Os integrantes desta casta sempre são usados para os trabalhos mais degradantes. Suas aparências são como a dos elfos sombrios, pele cinzenta e olhos de coloração exótica, porém possuem deformidades como longas orelhas tortas, rostos disformes, membros tortos e corpo curvo. São os mais baixos da sociedade, tendo de 1,40 até o 1,57m de altura.  

Infância Sombria

Dentre as "brincadeiras" preferidas pelas crianças sombrias está a agressão moral ou física às crianças de castas ou classes inferiores, como servos e escravos. Também apreciam torturar insetos e animais indefesos que não sirvam para nada com as técnicas mais criativas e refinadas. Um dos jogos infantis mais populares é o jogo do assassino das sombras, onde as crianças de cada time devem tentar furtivamente capturar e "matar" uma boneca-princesa escondida e protegida pelo outro time.

Educação

Praticamente todos os elfos sombrios são letrados e recebem educação, sendo capazes de ler e escrever. Seu idioma oficial é o élfico, mas muitos deles também falam outras línguas para se comunicar com os contrabandistas e com seus escravos. A criança – independentemente do sexo – recebe um tutor, sabendo que, ao final de sua educação, serão formados em diversos conhecimentos e artes. Logo, praticamente todos são dotados de alto nível de instrução, só encontrado entre magos e sacerdotes do mundo conhecido.

Desde jovens são treinados no manejo básico de armas simples e nos fundamentos e rudimentos mais básicos da magia. Os elfos possuem um período de serviço militar obrigatório seja como arcanos ou guerreiros. Contudo a maioria dos elfos torna-se simples cidadãos de Caridrândia após o período de serviço, atuando como mercadores, artesãos, magistrados ou escravagistas, esses últimos são mais incomuns. Mas profissões “heróicas” são até costumeiras como tutores arcanos, mercenários de algum escravagista ou mercador, eruditos, artistas ou, em casos mais raros, assassinos ou ladrões. O clima de guerra constante, o treinamento militar, a filosofia expansionista, tudo favorece uma sociedade individualista e nacionalista.

Economia

Dentro das profundezas das minas não é difícil imaginar a quantidade de pedras preciosas encontradas à disposição dos elfos sombrios. Com o uso da magia e do trabalho escravo, a gemologia e a mineração se tornaram os meios econômicos mais viáveis para obtenção de recursos. Quantidades incríveis de minerais como diamantes, esmeraldas, rubis entre outros são extraídos diariamente das minas de Caridrândia. Após manufaturadas, as gemas preciosas vão enriquecer centenas de mercadores do mundo conhecido, inclusive guildas de piratas e ladrões que por sua vez vão abastecer as dispensas dos habitantes de Caridrândia.

Um dos grandes problemas iniciais da instalação dos elfos sombrios em Caridrândia foi a falta de alimentação. Condenados a viver na eterna escuridão, ficaram restritos a uma alimentação muito escassa.

Os elfos de Caridrândia gastam fortunas para trazer víveres, matéria-prima e produtos de necessidade básica do mundo exterior. A princípio a magia praticamente sustentou os sombrios, mas força mágica alguma no mundo poderia sustentar indefinidamente uma nação inteira. Foi através de incontáveis intrigas, manipulações, propinas, corrupção, chantagem e toda sorte de artifícios imagináveis que os mercadores e arquimagos de Caridrândia conseguiram trazer grande quantidade de mercadorias do mundo conhecido.

É através de uma intrincada rede de transporte que esses produtos têm chegado à Caridrândia. A grande maioria chega até portos secretos ao longo da costa leste do Mundo Conhecido tendo partido de Quessedir. Esses portos de tempos em tempos mudam de local e alguns não duram mais que duas semanas. Dali são escoltados por mercadores e milícias sombrias através de vales secretos e bem vigiados por raijins, zeirans e eetans-anaron.

Sentimentos para com as demais raças

Existe um sentimento de superioridade dos elfos sombrios em relação às demais raças. Fundamentado em uma ideologia racista e segregacionista, trabalhada desde a infância em Caridrândia com base nas idéias de Seret Analiom e do Conselho das Sombras.  

Os elfos sombrios, mergulhados em sua própria grandeza, se vêem como senhores por direito e força para reinar sobre as demais raças, consideradas impuras e inferiores. Seriam estes os servos ou escravos deles. Aos seus irmãos élficos do exterior um destino ainda pior lhes aguarda: a morte e a destruição das suas almas. A raça humana é vista como uma praga que deve ser subvertida a todo o custo. Sekbets, orcos, ogros, gigantes e outras raças são normalmente transformadas em bestas de carga ou no máximo tornam-se servos que supervisionam os escravos, fazendo às vezes de carrascos. Pequeninos, anões e goblins normalmente são utilizados como servulous para trabalhos domésticos inferiores e mais delicados, ou para mineração de túneis estreitos e apertados.

