Forjado no caos, o arquipélago das Ilhas Independentes surgiu após o cataclismo da Grande Falha, quando o outrora imponente continente de Arcumes foi partido em pedaços, dando origem às três grandes regiões que conhecemos hoje:
• Região Meridional - O Sul Devastado: Situada ao sul do arquipélago, esta área era uma vasta planície dominada pelos Burons e por tribos nômades durante o Segundo Ciclo. Por ter sido o epicentro do Grande Cataclismo, foi a região mais devastada; pouquíssimas terras resistiram ao avanço do oceano, restando apenas um punhado de sobreviventes nas chamadas Ilhas do Sul.
• Região Central - O Coração do Arquipélago: A porção de Arcumes que melhor resistiu à fúria da Grande Falha. Seus fragmentos dividiram-se em três sub-regiões fundamentais: a imponente Região de Agéia. e, flanqueando-a as Ilhas Ermas e os Reinos Menores — que juntos formam um denso emaranhado de pequenas ilhas espalhadas por toda a faixa central.
• Região Setentrional O Norte Gelado e as Ilhas Esquecidas: Antigo lar dos Arzuns e de tribos bárbaras isoladas no norte do continente original. A Grande Falha aniquilou mais da metade deste território, fragmentando-o nas misteriosas Ilhas Esquecidas. O restante da massa terrestre foi violentamente arremessado em direção ao extremo norte de Tagmar, onde foi sepultado sob invernos perpétuos, sendo conhecida hoje como as Terras Glaciais.
A hidrografia da região é tão vasta quanto perigosa. Longe de serem meras massas de água para o comércio, os mares e oceanos conhecidos são fronteiras vivas, moldadas por magias antigas, monstros colossais e segredos submersos. Navegar por estas águas exige mais do que um bom navio; exige coragem para encarar o desconhecido.
A região é delimitada por massas de água tão intermináveis quanto enigmáticas. Cada mar e oceano carrega sua própria identidade, moldada por correntes traiçoeiras, lendas antigas e perigos únicos: Alguns desses locais imponentes locais Grande Oceano; Oceano Voln; Mar de Buriar; Mar Glacial; Mar de Artrum.

As Ilhas Independentes estendem-se por uma vasta longitude, cortando o oceano de sul a norte e apresentando uma transição climática impressionante, mas perfeitamente tangível. Nas regiões meridional e central, o clima Tropical dita as regras com calor e florestas úmidas. Avançando rumo ao norte, a temperatura cai gradativamente para um clima Subtropical, até que a geografia sucumbe ao extremo setentrional: uma franja gelada dominada pelo clima Subpolar e, no limite do mundo conhecido, pelo clima Polar.
Para os estudiosos, embora essa variação siga a lógica das latitudes do mundo, a velocidade com que as massas de ar se chocam após o fim do Segundo Ciclo é um mistério instável. O choque térmico entre o norte gelado e o sul quente transforma a região em um caldeirão elemental.
Neste arquipélago, a força da natureza ganha dimensões assustadoras. É o ponto de encontro de correntes marítimas violentas, tornando comum a ocorrência de furações, maremotos, redemoinhos e tempestades severas. Para alimentar o caos, a região é geologicamente viva: grandes vulcões ativos — muitos deles submersos — fazem as águas ferver e dão origem a novas ilhas vulcânicas, enquanto no extremo norte, a navegação é ameaçada por massas gigantescas de icebergs.