O termo medicina não foi usado exatamente pela sua abrangência, pois medicina é “ refere-se a práticas, abordagens e conhecimentos, incorporando conceitos materiais e mentais, técnicas manuais e exercícios, aplicados individualmente ou combinados, a indivíduos ou a colectividades, de maneira a tratar, diagnosticar e prevenir doenças, ou visando a manter o bem-estar.”
Algo que está além do que será abordado a seguir, sendo um conhecimento que antecede o que seria o conhecido como a medicina que nós conhecemos.
Uma questão a ser abordada antes de iniciar o estudo da Arte da Cura, é a explicação de que nesta ambientação o culto aos deuses, ou se preferir, aos antigos deuses é pequeno e portanto, não existem sacerdotes abundantes como ocorre em outras ambientações.
Logo as magias de cura e as magias sagradas destas ordens sacerdotais não existem. O que pelo simples fato de não estar disponível cria uma imensa lacuna.
Os curandeiros passam a se tornar profissionais extremamente importantes, assim como alquimistas voltados para a arte da cura.
O avanço do conhecimento da cura está, portanto, baseado no desenvolvimento científico de cada povo, mas também dos conceitos éticos e sociais que permitem este avanço. Como efetuar uma cirurgia se não se pode treinar com cadáveres, conhecer os corpos?
Assim como a pesquisa abre caminho para a descoberta, a sorte permite esbarrar em descobertas e suas aplicações futuras.
Sendo assim diversas raças passaram a tem compreensões diferentes sobre a arte da cura, assim como capacidades diferentes para curar ou até mesmo precaver indivíduos de doenças.
Como são conhecidas as grandes casas de conhecimento espalhadas por reinos. Nestas instituições o aprendiz de curandeiro passa a ter conhecimento de doenças e de formas de tratamento.
O processo de seleção de candidatos varia de acordo com reinos e localidades. Em alguns é necessária a indicação em outro exclusivo de uma classe específica.
Independente da forma de obtenção de novos membros, fica claro que um curandeiro adquire imediatamente um status social diferenciado tendo assim privilégios exclusivos de sua profissão.
A arte da Homeopatia
É o uso de substâncias de origem vegetal ou mineral que causem os mesmos sintomas de uma doença, estimulando o corpo. Sua aplicação é continua e em pequenas doses, com aumento ao longo de um tempo. Uma técnica usada como o equivalente ao processo de imunização de uma vacina, contudo menos eficiente, pela sua própria limitação técnica.
A arte da Alopatia
É o uso de substâncias de origem vegetal ou mineral que atua nos sintomas da doença, provocante efeito contrário. Exemplo: Se a doença causa febre, o medicamento alopático combate a febre, reduzindo a temperatura corporal.
A arte da Fitoterapia
É o uso de substâncias de origem exclusivamente vegetal para atuar nos sintomas da doença, igualmente a técnica de alopatia.
Qual seria a diferença então entre a Alopatia e a Fitoterapia. A Aloterapia apesar de poder fazer uso de recursos de extratos vegetais em suas fórmulas também faz uso de componentes minerais o que restringe a quantidade a ser usada. Isso se deve ao efeito tóxico se usado em grande quantidade.
Quando tratada uma doença pelas duas técnicas, a quantidade de medicação usada pela Aloterapia é cerca de quatro vezes menor que comparada a fitoterapia, contudo o tempo de recuperação é duas vezes maior.
Direitos especiais são concedidos a curandeiros que adquirem renome ou privilégios juntos da nobreza, podendo exercer fora das edificações da Guilda.
Estas instituições tem em comum a arquitetura sombria e localizada próximo de cemitério ou em seu interior. O atendimento ao público são feitas nas grandes alcovas próprias para a cirurgias.
Ao contrário das Guildas da Cura, os profissionais formados nas Casas da Vida tem um conhecimento profundo da arte da anatomia. O que trás outros conhecimentos profundos do combate a infecções, com uso de ataduras e técnicas de limpeza de ferimentos, assim como uso de soluções narcotizantes a base de álcool, haxixe e ópio para cirurgias.
Tais profissionais fazem uso de uma grande toga negra com detalhes em vermelho. Assim como um colar com o brasão da Casa da Vida. São também levados com ele em sua bolsa de couro negra os utensílios e soluções narcotizantes. Estes curandeiros recebem a alcunha de Gósru.
Tamanha é a sua importância e influência que um Gósru pode andam em um campo de batalha sem que qualquer guerreiro venha a lhe atacar ou mesmo ameaçar. A ele fica a incumbência de oferecer ajuda a qualquer indivíduo.
Atacar um Gósru simplesmente leva a morte do atacante assim como a não assistência desta ordem a um reino, cidade ou exército, dependendo da gravidade da ação infringida ao Gósru.
O valor a ser pago deve ser feito em ouro e na falta deste fica obrigado a honrar a Dívida de Vida obtida, que pode ser passada a um herdeiro ou familiar ou ainda adquirida por terceiro por livre e espontânea vontade.
Fica terminantemente proibido retirar a vida de qualquer criatura.
Os aprendizes da ordem não possuem autorização para caminhar fora da ordem, devendo permanecer dentro dos muros até alcançar o título de curandeiro.
O curandeiro ao ingressar em um enclave de sua escolha (costumam ser amigos ou indivíduos nos quais possuem confiança ou afinidade) para servir fora dos muros da ordem.
Mestre das artes é a denominação que um Gósru recebe ao ser considerado um grande conhecedor na arte da cirurgia. Costumeiramente são antigos curandeiros que serviram em campos de batalha. Tornam-se grande parte das vezes professores renomados.