E colaboração: AirtonJr777, zetagmar, Max_Sovat, Arion, Seraph, samuel.azevedo, Hector Folha-Palida.
Não se sabe ao certo a origem dessa raça, alguns acreditam que tenham sido criados por Lena ou algum Titã esquecido do primeiro ciclo, mas são apenas suposições. Uma antiga lenda fala sobre uma brincadeira num grande jardim entre Quiris e Liris, que ao desejarem mais amigos para participar, fizeram os Pequeninos brotar da terra. A lenda fala ainda sobre os Pequeninos encontrarem a rosa mais rubra desse jardim e terem sido seduzidos por ela, sendo tal rosa o símbolo da deusa Lena. Entretanto, nada sobre essas lendas foi comprovado, a única coisa certa é que sua origem é cercada de muitas lendas e mistérios cantadas por Bardos.
Dependendo de sua “linhagem” familiar (ou clã), alguns podem ter a dentição um pouco avantajada, orelhas pontiagudas, nariz rombudo (e as vezes um tanto quanto avantajado), bochechas rosadas, pêlo excessivo ou características semelhantes, seja ela qual for, geralmente é uma característica bem marcante e peculiar, as vezes chegando até a dar nome à família, como os Dentefora e os Bempeludo.
Em sua maioria os pequeninos possuem cabelos negros e com olhos variando entre o negro e o castanho claro, entretanto, possuem quase as mesmas diversidades encontradas nos humanos. O mais engraçado é que não são raras combinações um tanto quanto curiosas, como pequeninos de pele mais morena com cabelos aloirados e indivíduos com olhos de cores diferentes.
Apesar dos homens Pequeninos possuírem uma constituição muscular muito semelhante às mulheres, a diferença entre os sexos é tão perceptível quanto a dos humanos. Uma característica interessante sobre as Pequeninas, é que costumam usar longos cabelos presos (rabo de cavalo ou tranças), algumas deixando quase suas madeixas encostarem no chão de tão longas (geralmente as mais ricas, simbolizando o tamanho de seu dote).
Os pequeninos possuem uma forma de epicurismo, eles têm o prazer das coisas simples quase como uma filosofia de vida, apreciam intensamente os prazeres simples da boa mesa, música, dança, festas e romances, sendo os Bardos, em geral, bem recebidos em seus povoados. Tudo isso torna o pequenino quando em companhia de seus pares (amigos ou povoado), extremamente alegre e extrovertido.
Essa satisfação com a vida, aliado a seus hábitos cautelosos com relação a estranhos, fazem com que dificilmente um pequenino tenha interesse de se aventurar para longe de seu povo. Quando isso ocorre é devido a curiosidade (também muito comum nessa raça) ou ambição (embora hajam pouquíssimos que se aventurem por esse motivo).
São bons amantes da comida, tendo preferência por legumes mais variados, cogumelos, pequenos peixes e carne de depure, um pequeno roedor que se alimenta principalmente de flores e frutas. Os pequeninos gostam de comer bem e não abrem mão de uma boa bebida ou fumo. Em geral gostam de dormir bastante, cerca de 10 a 12h por dia, mas podem ficar bastante tempo sem dormir se forem estimulados a isso (uma boa festividade por exemplo).
Uma coisa curiosa entre os pequeninos são os aniversários, enquanto entre os humanos o costume é se receber presentes, no aniversário de um pequenino ele tem que presentear aqueles que possui mais apreço, as vezes aproveitando a oportunidade para se livrar de coisas velhas dando-as a seus vizinhos.
As festas pequeninas são famosas por durarem vários dias, tendo muitos feriados em seu calendário, onde geralmente um bom vinho ou bebida fermentada são os principais aperitivos, especialmente as festas de casamento, onde não há convites, toda a cidade é convidada para o evento e geralmente é custeado por todos.
Uma de suas principais festividades é comemorada no segundo mês do ano e é chamada de Festival da Carne, onde todos cantam e dançam fantasiados num culto à Lena, sendo tal festividade principalmente conhecida por Abrasil. Grandes bois são servidos como churrasco e dizem as más línguas que não é apenas pela degustação da boa carne que o festival tem esse nome, o culto a Lena sugere também outros tipos de prazer carnal. O símbolo do festival é representado por dois grandes bois de ouro se encarando em pose de combate com uma flor dourada entre eles.
