Está também é conhecida como a Província Imperial. É considerada o berço da nova civilização Ksaro que sobreviveu ao Cataclismo e as forças invasoras.
A cidade foi fundada pelo grande rei Menesses no ano 0 d.c., em uma tentativa de salvar os sobreviventes da fúria dos exércitos dos Reis-Feiticeiros Arcondi e do próprio Cataclismo que varreu o mundo.
O nome Als’sir no idioma Ksaro significa Refúgio, um nome apropriado para aquela que parecia ser a esperança de sobrevivência de uma raça.
Levaria 120 anos após sua construção até que novas expedições saíssem da cidade em busca de novos territórios. A cidade durante este tempo cresceu e tornou-se uma das maiores metrópoles de seu tempo abrigando mais de 2 milhões de ksaros.
Inicialmente construída no interior do Vale de Cannor em uma das margens do rio Sinnaris, a cidade lentamente cresceu e avançou até a outra margem. Com o aumento da população e nas tentativas de controlar as cheias violentas do rio, grandes barragens foram criadas.
A cidade continua a crescer pelos paredões até alcançar a superfície e por fim a construção dos fortes dos ventos delimitou as fronteiras da gigantesca cidade.
A cidade de Als’sir é um mundo a parte. Existem 17 bairros horizontais (7 bairros na margem do paredão do Planalto Central , 1 bairro na ilha e 9 bairros na margem do paredão das Terras Rochosas) e 28 bairros verticais, sendo 15 no paredão do Planalto Central e 13 no paredão das Terras Rochosas.
Os bairros são comandados pelos Ssirass, titulo dado ao servidor indicado pelo rei que assume a função de Prefeito e comandante militar local. Os bairros são como feudos independentes e onde o Ssirass tem a responsabilidade de prover todos os recursos básicos para a sobrevivência da população que se encontra dentro de sua região administrativa.
Os bairros são separados por muralhas internas e portões controlos de ambos os lados, pelos exércitos fieis ao Ssirass do bairro. Ao contrário das cidades, tudo é descentralizado, apesar de determinados bairros seres especializados na confecção, produção ou cultivo de um produto especifico. Existe um grande mercado para cada um dos bairros, assim como uma prefeitura, centros médicos, educacionais , etc.
Somente no bairro de Maasta é que existe o castelo do rei e as instalações reais.
Durante o reinado de Dessin a cidade recebeu atenção e foi incentivado ao governador Saa’los o desenvolvimento cultural da região.
Apesar da construção de alguns centros culturais e casas de artistas, Saa’los buscou criar para a cidade uma importância real.
Desviando sistematicamente ouro enviado pelo rei, o governador iniciou a construção dos grandes fortes e uma academia de guerreiros.
A escolha não teria sido melhor, já que uma grande parcela dos jovens ksaros da cidade passou a integrar um extenso corpo militar.
Foi desta cidade que partiram uma grande leva de soldados que passariam a integrar as fortalezas do império e seriam os defensores da cidade de Als’sir durante a Rebelião dos Governadores.
Após a destituição do rei Nehessis, a cidade ainda permaneceu fiel ao trono e ao império. As tropas formadas em sua cidade defenderiam o império, mesmo que na esperança do retorno de Nehessis ao trono.
Sempre ficou claro entre os governantes de Nuba’hre e o rei Djessa que eles serviriam ao império ksaro, mas jamais atacariam as Terras do Sul. Algo que por muitos anos incomodou Djessa, mas se viu obrigado a aceitar.
Com a reunião das duas terras a cidade de Nuba’hre retornou a sua normalidade.
A cidade deveria ter sido fundada no ano de 129 d.c., mas os anos de fome retardaram sua construção. Muito do esforço real foi direcionado a sobrevivência e ao plantio. Quando a cidade de Nub’erré foi finalmente fundada os anos sombrios foram deixados para trás e uma nova promessa de prosperidade foi feita.
Muito devido as condições da época de sua fundação, a cidade tomou um direcionamento no sentido de se tornar um dos mais importantes celeiros do império e garantir as cidades seguintes um suprimento regular de água.
Nub’erré tornou-se assim a “Cidade das Águas”. O local original para a criação da cidade foi mudado para uma região mais baixa e o local escavado. O solo ficou a dezenas de metros abaixo do leito do rio e imensas estruturas foram erguidas para sustentar a cidade.
A cidade assim passou a existir como um imenso reservatório. A população a viver na superfície e abaixo dela uma imensa represa. As grandes comportas de Nub’erré agora regulavam a água que abasteceria as cidades logo abaixo do rio e garantiria grandes colheitas.
