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Ordem de Sevides, Liris E Quiris .  

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A Ordem dos Filhos da Terra

Haoz correu os olhos pelos campos de trigo uma última vez. As plantas refletiam o brilho dourado dos primeiros raios de sol do alvorecer e moviam-se como ondas do oceano batidas pelo vento. A plantação parecia se agitar, fremindo em espasmos, como que tomada por profunda alegria e impaciência pelo que em breve iria acontecer.

O sacerdote sorriu: “Elas parecem adivinhar o que o senhor das plantações irá fazer” – murmurou.

Com um suspiro, ele levantou-se e começou a caminhar por entre as casas da vila. A reconstrução havia começado. A destruição causada pelo ataque dos bárbaros no dia anterior fora considerável, mas nada que estes bravos aldeões não pudessem remediar. Pelo menos as plantações puderam ser poupadas.

Ele cruzou a rua e parou defronte ao único edifício intacto na vila: o templo de Sevides, seu senhor. Ele fora salvo do saque pelas vidas de alguns bravos jovens, que se sacrificaram, defendendo-o, dando ao grupo de Haoz o tempo necessário para chegar e intervir, mudando o destino da batalha.

Vidas que seriam honradas no dia de hoje...uma delas muito especial para o sacerdote.

Ele continuou a caminhar por entre os casebres semidestruídos, cumprimentando um e outro aldeão. Seu destino estava logo ali à frente, alguns metros fora do perímetro da vila.

Várias covas recepcionaram, emudecidas, a chegada do homem santo. Ele dirigiu-se para a direita, na direção das mais recentes. Algum aldeão piedoso havia depositado flores nos montes de terra...uma última homenagem para aqueles que agora estavam no reino de Cruine.

Haoz aproximou-se especificamente da última, onde um nome se encontrava gravado numa plaquinha de madeira: Ruaz.

Ele se ajoelhou defronte a mesma...e começou seu monólogo:

“Eu vim me despedir. Estou de partida. Nosso grupo precisa voltar para a sede de nossa ordem. Mas antes de ir quero que saibas que o senhor das plantações comoveu-se com o seu sacrifício e o de seus confrades, quando defenderam tão bravamente o seu santuário. Graças a vocês, as plantações de sua aldeia produzirão o dobro do normal. Graças a vocês, os seus amigos e vizinhos não padecerão de enfermidades por algum tempo e graças ao seu sacrifício, a semente que plantaste no ventre de Hyane, sua esposa, nascerá e crescerá saudável, assim como toda aquela que for conceber a partir deste momento. A descendência da família está preservada. Eu te prometo que quando a criança crescer, se eu ainda estiver entre os vivos, saberá de minha boca quem foi o seu pai, e ela recitará os nomes de sua linhagem quando for apresentada ao conselho de anciãos. Esta graça divina será concedida porque você e seus amigos não fugiram quando todos os outros abandonaram o senhor das plantações. Orgulho-me de ser o portador e o realizador deste milagre, em nome de Sevides “.

O sacerdote levantou-se e acenou para a lápide dizendo: “Ainda voltaremos a nos encontrar... um dia! Adeus...meu filho!”

Virou-se. Uma lágrima... uma única, escorreu de sua face enrugada e queimada pelo sol. Ele ergueu os braços, olhou para os céus e começou a orar...

História

Acima de qualquer coisa, para todos aqueles que vivem no campo e do campo, Sevides é invariavelmente o grande deus das colheitas e plantações. É aquele que leva alimento e fartura às mesas de todos os seres, e isso é inegável. Todos aqueles que desejam uma colheita farta pedem as bênçãos de Sevides. Todas as vezes que as colheitas vão bem os festejos são em homenagem a Sevides e quando as coisas vão mal, oferendas e pedidos de desculpa e piedade também são feitos a ele. Por isso, Sevides talvez seja o deus mais popular de todo o panteão, uma vez que cada camponês leva com grande fervor esse deus normalmente generoso no coração. Além disso, Sevides é a divindade responsável pela fertilidade das raças, pela manutenção das espécies. Todas as pessoas que tiveram a graça divina de poder gerar descendentes e tiveram suas criações aumentadas em número, entoam cânticos e preces de agradecimentos a ele. Apesar de não terem o mesmo status que seu pai, os irmãos Quiris e Liris também são cultuados pelos camponeses, pois deles decorre, ainda que indiretamente, o sucesso do plantio e da colheita das bênçãos concedidas por Sevides.

