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Dzaren

Prefácio

Já é o começo da noite e a feira de cerâmica ainda está cheia de compradores que vieram de cidades distantes. A vida na cidade de Esmir parece nunca termina e negócios são feitos dia e noite nas tabernas regadas a chá, cerveja ou vinho, a escolha do comprador.

Al Handar é um dos vendedores mais bem sucedidos da cidade, sua fama chegou às cidades mais distantes, como um homem honesto e justo, mas muito hábil na arte da negociação. Sua riqueza é conhecida e apesar de tudo leva uma vida simples, poucos são aqueles que se colocam entre ele e um bom lucro.

Após uma noite longa Al Handar está voltando de um negócio proveitoso. A troca das cerâmicas pelos tecidos antigos para muitos comerciantes teria sido considerado um o negócio desastroso, mas estes não têm olhos aos detalhes não perceberiam que o tecido “velho” é uma relíquia do reinado de Senaquerib, ou seja, uma pequena fortuna.

Colecionadores e ricos nobres pagaram muito caro para ter o tecido e o investimento renderia no mínimo quinze vezes o valor das cerâmicas trocadas. Mas agora não são os negócios que ocupam a mente de Al Handa, mas sim três figuras encapuzadas que o segue.

Apesar de tentar despistar seus perseguidores, estes o acompanham até a entrada do Beco da Taberna da Serpente Escarlate. Logo que entra no beco, as três figuras se apressam, contudo perde de vista Al Handar. Por longos minutos vasculham tudo e nada vêem, voltam a apressar o passo na esperança de alcançar sua vitima que talvez esteja a algumas quadras a frente.

À medida que o som dos passos fica cada vez mais distante e a calma retoma o beco, uma figura pouco a pouco vai ressurgindo da escuridão até se tornar visível novamente.

O esforço para tanto é demasiado e suas pernas tremem e ajoelha-se no chão. Naquele momento se alguém tivesse fitado os olhos de Al Handar teria percebido uma mudança sutil, algo que denotaria claramente não ser humano.

O trajeto restante até sua morada é calmo e sem mais imprevistos. Ao entrar em seu lar sua forma por final de desfaz e o humano dá lugar a um Dzaren, que calmamente se sente e saboreia o chá quente trazido por sua escrava.

Introdução

Conheça o coração dos homens e saberá que mesmo a melhor da intenção é coberta de segundas intenções.
Fertus, Conselheiro da Comunidade de Aktar

Localização

A sociedade Dzaren está localizada na região conhecida como Planalto Central. Outros assentamentos podem ser encontrados em comunidades humanas mais a leste e grupos nômades que vagam pelo deserto.

Geografia

O Planalto Central como é a região central do Planalto Vermelho é a região mais importante, onde são depositadas anualmente toneladas de areia trazidas pelos ventos vindos do leste.

A região é um grande deserto de coloração avermelhada com algumas centenas de Montanhas quase verticais que se destacam na paisagem.

A região também é conhecida como Bacia Sagrada das Areias devido o deposito de areia trazida pelas tempestades de areia. Está areia depositada vai formar os grandes rios de areia que correm pela região.

A região é um imenso planalto inclinado quase 45 graus para o leste, fazendo com que a areia corra para leste depois de depositada, criando o efeito de um rio em movimento. Alguns locais a profundidade e a largura causada pela erosão da areia nas rochas pode facilmente engolir um cavalo e seu cavaleiro.

Quando se fala do Planalto Central, não se pode deixar de lembrar das Montanhas Oásis. A erosão causada pelo vento e os grãos trazidos por eles, moldou as montanhas tornando suas paredes íngremes, quase como imensas colunas que tentam alcançar o céu, transformando em fortificações naturais. É neste local que os Dzaren ao longo dos anos transformaram o interior das montanhas em locais seguros para sua sobrevivência contra os rigores ambientais da região e posteriormente ao expansionismo Ksaro.

As grandes montanhas a oeste impedem a passagem das nuvens vindas do oceano trazendo água para a região. Tanto que o local é um dos mais secos do Planalto Vermelho onde a água é obtida principalmente dos raros e disputados poços existentes no interior das Montanhas Oásis.

Clima

O clima na região é muito seco e a escassez de água é um dos grandes problemas para a população local assim como para os animais e vegetais da região. A temperatura média local fica em torno dos 42 ºC durante o dia e a noite com 3ºC, podendo chegar a -5ºC, em algums meses do ano.

Fauna e Flora

A fauna local é quase inexistente devido aos rigores climáticos locais, mas a vida mesmo nestas condições adversas sobrevive mesmo em menor quantidade.

História do reino

Segundo Ciclo

Em um passado que o tempo é incapaz de ser contado e os deuses caminhavam entre os mortais, os Dzarens eram os filhos preferidos da deusa Sarina. A eles foi dado poderes acima de qualquer outra criatura mortal e ficariam incumbidos de proteger as obras dos deuses principalmente as criadas pela deusa mãe.

Devotos aos designos dos deuses, os dzaren viveram em harmonia com a terra, os animais e os vegetais e sendo este um equilíbrio encontrado por poucas das raças irmãs.

Quando os deuses partiram do mundo mortal e deixaram seus filhos, muitas da outras raças sucumbiram a violência e o desespero. As primeiras guerras surgiram e a morte se tornou uma constante no mundo.

Devoto dos deuses, os dzarianos tentaram por todos os meios pacíficos trazer a paz ao mundo até que o massacre chegou as suas cidades. Centenas perderam suas vidas e por fim foram obrigados a seguir para o Oeste com outras raças e grupos, como descrito nos Pergaminhos de Amagor.

Ao contrário de outras raças, os Dzarianos jamais viriam a formar um reino entre os nove que surgiriam. Viveriam em pequenas comunidades integradas aos povos locais, mantendo-se distantes da política ou do conflito.