Durante a época de migrações, sempre buscaram encontrar um local com paz e prosperidade para exercerem suas atividades sociais sem muita preocupação, criando vilas principalmente às margens do lago Denégrio. Entretanto, os Pequeninos que habitavam a região hoje conhecida como Verrogar, não deram muita sorte, nunca encontraram a plena paz, primeiro com a chegada de criaturas barbaras na região, depois a ascensão do exército do ambicioso Crassius de Alimarus e posteriormente com o surgimento dos Bankdis. Muitos deles preferiram se defender e se entranhar em suas tocas até a guerra acabar, outros migraram para leste, onde fica o reino de Dantsem. Aqueles que ficaram desenvolveram uma curiosa arma capaz de arremessar pedras e pequenos objetos de metal.
Outrora, eles se escondiam em tocas subterrâneas mas atualmente possuem pequenas vilas (muitas vezes escondidas das outras raças), algumas cidades de maior importância e em alguns lugares se encontram muitos pequeninos integrados à comunidade local junto com outras raças.
Suas comunidades ou cidades mais conhecidos são:
* Abrasil – Localizada ao sul de Calco, é a maior cidade fundada por pequeninos e que se desenvolveu de forma excepcional. É conhecida pelo seu bom vinho (apreciado por todo mundo conhecido) e grandes festividades (como o famoso Festival da Carne). É possível também encontrar objetos muito curiosos com seus comerciantes, vindos de todo lugar de Tagmar.
* Sula – Cidade localizada em Verrogar e que fica as margens do Lago Denégrio. Não é uma cidade essencialmente pequenina, mas nela há uma aldeia pequenina muito conhecida pela produção de fumo das famílias Cintasolta e Brocaterra.
* Dantsem – No reino de Dantsem, diferente da maioria dos lugares, os pequeninos estão muito bem integrados à sociedade humana, não sendo localizada uma vila pequenina sequer (o que não quer dizer que não exista). Dentre as várias famílias conhecidas estão os Cassir, que conhecem o segredo da fabricação de uma bebida fermentada chamada Perrita, muito apreciada pelos nobres de todo o mundo conhecido e produzida através da fermentação do arroz.
* Marana – No reino de Marana acredita-se encontrar uma das maiores concentrações de pequeninos, sendo localizados facilmente próximos a Litória, Magiara e Caliana, com um destaque especial às fazendas próximas a Litória, onde dentre os principais clãs de maior influencia, destacam-se os Covarasa, que possuem uma invejável lavoura de leguminosos. Também destacam-se os Brocaterra de Magiara e os Tocafunda de Caliana.
* Ludgrim – Em Ludgrim os pequeninos não possuem nenhuma vila ou cidade que podem chamar de sua, mas são bastante encontrados em cidades e possuem fazendas próximas aos grandes centros onde produzem fumo de qualidade. Há uma crença entre os clãs de Marana de que Ludgrim possui uma das maiores concentrações de pequeninos de toda Tagmar porém, não são tantos os pequeninos vistos região, estaria escondida ali uma grande cidade pequenina ou galeria subterrânea bem debaixo dos sagazes olhos élficos?
* Portis – Embora espalhados por toda Portis, existe uma grande vila de pequeninos bem a oeste, nas proximidades do Lara, lá os pequeninos são muito simples, hospitaleiros e ótimos fazendeiros.
Existem cidades ou vilas onde esses clãs convivem em harmonia no mesmo local, muitas vezes havendo competições amistosas entre eles, principalmente esportivas ou de culinária. E suas casas são geralmente simples e em formato quase sempre arredondado, exceto em Abrasil, onde possuem os mais variados formatos e arquiteturas próprias, sendo o formato predileto algo que lembra um grande cogumelo.
A família é algo importante entre os pequeninos, sendo muitas vezes fator extremamente determinante no seu sucesso ou fracasso. Pertencer a uma família pequenina de nome, automaticamente já lhe garante bons pontos em qualquer comunidade, vila ou cidade pequenina por onde passar.
Não há escolas pequeninas, mas durante a infância os pequeninos recebem instrução profissional e acadêmica através do “Toc-tu” da família, ao ar livre, o “Toc-tu” é como se fosse o patriarca, e nem sempre é o indivíduo mais velho, e sim o mais sábio e que tenha boas características de líderança. Numa comunidade mista o líder da comunidade é conhecido como “Toc-tudar” e é o governante do local, deixando a responsabilidade da educação dos pequenos Pequeninos (também chamados de “Mu-jin”) para os respectivos “Toc-tu” de cada família local.
Curtir os bons prazeres da vida é uma filosofia pequenina bem difundida, mas a dedicação no trabalho não é deixada de lado, muito pelo contrário, trabalhar dá muita satisfação ao Pequenino, o que o faz querer se aperfeiçoar cada vez mais em qualquer coisa que se dedique.