No início da era dos homens muito, muito antes das guerras, dos reinos e das grandes capitais, as pessoas começaram lentamente a deixar a vida nômade e a se aglomerarem em pequenas comunidades que logo se tornaram comunidades rurais, com isso um dos primeiros grandes ofícios que os povos aprenderam foi efetivamente o do plantio e da colheita. A partir desse momento, então, Sevides (com maior importância) e seus filhos, Liris e Quiris, entraram na vida dessas pessoas simples para nunca mais sair, pois com a dependência das práticas agrícolas veio a evidente necessidade de pedir e receber as bênçãos do alto. Com isso os primeiros sacerdotes a surgirem nas terras do mundo conhecido muito provavelmente tenham sido os sacerdotes da tríade agrária. Esses passaram a andar entre aos camponeses, vila após vila ouvindo, aconselhando, abençoando os plantios e agradecendo as colheitas. Esses homens santos, saídos dessas humildes famílias de camponeses, como não podia ser diferente, eram também pessoas simples e humildes que logo ganharam a simpatia, a admiração e o coração não só dos fiéis, mas também dos próprios deuses que passaram a se orgulhar muito do bom serviço prodigalizado por seus representantes. Muitas vilas cresceram e se tornaram grandes cidades; muitos humildes camponeses tornaram-se, através das gerações, grandes donos de terras. E assim, como aumentava as práticas agrícolas, também aumentava a fé e a necessidade de representantes dessa. Fatalmente as melhores áreas para o plantio foram sendo identificadas e logo estas se tornaram o maior foco de influência desses sacerdotes e conseqüentemente da fé.

Muito antes de o reino Eredra vir efetivamente a se chamar Eredra e até mesmo ser um reino, o mais velho dentre os sacerdotes de Sevides, talvez por inspiração divina, chamou para si a responsabilidade de fundar uma Ordem em homenagem a seu deus; seu nome era Sorvares. Com toda humildade que esses clérigos sempre demonstraram, eles arregaçaram as mangas e puseram-se a trabalhar. Contando sempre com a maciça colaboração dos camponeses, que viviam nas vilas ao redor, e com muito suor e boa vontade, em pouco mais de dez anos, Sorvares, com a ajuda dos seus e de uns poucos outros sacerdotes devotos de Liris e Quiris já havia erguido uma estrutura digna do deus Sevides e seus filhos: O Templo da fartura.

Localização

A Ordem dos Filhos da Terra é uma das poucas Ordens do mundo conhecido que possui uma localização conhecida por todos. Ao se consultar os mapas mais atuais, essa pode ser encontrada especificamente ao sul de Efrim, capital do reino de Eredra, em uma extensão de terras compreendida entre os rios Liris ao norte, Quiris ao sul e o Sevides a oeste. A construção em si, apesar de ser bem, bem antiga, é sólida, assim como parece ser a fé de seus fiéis.

Construído basicamente em pedras e blocos de barro cozido, com acabamentos em madeira, o Templo da Fartura, a sede da Ordem dos Filhos da Terra, é uma obra a se admirar, não pelo esplendor, mas pela rusticidade e resistência. Para aqueles afeitos a esse tipo de observação, como anões, por exemplo, poderão facilmente notar que o estilo arquitetônico utilizado como base é, há muito, perdido nas areias do tempo. Muito da parte interna, e também da externa mais próxima da Ordem, é dedicada ao plantio de culturas por parte de seus acólitos e sacerdotes, tanto para o aprendizado quanto para a subsistência da própria Ordem. Em uma época de safra a visão da Ordem em meio àquele conjunto de plantações é um espetáculo à parte. Os Templos de Sevides, Liris e Quiris, por sua vez estão espalhados por toda a Tagmar e seus sacerdotes talvez sejam os mais comuns e mais fáceis de serem encontrados principalmente em se tratando de áreas rurais, e muito provavelmente estes também sejam, de longe, os sacerdotes mais numerosos.

Símbolo

O símbolo da Ordem é o de um homem de barro sentado, joelhos unidos e voltados de encontro ao peito, braços cruzados estendidos ao longo das pernas, em uma das mãos, um feixe de trigo; em outra, uma foice. O corpo arqueado por cima das pernas e cabeça voltada para baixo apoiando nos joelhos, como que em uma posição fetal. Ao seu redor, envolvendo-o, um círculo de estrelas.