Os dzaren se consideravam simples zeladores, aqueles que guardam as obras, mas optaram por não interferir na ação de seus irmãos, mesmo que as ações que tomassem levasse a destruição das obras da deusa Sarina.

Consideravam que seus irmãos aprenderiam com o tempo e tornariam-se devotos de Sarina e aprenderiam a respeitar as obras da deusa.

As comunidades ao longo dos anos prosperaram e cresceram, envoltas em uma proteção e conforto dados pelas outras raças que governavam os nove reinos.

Contudo tão logo a Guerra dos Extremos ocorreu a violência que antes testemunhavam agora faziam parte.

As comunidades dos reinos de Flenura, Cassia, Galancia, Haastor e Juaria vivenciaram o horror da guerra e a perda de seus familiares e amigos. Algo que mudou profundamente os sobreviventes e sua maneira de pensar sobre as demais raças.

Estas comunidades acabaram se aproximando pela dor e foi Lansois Slaris que pela primeira vez esboçou a raiva e a frustação que sentia. Havia perdido todos que amou na guerra tornando-se amargurado.

Quando abraçou a ideia da vingança, foi expulso de sua comunidade em Flenura partindo então pelo mundo em direção ao Leste. Foi durante estas andanças que alcançou o mais extremo das terras do leste e entrou em contato com outros povos.

Lá descobriu colégios de magia poderosos e um culto que desafiava a vontade dos deuses. Assim como ele, muitos outros também estavam insatisfeitos com a existência e pretendiam mudam seus destinos.

Por longos anos Lansois Slaris acumulou conhecimento e estudou arduamente. Conseguiu a confiança de seus mestres e retornou então para sua terra como um grande mestre.

Durante este tempo que esteve fora muito havia mudado. Os antigos líderes das comunidades Dzaren haviam sido depostos e as comunidades dos reinos

Durante a Guerra da Vingança os Dzaren das comunidades dos reinos de Flenura, Cassia, Galancia, Haastor e Juaria juntaram-se para participar da Guerra da Vingança.

Este foi o marco divisor dentro da cultura Dzaren, onde passam de zeladores para guardiões. Estas comunidades utilizaram de suas habilidades para manipular e controlar a ação de seus “aliados” a fim de conseguir alcançar a vingança que tanto almejava.

Neste ambiente fértil de vingança e dor, Lansois Slaris fundou o culto da serpente no oeste. O culto tinha objetivos bastante desejados pelos nobres e rapidamente se difundiu entre os nove reinos.

Mais que simplesmente ter a imortalidade, Lansois desejava a vingança contra todos que considerava responsável por sua dor. O culto era o meio que permitia alcançar os nobres e outros grupos sociais de outras raças de forma a colocar seu plano em prática.

Dentro do Culto da Serpente Lansois criou a elite que através de suas riquezas e poder tinham acesso a elixires especiais que permitiam estender a vida de forma anormal.

Estes se tornavam dependentes do elixir para sobreviver e ficavam a mercê de Lansois. Foi através dos planos maquiavélicos de Lansois que mais uma vez os nove reinos mergulharam em uma grande guerra e decretou o fim de sua era.
Lansois havia criado intriga para levar seus inimigos a Guerra Fratricida. A guerra atingiria as outras comunidades Dzaren, mas a dor que sentia o cegou para tudo e para todos.

Centenas de milhares morreram.

O culto da Serpente cresceu em poder e influência. A rede de intriga fomentava a guerra, seja através da intriga, pelo assassinato ou pela traição.

Ao longo deste tempo, os demais dzaren que não pertenciam ao culto de longe somente observavam os acontecimentos e mesmo quando os reinos que viviam foram destruídos pela guerra, eles não se intrometeram.

Lansois e seus associados por longas décadas atormentaram a região enfraquecendo todo e qualquer grupo que pudesse vir a se colocar entre seus desejos de dominação da região. Os anos passaram e o que era a serviço da deusa logo se tornou o que lhe conviesse ou que lhe favorecesse.

Por fim as demais comunidades dzaren acabaram se dispersando com outros grupos e se fragmentando ainda mais pela região.

Com a chegada das tropas dos Reis-feiticeiros Arcondi, as forças locais estavam demasiadamente enfraquecidas e rapidamente os povoamentos humanos foram escravizados e destruídos.

Os dzarens que haviam construídos comunidades junto aos humanos e fugiram para o Planalto Central e fundando colônias dentro das montanhas oásis.

Durante este período de dominação local pelas forças dos Reis-feiticeiros Arcondi um novo culto religioso foi formado, este passou a ser conhecido como o Culto das Areias. Ao contrário do culto da serpente que jamais foi vinculado politicamente dentro da sociedade dzaren, sendo simplesmente uma sociedade secreta. O culto das areias foi uma segmentação de membros religiosos da comunidade religiosa dzaren, os Devotos de Sarina.

Quando os sacerdotes pregavam a não intervenção e o respeito aos mistérios dos deuses, um grupo de dissidentes formou um grupo de dzarens insatisfeitos com as condições que viviam e a brutalidade do domínio dos reis-feiticeiros para iniciar uma revolta armada.

Os anos que se seguiram, outras centenas de pequenos grupos de rebeldes apareceram, mas foram os membros do Culto das Areias que melhor estavam organizados e mais efetivamente causavam estragos.
A batalha de escaramuças enfraqueceu por anos o controle do Planalto Central e permitiu o trafego de suprimentos a outras raças insurgentes.

Terceiro Ciclo

Então veio o grande cataclismo que reformou o mundo. O domínio dos reis-feiticeiros arcondi a cada dia diminuía e por fim suas tropas ficaram fracas demais para resistir as investidas dos Ksaros e dos Skorpios.