Religião

A religião há muitos séculos foi abandonada pelos elfos sombrios. Eles crêem no panteão e tem certeza de sua existência, mas acham que não é exatamente como descrito pelos sacerdotes dos outros povos. Também se sentem preteridos em relação aos outros elfos, e em sua soberba não acham que precisam dos deuses. Porém não assumiram os demônios como uma religião, não devotando a estes seres maléficos qualquer forma de culto, quando muito tentam conjurá-los e usá-los como servos, mas os elfos sombrios conhecem a força dos seres infernais e bem sabem o quanto eles podem ser traiçoeiros e perigosos.

Entretanto, há rumores de que o medo de seus corpos retornarem a vida como mortos-vivos semi-conscientes e servos de seus companheiros é maior que seus ressentimentos com os Deuses, e deve fazer com que alguns elfos sombrios busquem secretamente alguma forma de redenção perante Eles. Mas aqueles que o fazem (se é que realmente algum sombrio o faz) o escondem de seus irmãos.

A energia infernal é vista como instrumento de seu poder e é “arrancada” do plano infernal por um complexo método de mentalização do karma e das linhas místicas que tecem o universo e não, como alguns acreditam, é “oferecida” por nenhum dos treze príncipes demônios.

Os rituais negros que os elfos sombrios realizam em locais de alta concentração de karma, nos templos da região dos Mangues, por exemplo, não são cultos a demônios. São rituais para abrir pontes arcanas onde os místicos sombrios podem recuperar suas forças mais facilmente ou adquirir dali poder místico para criar armas ou outros objetos mágicos. Contudo, a principal razão desses rituais tem sido arrastar para o plano material as ondas karmicas infernais, sobretudo para abastecer os fornos de forja Hanum. Esses rituais, contudo, têm notadamente trazido o inferno para Caridrândia ou levado Caridrândia para o inferno.

Muitos têm especulado que esses estranhos ritos mágicos têm feito os mortos vivos dos Mangues ficarem mais ativos, sagazes, poderosos e muito, muito perigosos...

Festivais

Os festivais são comuns, comemorando o nascimento de algum grande membro do Conselho dos Arquimagos de Caridrândia ou mesmo comemorando a criação de um pavilhão. A figura dos rituais sombrios é a exata expressão de suas filosofias, espelha perfeitamente suas almas negras e mentalidade distorcida.

Prestam tributos a si mesmos. Exaltam a carne, a sensualidade, a paixão proibida, a lascívia, enfim, os elfos sombrios são seus próprios deuses. E isso fica claro nos seus festivais.

Uma data comemorativa histórica é o Dia da Possuída, data em que os sombrios escarnecem dos demais elfos representados por Áriem Miniel, que ironicamente acabou possuída por um demônio, quando ela mesma inicialmente acusava Seret Analiom de compactuar com aquelas criaturas. Nessa data os sombrios expressam seu orgulho e superioridade preparando bonecos em tamanho natural de elfos florestais, dourados, ou de humanos, anões e pequeninos. Os bonecos são pendurados pelas ruas e acessos públicos, e enquanto estão expostos são alvo de chacotas e xingamentos, e ao final da festa são violentamente agredidos e “mortos”. Não é raro que os elfos sombrios utilizem escravos fugidos e outros prisioneiros no lugar de bonecos nessa data.

Regiões

A Floresta Sombria

Esta floresta oculta entre as montanhas é a localização da primeira cidade dos elfos sombrios. Suas árvores milenares de troncos longos e grossos estendem-se por dezenas e centenas de metros aos céus, aonde espalham suas majestosas copas ocultando permanentemente a floresta da luz solar.

Alguns trechos da floresta, entretanto, foram transformados em clareiras na época do Cataclismo. Os elfos sombrios evitam até hoje passar perto dessas áreas durante o dia, mas durante a noite aventuraram-se a cultivar algumas espécies de árvores frutíferas que hoje possuem porte mediano comparado as árvores antigas e fornecem alguma sombra. Entretanto, esses pomares sombrios costumam dar apenas frutos amargos e em alguns casos laxantes.

As plantas e fungos por toda a floresta apresentam uma natureza quando não mórbida agressiva, muitas vezes venenosas, cheias de espinho ou carnívoras. Algumas árvores parecem ter adquirido uma consciência maligna e um gosto por sangue e usam seus cipós, galhos e raízes para prendem e “espremer” as suas presas. Os animais também possuem uma agressividade e um porte muito mais robusto que em outras regiões de Tagmar.

