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Região das Terras selvagens .  

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Viajando para sul de Tagmar, tal viagem muito complicada, encontramos finalmente as "Terras Selvagens". Um lugar exótico, repleto de segredos, perigos e muitas maravilhas. Nessa intrigante região encontram-se: as inóspitas Geleiras; Blur, o reino dos anões; Lar, o reino dos elfos; as misteriosas Estepes Vítreas; os terríveis Mangues; e diversos outros locais magníficos que sempre atraem bravos aventureiros em aventuras cheias de perigos, riquezas e encantos.

Divisão Política



Blur, O Reino Anão


Outro reino em que os humanos não são bem-vindos, assim como quaisquer outros estrangeiros, é Blur, o reino dos anões. Sua localização é incerta e mantida em segredo pelos mesmos. Muitos acreditam que Blur encontra-se incrustado nas grandes montanhas Ergonianas e que seus salões de ouro e joias são dedicados a Parom.

Caridrândia, O Reino dos Elfos Sombrios


Se em muitos lugares os humanos e estrangeiros não são bem-vindos, em outros locais, como Caridrândia, o reino dos elfos sombrios, a morte ou a escravidão é o destino certo para aqueles que lá ingressam.

Em um vale sombrio, uma grande cidade foi erguida e seus moradores, afogados em sua própria soberba, buscam o controle do mundo e um retorno ao passado glorioso de sua raça.

Lar, O Reino Élfico


Uma das várias regiões que os humanos não podem ingressar, e poucos são aqueles que conseguem a honra de conhecer, é Lar, a ancestral moradia dos elfos. A própria geografia do local provoca um isolamento natural ao lugar, o que dificulta ainda mais o acesso.

Lar é a região considerada sagrada por todos os elfos e o berço de sua civilização. Um reino com milhares de anos onde existem a beleza e a magia de suas cidades e onde sua cultura se encontra protegida por uma grande floresta mística.

O Domo de Arminus


Grande abóbada negra, de provável origem mágica, constituída de material desconhecido em Tagmar e resistente até às maiores concentrações de energia. --- Esse monumento de forças perdidas, com um diâmetro que excede os quatrocentos metros, encontra se nas planícies a leste da Cadeia Ergoniana, numa região pretensamente ocupada pela Geleira. A temperatura num raio de 15 km do Domo é muitos graus superiores ao normal da região, propiciando uma grande diversidade de espécimes animal e vegetal onde só deveria haver desertos de gelo. Algumas pessoas referem se à região como sendo "O Oásis de Arminus", por motivos mais do que óbvios.

O Domo está situado, mais especificamente, nas proximidades da cidade Telas (na verdade pouco mais que uma aldeia, contando com quase duzentos habitantes, entre elfos, humanos e pequeninos). Telas se destaca por ser uma cidade de magos e se supõe ser a região adequada aos estudos arcanos aos quais se dedicam.

Diz se pelas estradas que o Domo é freqüentado, em sua maioria, por velhos magos e sacerdotes, que levariam ao lugar seus pupilos, a fim de oferecer lhes lições de humildade. O verdadeiro propósito da estrutura, contudo, é desconhecido pelos Filhos. Correm, é verdade, alguns boatos: os elfos dourados das Florestas de Âmien, por exemplo, parecem acreditar numa lenda que diz haver ali, sob a estrutura negra, uma grande nau élfica, majestosa e tão antiga quanto a Criação, que teria o poder de reunir todos os elfos um dia viventes em uma grande viagem até a Terra de Palier, Deus e criador de todos os elfos de Tagmar, no que seria o último dia de uma existência gloriosa. É claro que tudo, provavelmente, não passa de mito (embora, como já foi dito, nossa relação com os mitos aqui em Tagmar, seja um pouco diferente...), uma história nascida no Segundo Ciclo tornada imortal por milhares de repetições. A explicação mais comum (e a mais cautelosa), porém, é a de que o Domo de Arminus seria na verdade, um túmulo, um enorme mausoléu onde repousa um mago ou ser poderoso existente antes da Grande Falha. É por isso que todas as tentativas de destruição do Domo, quer por magos inexperientes, quer por aventureiros desejosos de ouro, são mal vistas por todos no Mundo Conhecido. Obviamente, mais por medo que por respeito.