Aos dzarens ficou a vergonha de saber que Lansois e os seus foram diretamente responsáveis pela morte de centenas de milhares de pessoas nas Guerras Fratricidas e também terem possibilitado o avanço das tropas invasoras dos Reis-Feiticeiros na região.

Foram necessários vários anos até que novas comunidades de dzaren secretamente se estabelecessem na cidade de outras raças.

Os dzaren ao longo do tempo passaram a se tornarem pequenos clãs , formando assim pequenas unidades política independentes, enfraquecidos por lutas internas.

Os clãs lutam entre si não somente pelo controle das Montanhas Oasis, mas pela supremacia do deserto e controle do Planalto Central. Uma guerra interminável já que nenhum dos clãs tem força suficiente para manter o controle e subjugar seus adversários.

Com o ataque dos Ksaros a região do Planalto Central com o intuito de anexar novas terras a seu império, os clãs Dzaren colocaram suas diferenças de lado. Nos anos seguintes a instalação da cidade Ksaro no Planalto Central, centenas de ataques foram feitos e uma tática de guerrilha enfraqueceu as tropas locais.

Deste confronto surgiu Saxdas, do clã Altrai, que elaborou um plano perigoso e ousado. Sob seu comando, os aliados de Saxdas se infiltraram não somente nas comunidades Ksaros como também nas Skorpios. O objetivo era criar uma tensão entre eles e leva-los a guerra.
Interceptando mensagens e enviando mensagens falsas a patrulhas Ksaros, Saxdas fez com que as forças Ksaros avançassem profundamente no território Skorpios dando a impressão que uma grande investida seria feita contra eles.

Em contra partida, seus aliados disfarçados de Skorpios fomentavam a desconfiança e a raiva dentro das comunidades Skorpios. Quando plantam planos de invasão que são descobertos pelos Skorpios, estes partem para as Terras do Sul no Vale de Cannor para destruir seus inimigos.

O ataque apesar de não ser um sucesso como Saxdar esperava, com a destruição das Terras do Sul, ao menos é capaz de expulsar definitivamente as forças Ksaros do Planalto Central.

O sucesso parcial de seus planos não apaga seu triunfo e Saxdar torna-se um herói entre os Dzarens. A sua ascensão dentro da sociedade permite que em torno dele crie-se uma unidade política cada vez mais centralizada.

Alguns dos clãs de várias montanhas oásis passam a se alinhar em ideias com Saxdar e pouco a pouco se começa a existir um esboço de unidade políticas, apesar dos clãs ainda serem unidades descentralizadas e com conselhos políticos próprios.

Governo

Sistema de governo é descentralido, onde cada Narrari é comandada pelo seu próprio Grande Conselho.

Grande Conselho

Qualquer membro da sociedade Dzaren pode pertencer ao Grande Conselho. Estes são escolhidos em votação aberta pelos membros da comunidade e permanecem no cargo de forma vitalícia sendo que pode ser retirado nas seguintes situações: os membros da comunidade considerem que este deva se retirar do conselho ou abdique do cargo. O conselho é representado por dois por cento do número total de dzarens que compõem a Narrari.

Carnoi

Um título alcançado por um ex-membro ou atual membro do grande conselho. É visto com grande respeito e consideração pelos demais membros da Narrari. Muitas das vezes acaba por servir como mediador em questões de disputa ou como conselheiro de um outro Carnoi. A escolha para este cargo é feita pela indicação de outros membros da sociedade e apoiada pela maioria.

Elmarin

Como são conhecidos os sacerdotes de Sarina, dzarens que dedicam sua vida ao sacerdócio e considerados como criaturas sagradas, intocadas e respeitadas. A posição de Elmarin não permite ingressar na vida política da Narrari, mas como conselheiros a um Carnoi.

Lazans

Como são conhecidos os guerreiros do deserto vermelho. É o exército de cada Narrari e ficam incumbidos da tarefa de defender e manter secretas as comunidades.

Agem em grupos de no máximo 12 indivíduos, usando táticas que guerrilha, atacando a distância e fugindo. Emboscadas são a principal tática destes guerreiros, preferindo muitas das vezes atacar durante a noite.

Não são poucas as situações em que grupos de humanos são capturados e substituídos por Dzarens que se infiltram nas forças militares e assumem até mesmo funções de hierárquicas superiores, para futuramente causarem sabotagens.

Economia

A economia dos Narraris é baseada na pequena agricultura que garante a sobrevivência da população local e quando ocorrem grandes safras (raro) é feito a troca com outras comunidades ou armazenado.

Apesar da pequena atividade comercial entre os Narraris, o comércio local é prospero apesar de religiosidade os Dzarens não aceitarem o lucro como uma ação voltada à deusa e a comunidade.

Relações com os demais povos

Conseqüentemente devem ser manipuladas pelos dzaren por diversão e autodefesa.

Os humanos
No passado o contato com esta raça mostrou serem estes perigosos e muito primitivos. Desde então os dzaren evitam contatos prolongados com estes, apesar desta raça estar cada vez se tornando mais comum no deserto.

Os bestiais
Um dos maiores perigos encontrados nos Bestiais é a capacidade de perceber a presença Dzaren depois de algum tempo. A impossibilidade de um dzaren de alterar o cheiro que exalam acaba por denunciar sua presença sendo mortos imediatamente.

Os Crimsons
Sádicos e cruéis são as definições comuns aos crimsons. A morte de um dzaren quando pego é lenta e cruel, preferindo este tirar a própria vida. Os crimsons têm especial aversão a estes os considerando como seres falsos e traiçoeiros.

Os Ksaros
Apesar de um passado repleto de conflitos os Ksaros são considerados aliados honrados que devem ser respeitados. Alguns líderes dzaren consideram alianças com Ksaros em momentos oportunos, mas jamais deixar se cegar pelas promessas futuras.