Região Montanhosa de Cânions e Vales

Esta é a região que envolve praticamente todo o reino de Caridrândia, a Floresta Escura é apenas uma pequena região dentro desta. É basicamente formada por um conjunto de montanhas de grande altitude dispostas de uma forma que abrigam vários cânions e vales. Muitos desses cânions atualmente são interligados através de uma complexa rede de túneis construídos pelos elfos sombrios. A região dos vales e cânions possui uma passagem entre as montanhas que leva para as falésias de uma praia banhada pelo mar de Suz.

Os desfiladeiros de pedras formados por esta paisagem magnífica foram escolhidos pelos elfos sombrios para entalhar muitas de suas habitações e duas de suas cidades. As montanhas são ricas em quartzo, ônix e sílex, diamantes, esmeraldas, rubis e cristais diversos. E esta riqueza é explorada pelos elfos sombrios para extrair o seu sustento através da mão escrava.

Os vales normalmente escondem-se entre as sombras das montanhas, e possuem um terreno muito pedregoso, apesar de repleto de rios. As ruínas de antigas moradias sombrias jazem no fundo dos cânions que Também são assolados por mortos vivos e animais ferozes.  

Mar de Suz

O mar foi rapidamente encontrado pelos elfos quando chegaram à floresta escura. Este fato foi facilitado em parte pelos escravos orcos que conheciam a região, mas em parte é devido à formação natural das montanhas que separam os vales do mar. Existe uma sinuosa passagem entre duas montanhas que faz a ligação entre a praia e um dos vales.

O mar é assolado pelo Leviatã, mas este é repelido da área do ancoradouro graças ao calor infernal do farol Estrela Eterna. As tartarugas infernais, porém, parecem preferir esta parte do mar. A praia é cercada por esplendidas falésias. E a área do ancoradouro foi construída numa baia natural em meio a estas falésias. Existem muitas histórias entre os marinheiros que relatam o ataque de embarcações assombradas em toda a costa. E somente com muito incentivo os contrabandistas se arriscam a trazer os mantimentos encomendados pelos sombrios.

Na praia, esse farol místico erguido pelos elfos sombrios mantém um porto aquecido e protegido do frio glacial que o mar traz das geleiras, ao mesmo tempo que cria uma neblina permanente que impede que os viajantes estrangeiros mais afoitos e menos temerosos ao Leviatã não encontrem sua localização.

Principais Cidades e Locais de Interesse

O Reino Sombrio possui hoje três cidades-estado. A primeira está sob a floresta, a segunda cravada nos despenhadeiros e a terceira está sob as rochas. Qualquer um que visitasse Caridrândia ficaria estupefato ao contemplar do alto dos vales e deparar-se com as miríades de luzes negras serpenteando através de centenas de ladeiras, ruas, vilas, mansões, torres, praças e casas.

Icumus, a Cidade da Floresta

Palácio Central

Conselho das Sombras

Conselho dos Arquimagos

Conselho de Guerra

Solumontis, a Cidade do Vale

Biblioteca Central de Caridrândia

Farol Estrela Eterna

Portos Secretos

Minas Mortum, As Minas de Escravos

Rotum, o Reino dos Mortos-Vivos

Rumores e Intrigas

Assassinos Infiltrados em Outros Reinos

Entre os povos do mundo conhecido diz-se que existem assassinos sombrios que nasceram de elfos dourados ou florestais. Essas crianças depois de trazidas para Caridrândia foram ensinadas e convertidas através de muitas provas à filosofia e modo de vida dos elfos sombrios, sem, contudo herdar suas marcas raciais ou sua vulnerabilidade ao sol. Treinados e ensinados para atuar como espiões dentro das sociedades élficas e humanas no Mundo Conhecido. Línguas mais ferinas dizem que esses elfos teriam casado e transmitido a seus filhos e aos filhos de seus filhos seu ensino e seu legado. Segundo as lendas, esses espiões teriam membros até entre as famílias de Lordes Élficos de Lar ou mesmo, segundo alguns, entre as Casas Regentes...

Espiões de Lar e Invasão Inimiga

Rumores parecem ter escapado do controle das lideranças políticas e chegado aos ouvidos dos cidadãos sombrios sobre uma recente captura de uma expedição de elfos de Lar para investigar a localização dos sombrios. Esses boatos inflamaram ainda mais o ódio dos sombrios pelos seus antigos irmãos, e os deixou em estado de alerta maior para uma possível invasão inimiga.