Os Mangues


Se em todos os locais antes visitados os estrangeiros são mal vistos e tratados como uma praga, na região dos mangues tudo isso muda. Mas não se engane ao pensar que é um ambiente mais tranquilo e pacífico. Em uma região relativamente pequena existe uma concentração de várias raças como os Sekbets, os Napois, os Gouras, além de diversas criaturas não conhecidas e de hordas de mortos-vivos em geral.

Em meio aos perigos naturais da região, a cidade Uno foi criada por exploradores humanos vindos de Portis. Estes se organizaram e, apesar das dificuldades encontradas, prosperaram e se estabeleceram.

As Estepes Vítreas


é o nome de uma região no meio do Império, que se estende por centenas de quilômetros e é formada inteiramente de cristais e vidro. A viagem, através dessas terras de brilho, é impossível a qualquer órfão de magia. Seus reflexos desorientadores, sua brancura e transparência tornam essa região a barreira natural (?) mais efetiva de todo o continente. Assim, apresenta-se como o grande obstáculo para um contato do Mundo com o Império (localizado a oeste da cadeia de montanhas conhecida como "O Muro"). Muitas ruínas e tesouros, contados pelas lendas, encontram-se nesse grande "deserto". Embora tais histórias de taverna não tenham nenhum fundo comprovado, as Estepes Vítreas, com todos os seus perigos, são, talvez, as paragens mais procuradas pelos caçadores de fortuna do Mundo Conhecido (mesmo que quase todos não voltem...).

Povos nômades e bárbaros


Um dos primeiros povoamentos encontrados são os povos nômades e bárbaros humanos que se estendem por toda a região localizada entre a estreita faixa de terra entre as montanhas e a geleira.

Esta região, apesar de se estender por vários quilômetros, é pouco fértil e de difícil sobrevivência, o que impede a prosperidade deste povo.

Clima


As Terras Selvagens são a região mais fria de todo o mundo conhecido, embora também possuam seu clima geral descaracterizado por magias há muitas eras em efeito. A Geleira , devido a razões desconhecidas, possui uma temperatura glacial em quase todo o seu território. Esta geleira influencia a temperatura de todo o sudeste do mundo, exceto pelos arredores do Domo de Arminus, que misteriosamente tem clima agradável em qualquer época do ano.

Lar é a única região nas Terras Selvagens aparentemente com o clima não influenciado por efeitos divinos ou arcanos. Tem clima temperado, com verões amenos e invernos rigorosos. Finalmente, as Estepes Vítreas são a exceção do Sul do Mundo. O clima nesta região é desértico e exerce influência desde o Sul do Muro até os Mangues e as Galpas.

Além da óbvia manifestação divina sobre o clima tagmariano, a magia exerce influência sensível sobre os eventos meteorológicos. Locais recipientes de grande magia, como as proximidades de Dartel, do Campo Branco, do Domo de Arminus, da Ponte de Palier, bem como de vários outros pontos de menor, mas marcante importância, alteram o mana local e moldam o clima de acordo com as intenções que possuem.

As águas, o relevo e sua fauna


Das montanhas altas, frias, e perigosas de Tagmar, não se poderia deixar de dar destaque a cadeia das Montanhas das Geleiras nas Terras Selvagens. Além de Mamutes, dentes-de-sabre e outros animais não místicos de habitat glacial, estas montanhas também abrigam, entre outras criaturas místicas, a terrível fera das sombras, a temível criohidra e o sagrado lagarto do gelo. Inclusive, uma das inúmeras cavernas que lá existem é o lar de um Dragão de Cristal. Tão misteriosa quanto a morada do dragão, é o paradeiro da sede da Ordem Mística de Ursar, que ornamenta um dos picos das Geleiras com um castelo de cristais de gelo e diamante.