Os Skorpios
Os Skorpios são considerados brutais e perigosos, um dos poucos capazes de perceber a presença Dzaren, independente da magia usada para camuflar a sua presença. Não existe forma de dialogo e considerados como animais selvagens.

História Recente

Com o período crescente de relativa paz, novas comunidades cresceram ao longo da região das Montanhas Oasis. Em pouco mais de setenta anos a população rapidamente dobrou de tamanho e com isso o dominio da localidade foi rapidamente assegurado.

As ações de combate na região feitas pelos Ksaros com o intuito de expulsar os Dzarens não teve efeito e escaramuças dos dois lados somente manchou de sangue o deserto sem qualquer conquista para ambos os lados.

Dentro dos Narraris a situação contudo tem sido diferente. Com a crescente influência de Saxdar, existe uma tendência natural entre eles de torna-lo uma figura de líder.

O crescente poder de Saxdar dentro das Narrari, coloca muitos dos líderes locais com medo de perder sua influência e causa desconforto no Culto das Areias que buscou durante todos estes anos se estabelecer como núcleo de poder.

Culto das Areias.

O culto da areia é a base fundamental para a sociedade dos sem forma. Assim como a areia é sem forma e preenche as fissuras e pode ser moldada, assim eles se vêem.

Durante o periodo de combate as forças dos Reis-feiticeiros, haviam dúzias de grupos rebeldes, cada qual com sua cadeia de comando e objetivo próprio. É bem verdade que a falta de um comando central impossibilitou a desarticulação dos rebeldes, mas também impedia ações mais efetivas por parte deles, devido ao reduzido número de combatentes que possuiam.

Após a derrota das tropas dos Reis-Feiticeiros Arcondi, a disputa entre os grupos rebeldes remanescentes pelo poder dentro da sociedade Dzaren aumentou.

Membros pertencentes a lideranças locais foram lentamente influenciados pela força dos lideres rebeldes que assumiram o controle de grande número de Narraris que passaram a ser fundados.

Apesar de um Narrari ser uma assembleia, grande parte dos participantes passaram a ficar influenciados por um grupo ou outro de rebeldes. Atualmente o grupo mais influente entre os rebeldes é o Culto das Areias, controlando diretamente as Narraris externas das cidades de Ascal, Gath, Kamaris, Mirsin, Sanon, Tilissos e Cânia, assim como as Narraris de Shaal’henar, Saa’ain, Olchai’aib, Bal’rt e Thenar’alzar.

O predominio da influência da facção Culto das Areias expõem uma ideologia baseada no fanatismo religioso e na revolta contra as demais raças, em especial a humana.

Criados nos clãs quando assumem a idade madura partem para as colônias distantes, onde passam a fazer parte das comunidades humanas mais a leste, além das terras vermelhas.

É a partir do culto da areia que existe o grupo de fanáticos que integra o braço armado deste povo e fazem combates de guerrilha as tropas dos Ksaros na região.

São assassinos em sua grande maioria, sem qualquer escrúpulo cometendo as maiores barbaridades contra os Ksaros sob o pretexto da liberdade e mergulhados no fanatismo religioso.

Assim como outros grupos rebeldes, os membros do Culto das Areias tornaram-se famosos pela coragem em combate, sendo que seus membros mais capazes tornaram-se lendas. As Narraris externas, como são conhecidas as comunidades Dzarens escondidas em cidades humanas, grande parte é comandada pelo Culto das Areias e tem o objetivo de influir diretamente na política dos reinos.

Os Dzarens

São semelhantes a seres humanos. O olho tem pupila, mas a íris cobre todo o resto.

Possuem presas afiadas e retrateis. Visão apurada e audição boa, mas olfato deficiente.

Sociedade igualitária, as decisões tomadas no grande conselho, cujos membros eleitos por todos os dzarens.

Religião: culto a natureza e ao trio de deuses ancestrais.

Cultivam a dança, música, vaidade, paixão e competições físicas artísticas e mentais. Apreciam a capacidade de manipular os outros e subjugá-los fisicamente.

Honrados no que se referem os acordos e alianças e juramentos.
Nunca ferem filhotes de qualquer espécie.

Cidadelas ocultas em: planalto vermelho, montes kawadiz e tauran. E comunidades ocultas nas cidades birsas, dictineas e imperiais.

As outras raças: bestiais, humanos e crimsons são extremamente primitivas e perigosas. Consequentemente devem ser manipulados para diversão e autodefesa. Os Kzaros são considerados honrados e respeitados.

Sociedade


Costumes

O dzaren é um povo discreto e calado fora de sua comunidade, vivendo entre outros povos de maneira incógnita ou disfarçada, contudo dentro de suas Narraris alteram profundamente suas maneiras. Estes cultivam as qualidades do bom humor, dança, música, vaidade, paixão e competição.

A arte da manipulação e os jogos mentais são algo muito apreciado na sociedade Dzaren, sendo considerado normal até mesmo na relação afetiva e familiar, desde que não ocorra em dano físico, contudo a capacidade de subjugar fisicamente outro individuo é estimulada e aceita. As competições são constantes e bem vistas pelos mais velhos.

Outra característica marcante em sua sociedade é o respeito aos mais jovens, de crianças e filhotes de qualquer espécie que jamais são feridos, desde que não apresentem perigo imediato para um dzaren.

Todos aos conhecimentos adquiridos durante os séculos são guardados pelos grandes anciões em pergaminhos e ensinados aos mais jovens. São estes que mais tarde trarão novos conhecimentos para a comunidade após seu retorno das sociedades humanas no além das terras vermelhas.

