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Criado por carlos azevedo

Rúbeo Toca-funda II

A família

Romero nasceu em uma família muito influente e rica. Primo de Ednaldo Toca-Funda, sucessor legítimo da família teve uma vida complicada. Sabia que nunca herdaria os títulos de seu tio, não que isso importasse para ele, mas de certo era importante para seu primo que viva lembrando-o disso.

Vivia a sombra do herdeiro, arrogante, pedante mas a criança mais importante do condado. A vida era complicada. Muita cobrança não apenas por parte de seus pais mais também por toda a família. “Somos uma imagem a ser seguida!”, Os Toca-funda são o exemplo do que é ser um Pequenino.” Nada disso me representava e acho que o mesmo se aplicava ao meu avô, de quem herdei o nome. O estranho é como ele conseguiu este nome. Meus bisavô e bisavó estavam fazendo uma viagem para o extremo sul quando ainda eram jovens. Lá conheceram um rastreador rúbeo que guiou a comitiva. Foi uma viagem cara e muito perigosa. Bisa ficou grávida durante a viagem, mas só perceberam depois de cruzarem para as terras bárbaras. Este rúbeo salvou a vidada deles algumas vezes e fez o parto da Bisa, em troca eles queriam dar o nome dele ao filho, e por sei lá qual motivo, deram o nome de Rúbeo. Não sei o que foi pior, darem o nome de uma raça, sei lá para seu filho ou meus pais fazerem essa homenagem a ele. Rúbeo Toca-funda I não seguiu o esperado pela família, fez sua vida no mundo e depois de décadas retornou quando a família mais precisava dele. Com uma dívida enorme e prestes a falirem, tiveram de vender parte do que possuíam, inclusive parte do que chamavam de banco, ideia na época pouco difundida e meu avô deu a maior parte de sua riqueza para a família. Bem que eles podiam ter deixado ele no comando, assim eu seria o herdeiro hoje e não teria de aturar o chato do meu primo.

Durante a adolescência as coisas mudaram pouco. Ele sempre aparecia para chamar a atenção para ele, até de minhas namoradas só porque ele era quem era. Mas isso foi o de menos. Em uma família assim tem sempre cobras e abutres a espreita, só esperando a oportunidade de tirar um pedaço. É... A vida era complicada. Muita gente nos odiavam muitos mais fingiam gostar de nós e todos tentavam dissuadir alguém, comprar a fidelidade de nossos funcionários ou dos próprios membros da família.

Certo dia uma acusação foi levantada contra meu tio. Uma acusação séria que poderia levar a morte ou ao ostracismo e de certo isso não acabaria só com ele mas atingiria outros, provavelmente meu pai estaria entre os atingidos. Na época frequentava muito uma taverna chamada Carneiro de Ouro e lá se apresentava um músico e acabamos ficando amigos, na verdade era impressionante como ele tinha amigos. Logo no início das acusações, ele me ajudou a segurar minha barra, e decidiu me ajudar, não sei como faria afinal ele era apenas um músico, não tinha nem como chegar perto dos salões de minha família quem era ajudar, mas foi o que ele fez. Não podia simplesmente ficar a frente, mas ele me mostrou o que estava acontecendo, ele descobriu uma trama contra meu tio, pois ele era oposição a algumas ideias que conflitavam com as ambições de um comerciante humano muito rico que era um dos sócios do banco.

Este músico conseguiu reunir provas e testemunhas, passou para mim essas informações e me ajudou a montar como iria divulgar essas informações e defender minha família. Meu pai e minha mãe ficaram cientes e foi uma surpresa ao perceber que meu pai conhecia esse músico, ele se apresentava como Dimitri Aabrantes, mas seu verdadeiro nome era Henri de Bragança, filho do Duque de Bragança, de Conti. Ele assumiu que este mesmo comerciante armou para sua irmã caçula, ele é uma espécie de agente que faz o necessário para que seu contratante consiga alcançar seus objetivos, ao que parece ele não está trabalhando para alguém, agora, mas suas ações fizeram com que seu pai o Duque não tivesse opção se não ceder à mão de sua filha mais velha para um nobre de quem tinha pouco apreço. Por isso ele estava de olho no comerciante fazia tempo e que reunia as informações de tudo aquilo fazia tempo, mas seu nome não poderia ser vinculado a isto e de certo, não podia ser feito pelo acusado.