A alegoria do símbolo da Ordem com as divindades não poderia ser mais claro. Estes fiéis reverenciam a fertilidade da natureza, a semeadura e a colheita, acreditando realmente que seus três deuses regem estes aspectos do panteão divino.

Objetivo

O objetivo da Ordem dos Filhos da Terra é igual ao de todas as Ordens Sagradas: o de levar as suas crenças e a fé em seus deuses aos quatro cantos do mundo conhecido, e aparentemente de todos os sacerdotes representantes do panteão estes são os que parecem estar obtendo mais sucesso (no tocante à adoração a Sevides). A receita desse sucesso é tão clara quanto a Ordem em si: suas doutrinas são claras e simples, seus representantes são pessoas também simples e humildes, falando praticamente a mesma linguagem de seus fiéis, uma vez que possuem uma mesma origem e uma mesma paixão. A exteriorização máxima de sua fé são as culturas e estas são imprescindíveis para a sobrevivência das raças. Estes já conseguiram, com muito trabalho e as bênçãos de Sevides, colocar Eredra como o “celeiro do mundo conhecido”, e uma vez que seus dogmas já alcançaram até as escaldantes areias da Levânia parece que não existem limites para esses obstinados representantes de Sevides e seus filhos.

Os Filhos da Terra

A heterogeneidade parece sempre ter sido sinônimo dessa Ordem. Ainda que uma boa parte dela como um todo seja, nos dias de hoje, originária de Eredra, Sevides possui e sempre possuiu seguidores dentre todos os povos. Já Liris e Quiris tem seu culto restrito a alguns locais pontuais. A aceitabilidade dos dogmas e doutrinas da Ordem parece ter facilitado e muito a penetração desta em todos os reinos conhecidos e não há talvez alguém que possa afirmar com certeza que a fé nos deuses dos plantios ainda não tenha chegado em qualquer lugar de Tagmar.

A humildade e a resignação talvez sejam as virtudes mais fortes e visíveis dos membros dessa Ordem. Talvez, para muitos Sumo Sacerdotes de Tagmar, a visão do líder espiritual da Ordem dos Filhos da Terra seja ,no mínimo, degradante para o cargo que ele ocupa. Na verdade, de todos os líderes máximos de Ordens existentes no mundo o Sumo Sacerdote da Ordem dos Filhos da Terra talvez seja o mais amigável e acessível de todos.

A despeito dos temperamentos individuais de cada um, esses sacerdotes são pessoas bem centradas nesses valores (humildade, simplicidade e resignação), o que tem feito com que a Ordem tenha sobrevivido aos séculos.

Um fator curioso, que tem ocorrido nos últimos tempos, tem sido o incremento de um antigo e, até então, discreto clero nascido dentro do seio da Ordem dos Filhos da Terra: o clero de Liris e Quiris. Estes ainda estão em número bem pequeno e necessitam do amparo e proteção do que eles chamam de o Grande Pai, mas seu número tem, aos poucos, aumentado, principalmente junto às populações ribeirinhas dos rios de mesmos nomes. No momento, a grande missão desses sacerdotes, é, sem dúvida, a disseminação dos dogmas de seus deuses e a fundação de uma Ordem própria (inclusive tendo conseguido as ordenações de dois sumos-sacerdotes de suas divindades). Entretanto, esta tem se mostrado uma empresa ainda difícil.

A Ordem dos Filhos da Terra possui duas subdivisões mais ou menos definidas, respeitadas as particularidades doutrinárias de cada sacerdote e a peculiaridade de cada situação em que se exige a intervenção do clérigo:

Os Semeadores

É a face mais conhecida da Ordem. Aqui os sacerdotes dos três deuses envolvidos na temática agrária de Tagmar cumprem seus papéis como homens santos de suas divindades. Eles exortam os agricultores, ajudando-os a cuidar da terra, a lavrá-la, semeá-la, irrigá-la, adubá-la e coisas similares e relacionadas ao cultivo das plantações. Também acompanham e auxiliam os camponeses na época da ceifa. Os sacerdotes de Sevides, em particular, devido ao fato da divindade estar relacionada à fertilidade (tanto humana, quanto animal), aconselham casais, realizam casamentos (alguns podem chegar a extremos de realizar partos!), cuidam das gestantes, garantindo-lhes a fertilidade, bem como também ajudam na orientação e manejo das criações de animais (suínos, bovinos, caprinos, ovinos, aves, etc) no tocante à parte de fertilidade dos mesmos.