Sua maneira de se vestir é simples com o enrolar de tecidos pelo corpo. Estes tecidos são confeccionados a partir de fibras vegetais obtidas dentro dos jardins dos oásis. Assim como em todos os aspectos de sua existência, nada em sua cultura é fixa, existe uma fluidez em sua forma, com uma arquitetura baseada em curvas ou sem estilo próprio sendo mais uma cocha de retalhos, onde várias técnicas de diversos povos foram usadas em diversas situações.

Este povo preza muito o silêncio e as técnicas de meditação, assim como desenvolveram uma das mais poderosas técnicas de combate corpo-a-corpo para imobilizar ou até mesmo matar seu adversário de forma silenciosa.

É um povo simples, sem a ostentação material, onde sua maior riqueza é o conhecimento e a sua religiosidade.

Maior idade

A maior idade é conseguida por um jovem dzaren independente do sexo quando alcança a capacidade de se tornar invisível. Quando um jovem dzaren passa a adquirir a capacidade de se tornar invisível, este é logo levado aos sacerdotes de Sarina e treinado para que possa passar desenvolver a habilidade e adquirir o status de adulto perante a sociedade.

Narrari

Como são chamadas as comunidades dzarens. Mais do que um simples local de reunião, seja um oásis ou uma casa, a idéia que transmite é a de união, de grupo dentro de uma região.

Para que seja considerada uma Narrari, basta que haja do mínimo dois Dzarens que façam reuniões regulares. Sendo este local considerado sagrado e o sangue não pode ser derramado em respeito à deusa Sarina. Antes de começar qualquer reunião é feito um culto a deusa e é pedida sua bênção para todos os presentes.

Montanhas Oásis

As Montanhas Oasis são grandes cidades criadas no interior destas montanhas. Rede de túneis e salões se interliga a uma grande área ampla escavada no interior da montanha. O objetivo é criar um local protegido dos ataques externos, das tempestades de areia e por fim permitir o desenvolvimento das árvores frutíferas que alimentaram a população do Oasis.

Água

A água é outro importante fator de sobrevivência e é tratada como uma fonte de riqueza. Apesar dos oásis disporem de uma reserva, está não é abundante e é protegida por todos e é graças a esta limitação que o povo sem forma não é tão numeroso como no passado.

Boshinai


Técnica milenar de trabalho e preservação das arvores onde a poda as raízes e dos galhos permite que a árvores se torne mais robusta e de pequeno porte onde fica preservada dentro dos Oasis.

Salcanis

Como é conhecida a grande tempestade de areia que ocorre no final de cada mês. É um evento natural importante e muito conhecido na região, quando por dois dias o céu é tomado por grandes ventos carregados de areia e o Sol fica obscurecido.

Al Guiar Thar

Assim é conhecido o grande Ciclo das Areias, quando o Salcanis trás a areia que ira formar por mais um mês os rios de areia que cruzam o Planalto Central e “deságuam” está areia no Deserto Vermelho mais a leste. Através deste fluxo continuo os Dzaren desenvolveram uma cultura ajustada as tempestades a ao movimento sempre constante da areia que se encontra a sua volta.

A Morte

As cerimonias dadas ao morto são bastante simples, com uma pequena canção prece feita ao Pai Céu e a entrega do corpo no salão dos ossos, onde a carne será consumida pelos Lai-tus (Reptais voadores) que vivem nas encostas dos rochedos e se alimentam exclusivamente de carne.

Para os Dzaren, o consumo da carne pelos Lai-tus permite a libertação da alma sendo está guiada para os céus em direção aos campos celestiais. Os ossos são então recolhidos e triturados até se tornarem pó. São adicionados a argamassa que é usada para reforçar tuneis e casas dentro da Narrari.

Poderes natos

Todo dzaren possui três poderes natos e que podem ser usados três vezes ao dia sem haver gasto de karma.
Mutação – É o primeiro poder manifestado em um dzaren, ainda durante a infância e que até alcançar a idade adulta tem controle completo sobre ele. (nível 1 e 3)

Invisibilidade – É o segundo poder manifestado em um dzaren e ocorre logo após a idade adulta. Apesar de ser um poder inerente a cada dzaren, existe a necessidade de treinamento para aprimoramento desta capacidade, o que leva alguns membros da comunidade ter um controle maior do que outros. (nível 2)

Transferência – É o terceiro poder manifestado em um dzaren e requer maior controle e capacidade do individuo. O poder de “transferência” funciona da seguinte forma: o dzaren escolhe uma vítima e as subjuga fisicamente ou magicamente. A vítima é colocada em um torpor (se estiver consciente tem direito á uma

Resistência à Magia contra Força de Ataque igual ao estágio do dzaren) e aprisionada magicamente no solo ou em uma área. O dzaren assume a forma da vítima (imagem, voz e maneirismos perfeitos, apenas o odor não é exatamente igual) e seus conhecimentos técnicos e pessoais. Usando a forma da vítima os dzaren podem usar seus poderes mágicos mais os encantos que a vítima souber, mas não absorve os pontos de Karma da mesma. Enquanto a vítima estiver aprisionada em torpor o dzaren pode sustentar a forma dela sem problemas, se a vítima for libertada ou morta o dzaren imediatamente assume sua forma verdadeira e perde acesso aos encantos da vítima.

Os dzaren usam esse poder para se infiltrar entre os humanos, Crinsom e bestiais. Vaidosos e ousados, os dzaren preferem assumir a forma de seres importantes, bonitos e do mesmo sexo que eles ou elas (em algumas situações assumir a imagem alguém do sexo oposto torna o disfarce impossível). Os dzaren evitam assumir a forma de sacerdotes importantes que tenham poderes divinos. Não convém brincar com os deuses.

O Juramento

A palavra na sociedade Dzaren tem um grande peso e a promessa é algo sagrado e nunca pode ser quebrada, contudo existe um cuidado todo especial em fazê-la de forma a não deixar brechas no juramento. A mente aguçada de um dzaren sempre busca forma de burlar tais juramentos.