Os casamentos e qualquer outra festividade ocorre geralmente com a presença de quase todos os habitantes, sem a necessidade de serem convidados, mas também com a contribuição de todos, seja com comidas, ornamentação, música, todos participam de alguma forma. Quando há uma festa em uma comunidade pequenina, tudo para, todos deixam seus afazeres para participar do evento, fora orientação contraria do “Toc-tu” ou “Toc-tudar” do local.
Os pequeninos gostam muito mais de dar presentes do que receber, então em casamentos ou festas de aniversário, o anfitrião da festa é que dá os presentes e não os convidados, são geralmente presentes simples, as vezes, apenas alguns grãos ou sementes, mas que tem um significado profundo para quem recebe e quem presenteia. Deixar de presentear alguém é chamado de “ Coctp-pic” e traz sete anos de azar (segundo a crença) ao anfitrião e para cada participante que deixar de ser presenteado.
Aliais, os pequeninos em geral são muito supersticiosos, tendo uma crendice ou simpatia para tudo, “pular de um pé só 3 vezes para afastar a solidão” ou frases do tipo são bastante comuns, especialmente nas comunidades mais isoladas.
Por isso, os Sacerdotes são muito respeitados, principalmente os de Lena, sendo geralmente esses escolhidos como “Toc-tudar” de uma grande comunidade. Não só os sacerdotes tem especial destaque, mas também os Bardos de outras raças que passam por lá, especialmente os elfos, pois embora os Pequeninos sejam muito curiosos, a maioria detém um senso de cautela exagerado. A maioria gosta de “viajar” por Tagmar através das histórias desses estrangeiros.
Aliais, isso é um fato curioso, porque qualquer estrangeiro de outra raça que não seja Bardo, é muito discriminado até ter alguma aceitação na comunidade, especialmente os magos. Mas depois de avaliados e aceitos, os pequeninos podem até convidá-los para participar de suas festas.
Brocaterras e os Cintasoltas – São dois clãs extremamente numerosos na porção norte de Verrogar, são especialistas na produção de fumos. Os Brocaterra em especial, também são muito conhecidos em Magiara (Marana) e por lá são renomados mineradores e artífices, sendo um dos poucos lugares do mundo onde se pode encontrar um Pequenino ferreiro. Os Brocaterra de Magiara possuem também uma estreita ligação com os anões que vivem nos arredores dos montes Palomares.
Cassir – Um clã muito conhecido em Dantsem e bem abastado devido ao seu “segredo de família”: a produção da perrita. Uma bebida fermentada de alto teor alcoólico, apreciada por nobres de toda parte. A bebida é feita a partir da fermentação do arroz que eles mesmos cultivam.
Covarasa – Clã muito abastado de Marana que possui uma invejável lavoura de leguminosos em Litória. Seus legumes parecem crescer três vezes mais que os legumes comuns, e todos depois de preparados possuem um gosto adocicado bem característico como se tivessem sido adubados com mel.
Tocafunda – São agradáveis e desconfiados, muito encontrados em Caliana (Marana), extremamente hábeis comerciantes de víveres que com a prosperidade passaram a comercializar toda a sorte de especiarias.
Larda – Familía muito conhecida em Mutina (Filanti) graças ao notório Sobrao Larda e os excelentes ladinos da guilda do Metro.
Outros clãs famosos e espalhados pelo mundo conhecido: Midfricas (ou Medfrica dependendo da região), Pelerrosas, Sentaclavas, Brocasoltas, Caiabolsa, Dentefora, Gridedique, Eslinque e Amoravida.
Os pequeninos não são fanáticos religiosos e, embora a maioria cultue Lena, muitas vezes o fazem até sem saber, dando uma importância mínima à religião. Dificilmente encontram-se templos de alguma divindade em uma cidade Pequenina, mas um dos mais conhecidos é o Templo da Rosa Rubra (em homenagem a Lena), que fica em Abrasil.
Uma das lendas mais difundidas entre eles é sobre um reino das fadas que se encontraria em Dartel, também chamado de “Terra das Brumas” ou “Ultimo Lar”, diz-se que essa região é o refúgio para os pequeninos que desejam abandonar para sempre o mundo conhecido, tal lugar seria governado por nobres seres de aparência elfica chamados Sidhe que formariam o grande conselho chamado Paradalca.
Embora o Malês não seja sua língua oficial, é a língua mais usada pela maioria dos pequeninos. Sendo difícil encontrar um pequenino que conheça o verdadeiro idioma da raça. Mas como uma raça tão introspectiva pode assimilar tão rapidamente uma língua estrangeira a ponto de te-la quase como língua principal? É um fator realmente curioso, mas isso ocorreu principalmente porque a escrita em Lanta é bem mais complexa que o Malês e pela necessidade de se comunicar com seus aliados Moldas.