Estátuas Guardiãs de Solumontis

As lendas dizem que, caso o Reino Sombrio fosse atacado, 250.000 estátuas da cidade ganhariam vida e apresentaria como um exército indestrutível. Mas isso é lenda... Se bem que Solumontis nunca foi sitiado. Desses guerreiros de pedra o mais formidável seria a própria estátua de Seret Analiom, no centro do Grande Pátio.

O fato que baseou estas lendas é que a arquitetura da cidade é extremamente ornamentada por estátuas e gárgulas tão perfeitas que parecem estar vivas, e talvez estejam mesmo.

Fonte da Juventude e Pactos Demoníacos

Se realmente forem os membros originais do Conselho das Sombras, Semíramis, Anátemas e Semaías são provavelmente as únicas pessoas vivas do segundo ciclo. Desses fatos surgiram diversas lendas a seu respeito. Entre elas está a lenda de que durante as primeiras expedições ao território onde atualmente se encontra o Reino Sombrio, os orcos subjugados teriam revelado aos membros do Conselho a localização de uma fonte da juventude e que esta é a razão que ainda os mantém vivos. Se esse fato é verdadeiro, eles jamais revelaram a mais nenhum elfo tão preciosa informação.

Outros dizem que eles conseguiram conservar suas vidas através de pactos realizados com demônios poderosos. Porém esta versão da história causa aversão em todos os elfos sombrios, e não é aceita, pois todos odeiam esses seres do plano infernal.

Invasão de Lar durante um Eclipse

Entre os jovens elfos sombrios existem muitas estórias sobre planos de guerra contra os forasteiros, e especialmente contra o reino élfico Lar. Um desses supostos planos é o de que uma invasão está sendo planejada para os próximos três anos à capital larissa. Os detalhes do plano são absurdos. Os astrólogos sombrios teriam descoberto a data de um eclipse solar que adiantaria ainda mais a noite equinocial, propiciando a ocasião perfeita: uma noite de quase doze horas que receberia ações cronometras num cronograma meticuloso e que culminariam na captura dos lordes élficos e na tomada da capital de Lar.

Magias e Amuletos de Proteção a Luz Solar

Dizem que os elfos sombrios passaram longos anos silenciosos estudando alguma forma de vencer sua incapacidade de suportar a luz solar. De acordo com o burburinho dos boatos, os arquimagos sombrios teriam desenvolvido uma magia poderosa e amuletos mágicos que os concederia proteção à luz do sol e os permitiria atacar seus adversários sem mais se preocupar com este entrave. Versões ainda mais exageradas afirmam que estes amuletos também seriam capazes de disfarçar a aparência de um elfo sombrio para fazê-lo parecer com um elfo florestal ou dourado, ocultando todos os estigmas sombrios.

Líderes Impostores

Boatos circulam entre as casas nobres sobre a verdadeira identidade dos líderes do Conselho das Sombras. Segundo um destes boatos, Semíramis Ancalagon, Anátemas Judicael e Semaías Issacar seriam atualmente morto-vivos que haviam ocultado a sua morte e as marcas deixadas por ela. Outra corrente diz que os atuais líderes não passam de impostores plantados por alguns reis feiticeiros importantes após a morte dos verdadeiros líderes. Por uma corrente ou outra, esses impostores estariam encobrindo interesses escusos ao Reino Sombrio e sua verdadeira identidade precisaria, portanto, ser revelada. O problema é que ninguém ousa questioná-los abertamente, tamanho é o seu poder entre os sombrios.

Recuperação dos Morgonds e Fim dos Tempos

Boatos escaparam de funcionários de alto-escalão sobre uma expedição militar de sombrios instruídos pelo Conselho das Sombras para resgatar e recuperar os fragmentos dos obeliscos Morgonds. As pessoas acreditam que recuperando estes monólitos o Conselho das Sombras seria capaz de realizar o Ritual da Noite Eterna interrompido no final do 2o Ciclo, logo antes da Cisma. O fato é que muitos temem que a realização de um ritual tão poderoso atraia novamente a fúria dos Deuses, o que poderia representar o fim dos tempos.

Principais Personagens

Semíramis Ancalagon

Anátemas Judicael

Semaías Issacar

Hermínio Aneliom

Sedreque, O Rei Rot

Crosso, O Carcereiro-Mor

Bronco, O Vice-Carcereiro

Marreta, O Líder dos Escravos de Mortum


Verbetes que fazem referência

Região das Terras selvagens, Terras Selvagens

Verbetes relacionados

Cronologia das Terras Selvagens | As Estepes Vítreas | Os Mangues | Lar, O Reino Élfico | Blur, O Reino Anão | Caridrândia, O Reino dos Elfos Sombrios | O Domo de Arminus | A Geleira | Caridrândia, O Reino dos Elfos Sombrios | Prólogo | Epílogo | Créditos
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