O Mestre deve lembrar que o dzaren sempre cumprirá sua palavra, mas a promessa deve ser cuidadosamente enunciada. Ex.: “Prometo que não matarei vocês.” É uma promessa que não impede o dzaren de aprisionar, espancar, torturar delatar os personagens ou mesmo ordenar que outros os matem.

A dança

Tanto para os machos quanto para as fêmeas, a dança é um aspecto importante de sua cultura e todos desde cedo aprendem a dançar os vários tipos de passos.

Todas as cerimônias religiosas ou civis são acompanhadas de dança e possuem passos e ritmos específicos. A esposa sempre dança para seu marido como forma de entreter ou seduzir.
A morte

Os mortos desta civilização quando entregues aos seus entes queridos tem o corpo sepultado dentro do jardim o oásis, onde através dos cânticos e dos rituais de passagem a alma deste se integrará novamente a sua comunidade. Na falta de um corpo, o coração é retirado e levado ao local de sepultamento para as devidas honras.

A falta da cerimônia leva ao que chamam de vida em morte, onde a alma fica presa ao mundo terreno vagando pelo deserto em busca de paz. Rituais complicados e perigosos devem ser feitos em dias propícios para que as almas daqueles que vagam tenham a passagem para o mundo espiritual.

Classes sociais

A sociedade Dzaren é uma das mais igualitárias, onde os membros que a ela pertencem tem a mesma importância sendo, contudo aqueles que detêm títulos de Carnoi, Elmarin ou Lazans terem um destaque maior, mas jamais suplantam a presença de outro membro.

Em um Narrari, os Carnois têm a honra de iniciar as reuniões e de poderem falar primeiro, assim como são responsáveis por manter a ordem na reunião. Toda a reunião é iniciada com um louvor as areias do deserto e são administradas pelos Elmarins da comunidade.

Todos os que se encontram responsáveis pela defesa da comunidade assumem o titulo de Lazans. Estes guerreiros possuem espadas curtas, escudo pequeno, faca e um arco com flechas envenenadas.
Magos

Existem nesta sociedade e são bastante comuns sendo muitos destes contratados pelas famílias para pequenos serviços. Os serviços mais comuns são o de proteção contra o mal, seja ele feito por um adversário dzaren ou não, ou contra maus espíritos que vagam errantes pelo deserto.

Os principais encantos que os magos possuem são: : Alucinação (6); Amizade (6); Análise (4); Contatos Mentais (6); Covardia (6); Detecção de Magia (5); Ilusões Materiais (6); Ilusões Visuais (6); Imagem (6) Manipulação de luz (6); Mutação (5); Pseudoconsciência (6); Quebra de encantos (6); Raio elétrico (6); Sono (6); Toque (6) e Transformação (6).

Entre os Dzarens encontrados nas comunidades entre humanos, estes costumam ser de pelo menos Estágio 6.

Homens e Mulheres

A sociedade é igualitária e ambos os sexos podem ocupar e exercer toda e qualquer atividade que desejarem. A responsabilidade da criação dos filhos e o cuidado com a família são igualmente distribuídos.

Miscigenação

Não se tem relatos de miscigenação entre um dzaren e qualquer outra raça, apesar de não ser impossível que ocorra com um humano. Havendo esta miscigenação seria possível que este tenha alguns dos poderes inatos de um dzaren.

Jogos & Festas

Festas Religiosas


Várias são as festas religiosas sendo em grande parte destinada aos deuses locais ou em comemoração ao nascimento de um filho muito desejado por uma família local, como agradecimento a um deus de devoção.

A mais importante entre as festas religiosas deste povo é a comemoração dos Espíritos Errantes e está é feita no final de cada ano. Alimentos são preparados e deixados nas portas de cada casa em devoção aos entes queridos que já foram.

Em sua religião, o final de cada ano é um momento mágico e especial e onde a parede entre as dimensões se enfraquece permitindo que os espíritos daqueles que já foram possam caminhar novamente entre os vivos. As oferendas deixadas servem para “alimentar” os espíritos e permitir uma passagem mais tranqüila para o mundo dos mortos.

É neste mesmo período que os Espíritos Errantes, almas de indivíduos que perderam a vida nas areias do deserto, ficam vagando incessantemente até terem uma oferenda para suas almas passarem para o outro mundo. Pois muitos acabam indo para as comunidades, atraídos por outros espíritos que lá vão visitar seus entes queridos.

Na entrada de cada comunidade existe a chamada Barreira de Espíritos, um encantamento feito pelos sacerdotes desta comunidade e que busca garantir a proteção de todos que residem em seu interior. Durante a noite dos Espíritos Errantes está barreira se desfaz e todos os espíritos podem entrar na Narrari.

Festas Civis

As festas civis quase não existem, ocorrendo em momentos como finais de confrontos ou atividades políticas.
Jogos
Os dzaren apreciam competições físicas, artísticas, mentais e políticas.

Religião

A religião deste povo se baseia no culto da trindade, do Pai Céu, da Grande Mãe e da Sombra Eterna. O conto da criação é baseada no trabalho harmonioso dos dois deuses gêmeos Tolue e Xantar, assim como do amor entre Tolue e Majuri, a criação de Xantar.

Uma das coisas que se deve entender sobre a religião dos Dzaren é que todos os três deuses podem fazer coisas boas, quanto ruins. Não havendo portanto um deus bom ou outro mal. Para eles não haveria vida se não houvesse a morte, não se pode construir, sem destruir, tudo é um eterno ciclo.