Tão incrível é o frio da geleira que nem os arredores do vulcão Forja e do vulcão Krokanom deixam de apresentar um clima frio. Nas cavernas destes vulcões, existem seres extremamente diferentes. Curiosamente existe a pirohidra, talvez uma adaptação de sua versão do gelo. Em um deles habita um dragão de fogo, em outro habitam gigantes.

Por sua vez na Cadeia Ergoniana se pode encontrar os liquens dourados, capazes de restabelecer toda a capacidade de combate de um indivíduo esgotado. Desta cadeia partem o Rio Lui-Rem, o Rio Ceris e o Rio Gendar que desembocam no Mar de Suz. Seguindo em direção ao sul do Mar de Suz, existe um arquipélago distante da costa, chamado Galpas. As histórias correntes afirmam que este arquipélago era habitado por anões. No entanto, atualmente, o que se noticia é a presença de seres estranhos, chamados pelos pescadores detritões.

Perto do Rio Gendar se encontra o Monte Grendel, lugar onde foi construído o Forte Uno. Este monte serve de marco para o centro dos mangues e do seu cume é possível avistar toda região. É curioso observar que na triangulação entre o Muro e da Cadeia Ergoniana e as estepes vítreas, é fácil de encontrar avestruzes, utilizados como alimento, transporte de carga ou até mesmo montaria em várias das culturas desta região.

O Mar da Morte possui inúmeros recifes, sendo o maior e mais conhecido o Recife dos Afogados, ao sul. Abaixo deste recife se encontra a Baia de Lien, lar de exóticas e mortais sereias. Além do mais, a navegação por mar a dentro não é uma alternativa segura para nenhuma embarcação conhecida. Como já foi destacado, não existe tecnologia de orientação marítima que seja suficientemente precisa para que os barcos não se percam a grandes distâncias da costa. O desvio de um grau em uma rota pode resultar uma vida à deriva no mar ou, na melhor das hipóteses, uma viagem sem volta para uma região desconhecida.

Planícies, desertos, florestas e sua fauna


Das florestas que se encontram dentro das fronteiras de grandes reinos élficos, tem-se também a Floresta de Lar — ou Floresta de Lien. A mata é típica de clima temperado. O solo desta floresta é rico em nutrientes devido, sobretudo, ao processo natural de decomposição das folhas que enriquece o solo. A vegetação é densa com espécies tais como bétula, carvalhos, pinheiros, sequoias e faias. Além dessas árvores, estão presentes também arbustos, plantas herbáceas e musgos. Dos animais que se podem encontrar cita-se: os babuínos, diversos répteis, anfíbios, cervos, javalis, raposas, leões da montanha, doninhas, esquilos, arganazes, morcegos, águias, falcões e corujas. Juntando-se a esta diversa ecologia estão: os sátiros, gnomos, silfos, ondinas, enidas, plantores e unicórnios. Tem-se a notícia da existência de um Dradenar em suas profundezas, e, possivelmente, o último indivíduo de uma das raças mais antigas de Tagmar, um ente, o qual chamam de "O Velho de Lien".

Não se sabe se a Floresta Sombria já tinha este nome, ou se foi batizada assim após habitada pelos elfos sombrios. As árvores destas matas são milenares, de troncos longos e grossos se estendendo por quase uma centena de metros aos céus, por onde espalham suas majestosas copas ocultando o interior da floresta permanentemente de uma iluminação direta do sol, existindo apenas penumbra e escuridão absoluta. Se não fosse pela existência de clareiras, a vida animal sem componente místico seria quase inexistente. Mas, afortunadamente, a fauna e vegetação encontrada é a de clima temperado. Se soma também a existência vegetações estrangeiras da mata por conta da civilização élfica de lá. Esta plantou outros tipos de plantas as quais fazem parte de suas necessidades. Junto com essas mudanças da civilização, suspeita-se ainda que estes mesmos elfos fizeram experiências mágicas com os seres dali, pois muitas plantas e fungos apresentam uma natureza mórbida e agressiva, tal como serem venenosos ou carnívoros. Somados à flora, há muitos animais que também possuem uma agressividade fora do comum além de um porte muito mais robusto que em outras regiões de Tagmar.