Os Ceifadores

É até estranho mencionar esta ala da Ordem dos Filhos da Terra, sendo ela devotada a fins tão pacíficos, mas, em determinadas situações (e elas não são tão escassas assim), os sacerdotes precisam pegar em armas para defenderem seus fiéis e suas lavouras e criações (além de seus santuários), quando nenhuma outra força se levanta para tal função. Este é o braço militar da Ordem. Aqui, os sacerdotes empregam seus conhecimentos no manejo das armas para executarem missões de proteção/prevenção a vilarejos ameaçados de terem suas plantações arrasadas por ataques de bárbaros, orcos e outras ameaças.

Peculiaridades

Os Filhos da Terra se vestem com extrema austeridade se comparado com seus “irmãos” de outras Ordens. Estes trajam pesados mantos com capuz marrom terroso amarrados a cintura por uma corda cerimonial que simboliza seu voto de comprometimento com a Ordem, também em marrom terroso. Medalhões de madeira ou metal podem ser encontrados, mas outros adereços mais rebuscados são raros. O próprio Sumo Sacerdote utiliza um medalhão de ferro com o símbolo da Ordem, e não raro você verá um desses sacerdotes, ao invés de impecavelmente trajado, se encontrar sujo, suado, trabalhando a terra com mãos rudes e calejadas, mas quase sempre com palavras doces.

Entretanto, quando atuam na função de ceifadores, os sacerdotes da Ordem ostentam couraças parciais bem trabalhadas, mas não tão rebuscadas e cheias de adereços, também na coloração marrom terroso. Envergam grandes escudos redondos, de metal e madeira, com o símbolo da Ordem gravado a ferro nos mesmos e usam elmos de metal, sem enfeites, também nas cores da Ordem. As armas preferidas dos sacerdotes são as espadas curvas (muito similares às cimitarras e foices).

Votos Específicos

Reconhecerás a terra como a origem do sustento da criação dos deuses: Os Filhos da Terra acreditam fielmente que o solo é a maior dádiva dos deuses aos seus filhos, garantindo-lhes o sustento. E como toda dádiva, deve ser bem cuidada e protegida. Os sacerdotes, inclusive tem o hábito de enterrar seus mortos não colocando-os dentro de caixões (que visa conservar o corpo), mas apenas envoltos em mantas ritualísticas, o que facilita a absorção dos restos mortais pela terra, fertilizando-a.

Reconhecerás todos os Filhos da Terra como seus legítimos irmãos: Esse voto é quase que desnecessário para estes que devido ao seu caráter já agem dessa forma naturalmente considerando a todos os seus irmãos de fé como verdadeiros irmãos e quase sempre estes também verão seus fiéis senão como irmãos, certamente como filhos e filhas.

Dará de comer aos que tem fome e de beber aos que tem sede: A miséria é repugnada pelos filhos da terra que jamais deixarão qualquer um morrer de fome ou sede, não raro a Ordem acolhe os miseráveis e os leva para as lavouras afim de que esses aprendam o ofício e nunca mais passem necessidade.

Guardar-te-ás do acumulo irracional de riquezas: Para esses clérigos o dinheiro em si não representa quase nada, ninguém come ou bebe ouro e prata e na verdade não existe a menor necessidade de se acumular riquezas para que se viva bem. A ganância desmedida natural da raça dos homens parece realmente não afetar esses fiéis.

Estrutura

Vide estrutura das Ordens Clericais. Por se tratar de uma Ordem dedicada a três divindades, a mesma possui em sua estrutura de liderança um triunvirato: um sumo-sacerdote para Sevides, um para Líris e outro para Quiris. Entretanto, o grande líder da Ordem, por possuir mais adeptos e acólitos, sempre foi o sumo-sacerdote de Sevides.

Aparentemente não há qualquer diferenciação hierárquica ou marca que os distingam como membros da Ordem além de suas vestes. Vale lembrar que a Ordem não é pobre, seus caixas possuem tanto dinheiro quanto seja necessário para sua confortável manutenção. O mais importante, que é o alimento, a Ordem possui tanto em fartura quanto em variedade, distribuindo-os aos mais necessitados em épocas de grandes secas, enchentes ou catástrofes.A Ordem possui, inclusive, seus próprios vinhedos que são de ótima qualidade. O fato é que, o acúmulo desmedido de riquezas não é o foco desses devotos, e a Ordem, ao contrário da maioria das outras Ordens, não é nada ostensiva.