Historia da criação
Antes de tudo existir, havia cinco pérolas de luz, cada qual dotada de grande poder. Tolue e Xantar em sua infinita curiosidade, na época crianças, quebraram as pérolas e espalharam suas energias pela existência. Os deuses gêmeos então partiram em peregrinação pela existência criando e destruindo tudo o que havia, fazendo brincadeiras de forma harmoniosa que criaram a beleza e a feiura que existe.

Mas chegou um momento que Xantar sentiu-se solitário e resolveu criar para si uma companheira. Retirou seu próprio braço direito e dele fez Majuri, a deusa, e a mais bela de tudo que existe. Loucamente apaixonado por sua criação, Xantar criou uma prisão sem porta ou janela, onde Majuri passou a habitar por um longo tempo.

Xantar passava um bom tempo, dentro desta prisão admirando Majuri e temendo o desejo dela de sair para o mundo. Apesar do carinho que a deusa tinha para com Xantar, não era amor que sentia e dentro de seu coração, desejava ver o que existia fora de sua prisão.

Um dia Majuri conseguiu embebedar Xantar e escapar da prisão. Ela ficou chocada com tamanha beleza e ao encontrar Tolue, eles se apaixonaram.

Um amor avassalador que os uniu e os ligou de tal forma que quando Xantar a encontrou ficou tomado de angustia e dor.

Tomado pela ira, Xantar lutou contra seu irmão e das faíscas dos choques de suas armas surgiram as estrelas. Mas a luta apesar de durara muito tempo, não houve vencedores. Abalado e ainda tomado pela dor, Xantar desistiu de lutar e foi para um exílio auto-imposto.

No tempo que Xantar permaneceu longe, Tolue e Majuri criaram o mundo e tudo que há nele. Um mundo de grande beleza e nele colocaram seus primeiros filhos, uma raça tão bela e perfeita que estes acreditaram serem merecedores de se tornarem senhores do próprio destino, desrespeitando Majuri e Tolue.

Como castigo foram exilados para fora da existência, vivendo nas terras imateriais e dos sonhos.

O deus Xantar viria a retornar tempos depois e apesar de nunca mais haver harmonia entre irmão, a deusa Majuri permitiu o equilíbrio entre eles, em sua briga incessante, o dia e a noite se alternaram na criação, onde Xantar, a noite, dá lugar a Tolue, o dia.

Para proteger seus filhos, Majuri desceu a terra e se fundiu a criação, passando a habitar o interior de tudo que existe. De pedras, o ar, até as criaturas vivas.


Majuri
É também conhecida como a grande mãe. Ela está presente em tudo aquilo que existe, do vento, as rochas, aos seres vivos. Tudo foi criado por ela e seu esposo Tolue e ela é muito zelosa pelos seus filhos. Apesar de todo o amor que ela sente pelos filhos, é uma deusa caprichosa e misteriosa, falando por enigmas e cobrando fidelidade absoluta a seus fiéis.

Muitos a consideram como a grande doadora e tiradora da vida. Venerada pelas parteiras, assim como pelos sacerdotes dos mortos.

Tolue
É conhecido também como o Pai Céu, guardião e senhor dos campos celestes. Vive separado de sua amante Majuri, que habita a terra e ele o céu do mundo. Seu humor pode ser representado pelas tempestades e raios que cruzam o céu.

O destino de tudo o que existe é determinado nas tábuas sagradas de Tolue e nada pode escapar aos seus desejos.

Xantar
É o deus da noite e da destruição, irmão gêmeo de Tolue e que usou seu braço direito para criar Majuri. É conhecido também como o deus da renovação, da mudança.


A ordem sacerdotal

Todos os deuses apresentam pequenas ordens sacerdotais, mas todas insignificantes perante a ordem de Sarina. Divididos em três ramos, os sacerdotes possuem funções e “poderes” bastante distintos. Apesar da ordem permitir a existência de outras ordens sacerdotais, estas não possuem quase nenhuma influencia dentro da comunidade, sendo que muitos destes deuses estão renegadas a cultos sem expressão dentro da comunidade.

Devotos de Majuri
São os sacerdotes mais propriamente ditos. Vivem sediados nos Narrari em que nasceram ou que se consagraram sacerdotes. Dentro de cada grupo de Devotos dos Majuri, um grupo de cinco sacerdotes assume o controle máximo da ordem no local.
Estes se autodenominam os sumo-sacerdotes de Alssar, sendo os mais antigos e poderosos da hierarquia.

Peregrinos do Deserto
São sacerdotes que passam a sua vida a peregrinar e jejuar nos desertos e caminhar entre os Devotos de Majuri. São vistos como sagrados e capazes de ter a visão do futuro, sendo muito respeitados pela população e entre os sacerdotes.

Ao contrario dos demais sacerdotes que vivem dentro das comunidades, estes fazem voto de auto-exílio levando e trazendo a mensagem do deserto. Vivem de esmolas e fazem voto de pobreza.

Vigilantes da Fé
A ordem dos sacerdotes conta com um braço forte. Aqueles que juraram manter e defender as palavras da deusa, contra infiéis e traidores, uma policia sacerdotal capaz de aprisionar e torturar todos aqueles que se levanta contra a palavra sagrada. O simples questionamento é considerado pelos sacerdotes mais fanáticos um grave pecado, sendo conspurcado pelo ferro e pela chama.

Iniciados
São jovens dzarianos que ingressam na ordem e ainda não foram consagrados sacerdotes. Estes tendem a seguir um sacerdote e iniciar seus estudos até poderem alcançar conhecimento suficiente para a prova da consagração.

A prova conta com uma banca de três sacerdotes da ordem estes com os seguintes títulos: Sacerdote que seja um Vigilante da Fé, um sacerdote que seja um Devoto de Majuri e um sacerdote com o título de Sacerdote Maior.