Se por um lado os ensolarados desertos contrastam com a penumbra eterna da floresta sombria, seu constante calor diurno é ainda mais habitável para os humanos que o eterno frio glacial da Floresta Gélida de Gingord, nas terras selvagens. Fora o clima gélido não usual em Tagmar, de tal forma que as árvores parecem congeladas durante todo o ano, são ouvidos estranhos sussurros pelos que passam pela velha estrada próxima — a qual une Trisque com a Torre Branca do Sul. Os passantes locais relatam a visão de criaturas albinas, possivelmente de origem mágica.

Outra região gélida que merece destaque são as Planícies Geladas de Enoar. Nas estações quentes, a estrada que liga Trisque com Batel'mor através destas planícies é geralmente bem tranquilo e monótono. Contudo, a presença de um guia se faz extremamente necessária para sua travessia no inverno. As nevascas são muito frequentes nesse período. Além disso, nessa época, vários animais se afastam dos sopés gélidos das montanhas e ganham a paisagem. Mamutes, tigres brancos, ursos brancos, bisões albinos, alces, lobos, entre outros pequenos amimais podem ser vistos com certa frequência pastando nos vastos campos de gelo. Somam-se também os gigantes do gelo que descem as montanhas e utilizam as trilhas da região em busca de caça.

Para finalizar o texto, falaremos dos Mangues, que é uma região extremamente rica em termos de civilizações, fauna e flora. O solo da região é incrivelmente abundante em matéria orgânica. Há sempre no ar um cheiro característico da região capaz de provocar náuseas nos estrangeiros que passam por ali e não estão habituados. Fora da floresta, o solo apresenta locais de águas escuras. Estas são na verdade concentrados de lama que parecem pequenos lagos e riachos. Deve-se ter cuidado ao pisar nessas regiões, pois se corre o risco de cair dentro de um sumidouro. Isto porque o solo dessa região é instável, pois existem áreas onde a lama cobre buracos vazios e, dependendo da pressão exercida, é possível ser tragado terra adentro.

A fauna é rica, misturando componentes de fauna de climas tropicais, pântanos e semi-temperados. Dentre os animais exóticos, destacam-se: o caçador dos mangues, o nilrom e a fera dos mangues. Inexplicavelmente, nesta região, há presença constante de zumbis.

Dentre a flora existente por lá, a planta chamada Pirlam é bastante procurada. Em certas épocas ela produz um fruto leitoso que pode ser utilizado como repelente. Os Salgueiro dos Manguestambém são conhecidos. Sabe-se que a raspa da casca desta árvore possui capacidades analgésicas. Se utilizada como chá, alivia a dor e provoca o sono. É possível fazer um vinho forte e seco a partir de suas folhas que, dependendo da cultura da região, pode ser bem apreciado. No entanto, estas plantas são mais bem conhecidas pelo componente fúnebre em suas histórias. Pela noite, a presença destas árvores amplia a sensação de ansiedade que de dia elas já geram, fazendo com que os seres vejam nelas imagens desesperadoras. Os habitantes locais afirmam que elas se alimentam do sangue dos mortos e que suas raízes são repletas de corpos que elas puxam para si sob a lama. E o pior, as vítimas são encantadas de forma a não resistir o que seria equivalente a um chamado das plantas.

Verbetes que fazem referência

As Regiões de Tagmar, Livro de Ambientação

Verbetes relacionados

Região dos Reinos | Região das Terras selvagens | Região do Império | Região das Ilhas Independentes