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Criado por samuel.azevedo

Meses atrás, na taverna Moedas Pegajosas, propriedade de Dumim Costalarga em Agrimir, Ludgrim.

- Você não sabe quem eu vi mais cedo no marco zero da vila, conversando com o Duque Feldroy. O Soturno.

- Por Selimom, quem será que morreu?

- Não sei, mas ele estava do mesmo jeito de sempre: com sua cabeça encapuzada, aquele medalhão de ferro pendurado no pescoço e segurando...

- Deixe me adivinhar, uma pá. Hahahaha.

- Hahahaha. Isso mesmo, ele segurava a pá.

- Mas desta vez ele carregava um gládio na cintura. Deve ser para se defender de salteadores.

- Mas quem seria louco de tentar roubar ele?

- Não sei. Mas ele parece ser pobre. Acho que a única coisa de valor que carrega é o próprio gládio. Dizem que nem humano é. Acho que ele é um elfo!

- Mentira é humano. Falam que é elfo por ser pálido e loiro. Mas é humano. Vi suas orelhas o dia que minha irmã morreu, são normais.

- Mas isso não garante que ele seja humano!

- Tudo bem, mas elfo ele não é!

- Independente do que seja, o sujeito é assustador. Algumas mães contam histórias para seus filhos que se eles forem desobedientes o Soturno virá buscá-los.

- Que sacrilégio! O homem é um sacerdote! E não é um sacerdote comum. É um servo de Cruine e se chegou a Agrimir uma coisa é certa.

- Morte.

- Morte. Isso mesmo. Alguém morreu e ele veio para sepultá-lo. O estranho é que até os indigentes ele vem sepultar. Faz isso na região toda.

- É porque para os sacerdotes de Cruine todos os mortos são sagrados.

- Mas ele faz isso a quanto tempo? Lembro dele ter sepultado minha mãe. Deve ser bem velho.

- Não. O velho era o Soturno Alastar e ele morreu. Abascal é seu sucessor e tem pouco mais de vinte anos. Lembro dele limpando o templo, ainda criança.

- Não entre na conversa sem ser chamado, velho. A não ser possa nos contar algo sobre ele.

- Me pague uma bebida que eu conto.

- Ele paga uma e eu outra.

- Otimo! Primeiramente, sabiam que Soturno não é um nome. Isso mesmo, Soturno é um apelido. Significa melancólico, sombrio, calado. Agora ouçam bem. Abascal morava no vilarejo abandonado do pântano do Delta do Odem, perto de Brual. Aquele em que uma doença transformou todos moradores em mortos-vivos. Todos menos Abascal. Ele ainda era criança e ficou em cima do telhado da cabana que vivia por dias, até que o velho Alastar o resgatou, depois de exterminar os desmortos. Na época Alastar me contou que Abascal viu seu pai enlouquecer e matar sua mãe e todos seus irmãos, antes de devorá-los. O velho ensinou tudo para o menino e o criou como filho. Mas o mais estranho está por vir. O velho era um milagreiro! E no dia em que morreu Abascal o sepultou e ficou em vigília. No dia seguinte ele também começou a fazer milagres.

- Então... Mudem o assunto! Ele está entrando na taverna.

- Bom dia Soturno! gulp

- Que Cruine abençoe o ocaso de sua vida, velho! Um copo de vinho barato e um pouco de pão e moídos, Dumim Costalarga. Como vai a Rita e as crianças?

- Claro Soturno! As crianças estão crescendo. Rita também. Está cada vez mais gorda! Você é que não parece estar bem. Quem morreu?

- A velha Abigail e seus filhos. Orcos. Devoraram seus corpos. Sobraram apenas cabeças, Estão no saco. Vou leva-las à critpa.

- Pobre Abigail. Primeiro o marido, depois o filho mais velho, Ostor. Agora ela e os filhos menores. Malditos Orcos! Batedores informaram que estão se organizando.

- Obrigado pela informação e pela refeição, meu velho amigo.

- Onde vai, Soturno?

- Cobrar alguns favores. Talvez eu consiga proporcionar alguma indigestão aos orcos que devoraram a família da velha.

***********

Soturno sai à procura de orcos na região. Retorna a Agrimir e fica sabendo da batalha do Forte do Escudo. Um de seus poucos amigos, o taverneiro Dumim Costalarga, bem como sua família, foram mortos e devorados no ataque a Arena de Cruine onde estavam para assistir uma cerimônia.

Soturno descobre por homens do Duque Feldroy que um necromante chamado Tersep aparentemente teve algo haver com o ocorrido.

Ele sai no encalço dele e descobre que possíveis aliados querem se vingar de Tersep também.

*****

Profissão: Sacerdote

Ordem de Cruine

Caracterizações: Deus Patrono Cruine (3), Código de Conduta (-3; sempre adere; sepulta todos os mortos, queimando ou enterrando-os com a pá que ele sempre carrega; enfrenta todos os mortos-vivos e os que ofendem ou profanam o nome de Cruine; fala pouco e é rude quando o faz; vinga sempre inocentes mortos de maneira cruel), Persistente (1), Resistência Extrema (1), Reputação (2)

Equipamento: Roupas do Clima, Armadura de Couro Rígido com Peles para o Frio Extremo, Par de Botas de Montaria, Símbolo Sagrado de Cruine Focus +7, Cinto, Odre, Cota de Malha Parcial, Espada Asa Negra (permite tornar um cavalo alado por uma hora, além de ser uma espada +2, sendo +5 contra mortos vivos e demônios, emitindo uma luz vermelha quando se aproxima a 50 metros de algum), Pá (porrete), Punhal de Prata, Capa da Evanescência (manto com capuz, +1 Nível em Ações Furtivas, sendo que resultado azul ativa Invisibilidade 6), 1 Poção de Cura Completa, 1 Poção de Curas Físicas 5, Pergaminho Divino de Sagração de Itens 6, Pergaminho Divino de Sagração de Itens 7, Pergaminho Divino de Ressurreição 6.

Asa Negra

Manto da Evanescência

Cavalo de Guerra Leve (Olek), alforge grande para montaria, 20 metros de corda, gancho, 10 tochas, 2 frascos de óleo, odre e pederneiras.

Dinheiro: MO2, MP3, MC5

Tipo de Criatura

Raças Selvagens

Ambientação

Reinos / Terras Selvagens

Organização e Habitat

/

Magias e Poderes Especiais

Apelo 3; Aura Divina 8; Contatos 1; Curas Físicas 3; Curas Heróicas 2; Detecções 2; Esconjuração 8; Lâmina de Luz 4; Manipulação de Luz 2; Necroconhecimento 3; Necropotência 7; Piroproteção 2; Quebra de Encantos 4; Ressurreição 4; Sagração de Itens 1.

Peso

50 Kg

Atributos

INT(0), AUR(3), CAR(3), FOR(1), FIS(1), AGI(2), PER(1)


NomeEstEFEHDefesaAtaqueLMP100%75%50%25%RFRMMoralKarmaVB
Soturno Abascal 815(34)0M3Espada131072116116911/2418
Lança leve843171395
Porrete430131074
Punhal610131074