Será exigido com iniciado amplos conhecimentos da ordem, que vai dos cânticos aos rituais. Em caso de negado o pedido o iniciado deve iniciar um novo período de estudos para poder fazer uma nova prova em não menos do que cinco anos.

Principais cidades e Locais de Interesse

Segue o nome dos principais oásis da região do Planalto Central, onde vivem as treze tribos ancestrais dos Dzaren

Shaal’henar (Caminho da areia)
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Marh’hul (Tempestade do oeste)
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Thenar’ainta (Areia escaldante)
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Saa’ain (Trilha dos mortos)
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Bart’ha (Serpente negra)
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Olchai’ab (Montanha central)
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Marh’henar (Tempestade de areia)
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Shaal’ain la (Caminhada mortal)
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Bal’rt (Besouro verde)
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Thenar‘alzar (Areia vermelha)
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Rhalzor’nezor (Caçador do deserto)
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Lash’halzor (Aranha caçadora)
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Bart’nezor (Serpente do deserto)
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Narrari das cidades de Aktar, Astan, Kayseri e Korsan
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Narrari das cidades de Ascal, Esmir, Gath, Ineq e Ireg
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Narrari das cidades de Cânia, Diate, Gazi, Juktas, Kamaris, Mirsin, Mirtos, Sanon, Tilissos, Tiralki e Zacros
XXXXXX

Personagens locais

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1.8.1 XXXXX
Líder do clã Albur, na comunidade de Rhalzor’nezor.

1.8.2 XXXXX
Líder do clã Vassari, na comunidade de Bal’rt.

1.8.3 XXXXX
Líder do clã Vassari, na comunidade de Shaal’ain la.

1.8.4 XXXXX
Líder do clã Fhias, na comunidade de Shaal’ain la.

1.8.5 XXXXX
Líder do grupo de sacerdotes Vigilante da Fé da comunidade de Bart’nezor

1.8.6 XXXXX
Sacerdote Peregrino do Deserto.

Rumores e Intrigas

Os maiores sucessos alcançados até agora pelos dzaren foi substituir os governadores das cidades imperiais de Upak e Nodís; o chefe da guilda da cidade de Orin; o alto comando militar das cidades de Ebla, Sanon e Kamaris.

Extermínio humano
Não é segredo para nenhum Dzaren o ódio que o antigo grupo rebelde conhecido como Culto das Areias tem a raça humana, pois os considera como servos dos Reis-feiticeiros. Para tanto tem sido especulado que estes têm elaborado um plano audacioso para substituir comandantes, generais, governadores e quaisquer outros que tenham cargos importantes.
O plano não seria visando somente o império Aktar, mas todos os demais reinos humanos e fazer com que eles lutem entre si. O objetivo é claro, levar a instabilidade na região e se possível o extermínio destes.
Muitos afirmam que o plano tem dado frutos e os conflitos entre humanos tem sido a prova ou não da eficiência dele.

Artes Sombrias
Diversos boatos têm sido ouvidos dentro da Narrari de Shaal’henar sobre as misteriosas mortes de membros da comunidade. Após a última eleição para a escolha de novos membros para a Narrari, o Culto das Areias teve um aumento em sua influencia local.

Isso levou a um aumento da rivalidade com o antigo grupo rebelde Adagas do Deserto (Gooal’nezor), contudo os novos membros aliados ao Culto das Areias têm morrido misteriosamente. As mortes têm sido corriqueiras, simplesmente parecendo à primeira vista como acidentes ou fatalidades, contudo foi a freqüência de acidentes que despertou a dúvida.

Os boatos falam de um poderoso mago foi contratado pelas Adagas do Deserto para matar os lideres da Narrari e obrigar a uma nova convocação de eleições. Nada se pode provar até então e muitos afirmam que se a eleição vier a ocorrer poucos os lideres aliados ao Culto das Areias se candidatariam ao cargo.

As Guildas
Muitos são os boatos quando se referem as guildas. Desde que um Dzaren foi encontrado controlando a Guilda de Orin, muitas especulações foram sendo levantadas sobre as outras guildas. Os grupos que tem assumido o controle das Narraris Externas evitam falar sobre isso, mas o controle de uma Guilda aumenta enormemente a influencia deste grupo em regiões e grupos humanos.

Os mais diversos boatos existem, mas o mais comum é que as atuais guildas são atualmente fantoches dos Dzaren e estes tem utilizado estas para fazer o transporte de seus assassinos por todas as regiões como simples comerciantes ou servos da guilda.

As ruínas de Lan
Desde a sua destruição, a cidade de Lan jamais foi reconstruída. Muitos consideram a existência da cidade um perigo a sobrevivência dos Dzarens, preferindo que estes permaneçam nas Montanhas Oásis ou nas comunidades externas.

No período em que a cidade fervilhava de vida o templo de Sarina recebia diariamente dezenas de devotos e no altar central havia uma grande peça de ouro conhecida como a Voz da Deusa. Muitos afirmavam que ela tinha poderes milagrosos permitindo curar doenças e até mesmo salvar aqueles que se encontravam a beira da morte. Algumas expedições foram enviadas as ruínas da cidade, mas não foram capazes de encontrar o objeto. Vários boatos foram levantados como roubo por saqueadores ou se encontra escondida por sacerdotes inescrupulosos, mas misteriosamente as ruínas têm atraído criaturas para a localidade e muitos afirmam ser esta a prova que a peça ainda se encontra sobre as ruínas.

A peça é de grande valor religioso e monetário sendo aquele que o descobrir se tornara um rei.

Cronologia dos Dzarens

0 d.c. – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Verbetes que fazem referência

Planalto Central, Planalto Vermelho

Verbetes relacionados

Ksaros | Dzaren | Skorpios | Introdução | História | Geografia | Religião | Objetos Mágicos | Lendas | Mapa | Criaturas | Imagens
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