Uma das maiores particularidades da cidade é que todo o cultivo de alimentos se dá através de técnicas hidropônicas. As grandes fazendas exportam para todo o reino centenas de toneladas de alimentos anualmente.
A bela província possui um dos mais importantes centros de magia de todo o império, com as diversas escolas de magia assim como os mais importantes centros de estudo acadêmicos. Um local onde a ciência e a magia convivem em grande harmonia.
A cidade é responsável por quase 40% de todo o alimento produzido nas terras do Norte e ligado diretamente à sobrevivência das cidades, entre elas a própria capital Als’sir.
A recente descoberta feita pela Academia Solar e Magia de Ni’aré começou uma revolução tecnológica nesta sociedade. Com a criação dos Orbes do Sol, uma nova desponta no horizonte.
A cidade tem crescido bastante nos últimos anos o que tem tornado um grande desafio administrativo para o governador local.
Em Bel’ban se pode comprar qualquer item místico, sendo um mago ou não. Um comércio ilegal de objetos místicos movimenta um submundo das artes místicas e centenas de milhares de Soos.
Este comércio de itens místicos clandestinos tem sido combatido pelas escolas de magia, mas ainda assim tem crescido devido a demanda sempre crescente em outras cidades, principalmente as das Terras do Sul.
É uma das regiões que mais importantes do império, onde se encontram as minas de metais precisos e também uma das áreas agrícolas mais férteis do império.
A casa de Sazir detém o direito de produzir Soos, a moeda do império, sendo está feita em uma liga de ferro e estanho. A produção de moedas está diretamente ligada a quantidade de prata acumulada nas casas de tesouro. Onde 1 moeda de prata está para 1 moeda de Soos.
A cidade também contém uma das mais ricas e prospera produções de Alissias, uma fruta local muito usada para a produção de vinho e cerveja.
O mercado local tem um ritmo frenético que nem mesmo a noite cessa, quando centenas de caravanas chegam a todo tempo para comercializar produtos.
As antigas minas de ouro ainda produzem bastante, assim como as de estanho e cobre, mantendo assim a regularidade.
A arena da cidade é outra atração a parte, quando dezenas de escravos gladiadores se apresentam em jogos de vida ou morte para a população.
Os ferreiros e forjadores locais são conhecidos pela habilidade em trabalhar com o ferro e obter diversas combinações que afetam tanto na dureza quanto na leveza.
A crescente indústria bélica é alimentada pela cede de conquista dos generais e comandantes Ksaros que buscam ampliar as áreas dominadas. As grandes academias de guerra formam engenheiros de cerco e construtores de armas, disputando entre eles a excelência e a fama.
São três as grandes academias de guerra, a de Saris, a de Bass e a de Vars. Cada qual forma anualmente alguns poucos, mas excelentes engenheiros de cerco e construtores de armas que são disputados entre as principais cidades tanto das Terras do Norte quanto as Terras do Sul.
As belas gemas são criadas na Rua das Pedras e que irão compor colares, brincos, anéis e cetros por todo o reino. Este é um dos bairros mais bem guardados, sendo ele mesmo administrado separadamente por um governador próprio.
A cidade apesar de bela tem o chamado bairro dos carvoeiros, onde todo o carvão retirado é levado para o local onde será separado pela qualidade e destinado as cidades compradoras. Uma sempre leve névoa preta se espalha pela região, cobrindo tudo com uma fina e sempre perceptível camada de pó negro.
A principal diversão local são as várias dezenas de tabernas onde as centenas de mineradores livres gastam o dinheiro do dia em bebidas e diversão.
É uma das mais prósperas províncias de todo o império, onde as Casas de Manufatura tem seus centros de treinamento e de onde o pó de jade é exportado para todo o império para virar os mais diversos objetos nas mãos dos sopradores habilidosos.
É nesta cidade que as grandes Casas de Manufatura ainda detêm suas sedes administrativas e os grandes centros de treinamento de sopradores.
Com o decréscimo da produção a cidade tem lentamente entrado em declínio e grande parte da população está migrando para a cidade de Laub’aal.
O êxodo populacional tem causado grande transtorno ao governador e outros comerciantes que notam a falta de mão-de-obra crescente. Muitas são as Casas de Manufaturas que pensam em deixar definitivamente a cidade para se instalar também em Laub’aal.
Com a descoberta das minas de jade e o declínio das minas de Hau’erré, a cidade de Laub’aal tem ano após ano crescido em importância. O aumento de suas atividades comerciais trazem para o governador local os desafios de um crescimento ordenado e as necessidades urgentes de seus moradores e comerciantes.
O crescimento desordenado gerou grandes problemas sociais, principalmente para a segurança, quando grupos de traficantes de jade vindos do sul, pretendem tomar conta da região.