O Sumo-Sacerdote da Ordem dos Filhos da Terra costuma ser chamado de "O Grande Lavrador".

Líder em atividade

O grande líder espiritual ("Grande Lavrador") dessa Ordem é um venerável ancião de cabelos encanecidos de nome Marcus Columbano (ou simplesmente Columbano, como é conhecido), sumo-sacerdote de Sevides em Eredra, que apesar de seus mais de 70 anos demonstra uma energia sobrenatural ao continuar suas atividades eclesiásticas, levando sempre a palavra e as bênçãos de sua divindade. Principalmente para os camponeses de Eredra a simples benção de Columbano por suas vilas já é um ótimo presságio de uma boa colheita.

Columbano já está à frente da Ordem a mais de 30 anos e é quase uma lenda viva sendo venerado por todos, inclusive por seus próprios sacerdotes (em alguns casos até mesmo os que são devotos de Liris e Quiris) a quem ele faz questão de chamar de filhos. Columbano é uma pessoa doce e calma que parece ter alcançado uma “paciência élfica” ao longo de sua vida. Apesar de sua posição de líder, a sua humildade parece só ter aumentado com o passar dos anos e ele mesmo diz que quando se é velho aprende-se a dar o devido valor para cada coisa. Apesar de sua idade já avançada para os padrões humanos o idoso sumo-sacerdote vende saúde e seu grande carisma e adoração por parte de todos destrói qualquer especulação de sucessão.

Devem ser mencionados, além de Columbano, os demais sumos-sacerdotes componentes do triunvirato da Ordem dos Filhos da Terra: Ariberto Zugoz, sumo-sacerdote de Quiris e Imiliatânis Therudrim, sumo-sacerdotisa de Líris, ambos de Eredra.

Juramento

Qualquer sacerdote desejoso de tomar os votos, que possua em seu coração a vontade de abraçar os dogmas da Ordem e trabalhar em prol da fé na tríade divina é sempre bem vindo para engrossar as fileiras destes. Há sim, uma cerimônia de iniciação simples e pública, podendo ter a presença dos fiéis, onde o sacerdote que profere a cerimônia “apresenta” o candidato a Sevides, Líris e Quiris e fala a eles da vontade do acólito de tomar os votos sacerdotais. O candidato apenas jura manter a guarda de seus votos e de sua crença. A cerimônia sempre termina com uma explanação sobre a fé e a missão de um representante da Ordem e um pequeno banquete para os presentes, onde as pessoas comem bem e são bem tratadas.

O Juramento

"Eu, (nome do acólito), juro, perante a Tríade divina e diante dos meus companheiros, que somente ferirei a terra para dela tirar meu sustento; que zelarei e darei a ela e aos animais a minha proteção; que respeitarei as suas riquezas; que serei justo e nutrirei todo aquele que tiver necessidade; que auxiliarei na semeadura e na colheita todo aquele que de meus préstimos necessitar; que encorajarei o matrimônio e a fecundidade dos povos; que cuidarei das grávidas e nutrizes e darei a elas os meus conhecimentos e atenção; que zelarei pela observância dos meus votos e pela união da Ordem.”

Saudação

A saudação da Ordem é feita erguendo-se ambos os braços com as mãos espalmadas para cima como que em súplica aos céus e proferindo as palavras: “Que os deuses mantenham sua mesa farta”.

Relíquias

A posse de itens mágicos poderosos por parte da Ordem é discutível. Apesar de não haver grandes especulações quanto a isso e aparentemente a Ordem possuir apenas pequenos amuletos e coisas dessa natureza, alguns bardos e contadores de histórias divagam afirmando que nos sótãos da biblioteca da Ordem existem artefatos e tomos de magia com encantamentos poderosos. Estes seriam capazes de trazer a ruína às plantações de todo o continente, bem como permitir que uma área totalmente improdutiva se transforme num verdadeiro celeiro, onde tudo que se planta, viceja e dá frutos. Os mais ousados juram que a Ordem possui um artefato antiqüíssimo que pode causar a esterilidade de todas (!!) as fêmeas vivas do Mundo Conhecido, desde animais, monstros e similares até as raças civilizadas de Tagmar, impedindo a sua procriação e, conseqüentemente, levando a extinção total desta espécie.

Verbetes que fazem referência

Livro das Ordens Sacerdotais

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