Depois que todos nos entendemos pude defender meu tio, as provas eram irrefutáveis e o comerciante foi preso, sua parte no banco foi confiscada e seu nome manchado.

Os olhos dos membros da família e todos que tinham relação com ela se focaram em mim por um bom tempo. Recebi os elogios e agradecimentos que pertenciam a Henri, não gostei daquilo, mas não podia fazer diferente. A única satisfação era que pela primeira vez eu era o foco das atenções, não meu primo e por incrível que pareça, ele não estava descontente, parecia até um alívio para ele.

Com seu trabalho feito, após alguns dias, Henri decidiu que estava na hora de partir, mas não voltaria para casa, continuaria seguindo com sua vida de entretenimento. Com a permissão de meu pai acabei por seguir caminho com ele. Achei muito estranho por ele ter aceitado tão bem, e depois percebi que com todo o acontecimento era bom eu me afastar, havia muitas pessoas poderosas descontentes e podiam querer fazer alguma retaliação.

Henri, ou como gosta de ser chamado Dimitri Aabrantes revelou ser mais do que um simples músico. Ele me ensinou a arte, os truques da noite, e como manipular as mentes e os corações, como inspirar e levar alegria a plateia. Eu me apresentava não com meu verdadeiro nome, mas assim como ele, criei um nome artístico, era apresentado como Mick Jagger. Passei um ano viajando pelo mundo, então voltei para casa, mas até hoje mantenho algum contato com Dimitri Aabrantes. Vivi outros seis meses incógnito, avaliando os acontecimentos desde que fiquei fora, arrumando espiões nas ruas e becos e nas casas dos nobres para só então retornar a cidade como Rúbeo Toca-funda dando seguimento aos interesses de minha família. Meu tio logo me deu um cargo no banco e meu status subiu. Dentre as diversas atividades que meu cargo exigia descobri várias pequenas falcatruas difíceis de serem observadas, bem como muita intriga envolvendo tanto a família como os que são próximos a ela, não que fosse uma novidade, mas agora entendia melhor o que significava tudo aquilo. Com o passar dos meses, meu tempo fora de casa deixou de ser assunto e conforme os anos foram passando tratei de me tornar cada vez menos dispensável tanto para a família e sociedade, quanto para o banco.

Tentarei interpretar um personagem que de um modo geral é bom, mas seus pais e irmãos mais novos (não falei deles no prelúdio) são prioridade. Sua ambição é dar um passo além de seu pai, aumentar o poder, recursos e influencia que seus pais possuem e que um dia herdará.

Não tem o costume de mostrar suas habilidades, e sempre que o faz é de forma que ninguém descubra.

Galante, teve experiências com todo tipo de mulheres que passou em suas andanças, aprendeu muito sobre a arte da conquista e o que vem depois.

Apesar de suas atividades, acabou por obter uma fama não muito agradável de conquistador, iludindo moças até mesmo as comprometidas. (pequeninas, já que o meio em que vive é predominante de sua raça, mas também humanas ou meia-elfas que ninguém associaria.)

Usa de servos das outras casas e de pessoas do comércio, gente de rua, prostitutas e todo o tipo de pessoa para obter informações de todo tipo, quem chega, quem vai, o que falam nos bordeis, e nas casas nobres, junta as informações e as usa a seu favor para impedir um plano em andamento ou para dar início a um plano.

Tipo de Criatura

Criaturas Místicas

Ambientação

Reinos

Organização e Habitat

/

Peso

35 Kg

Atributos

INT(1), AUR(2), CAR(3), FOR(0), FIS(1), AGI(2), PER(2)