Sua língua oficial na verdade é chamada de Lanta, sendo uma das mais antigas de Tagmar e que permaneceu praticamente imutável ao longo dos anos, o nome é baseado no Sábio que formou as bases para sua escrita. O idioma é praticado apenas nas vilas pequeninas mais isoladas de Tagmar e rumores dizem que seria um idioma derivado da língua das fadas.
Algumas palavras comuns: Pictp-pic (Travessura ou traição, também é o nome de uma das principais brincadeiras da infancia pequenina, que consiste em se esconder e correr); Güik-pic ou Güictin (Significa estrangeiro ou membro de outra raça, a diferença entre as duas formas é que a primeira é usada pejorativamente: “Seu 'Güik-pic' de uma figa!”, enquanto a outra é amistosa: “Olá 'Güictin'!”); Fiaso (Esposa); Fict (Marido); Tuwik (Vizinho); Coctp-pic (Mal presságio ou doença contagiosa); Toc-tudar (Sabio ou Governante de uma comunidade); Tooc (Senhor); Squik (Amigo).
Acham estranhos os hábitos e costumes de outras raças civilizadas, as vezes debochando desses hábitos em suas rodas sociais.
Um vilão típico seria extremamente ambicioso (não por amar o dinheiro, mais sim o conforto que ele proporciona), tais vilões geralmente não fazem mal a pequeninos, porém qualquer um que não seja da raça é “esmagado” na primeira oportunidade.
Os pequeninos são um povo amante da paz e prosperidade, que via de regra prefere viver em seus povoados e são, como raça, bastante tímidos. Suas comunidades são difíceis de se localizar devido à excelente camuflagem; se um personagem, no entanto, é aceito, o povo pequeno se revela hospitaleiro e alegre.
Os pequeninos são, em geral, um pouco epicuristas, amando os prazeres simples da boa mesa, música, dança e festas, sendo os Bardos sempre bem recebidos em seus povoados. Isto torna o pequenino, quando em companhia de seu povo ou de amigos, um personagem alegre e extrovertido. Eles são mestres das artes do subterfúgio, tendo por isto grande sangue-frio. Por evitarem o combate frontal, alguns os julgam covardes. Ledo engano! Sua coragem é respeitada por todos que os conhecem, pois eles apenas preferem a cautela a atos impensados.
Por esta timidez e felicidade com sua vida, os pequeninos não se interessam em partir em busca da riqueza, conhecimento ou poder. Ocasionalmente, porém, um pequenino deixa seu lar para viajar pelo mundo, levado pela curiosidade ou pela ambição (esta última bastante rara entre eles).
São como raça extremamente ágeis, tendo também uma resistência física de dar inveja e uma atenção elevada considerando os padrões humanos, apenas não são muito fortes, principalmente devido à baixa estatura e constituição muscular delgada.
Eles não compreendem a magia que não vem dos Deuses e por isso não podem se tomar Magos, Rastreadores ou Bardos. Podem ser Guerreiros pois embora tenham ajuste de –2 em Força, seus bônus em Agilidade e Físico possibilitam bons combatentes. Como Ladinos, porém, os pequeninos são insuperáveis, pois sua Agilidade pode chegar a níveis inatingíveis aos humanos (ou mesmo aos elfos) e alguns, por isso, chegaram a se tomar conhecidos como os melhores gatunos do continente. Embora seja muito raro, eles também podem ser Sacerdotes, como todas as raças.
Os pequeninos têm um período de vida similar ao dos humanos, isto é, cerca de 80 anos.
Devido a sua altura e constituição muscular delgada, os pequeninos recebem um ajuste de -2 para sua Força. Eles apresentam, porém, uma grande resistência física e por isso recebem um ajuste de +1 no seu Físico.
Além disso, os pequeninos costumam ser extremamente ágeis e atentos se comparados com os padrões humanos, recebendo um ajuste de +2 para sua Agilidade e de +1 em Percepção.
Eles podem ser Guerreiros pois embora tenham ajuste de –2 em Força, seus bônus em Agilidade e Físico possibilitam bons combatentes. Como Ladinos, porém, os pequeninos são insuperáveis, pois sua Agilidade pode chegar a níveis inatingíveis aos humanos (ou mesmo aos elfos) e alguns, por isso, chegaram a se tomar conhecidos como os melhores gatunos do continente. Embora seja muito raro, eles também podem ser Sacerdotes, mas não podem ser Magos, Bardos ou Rastreadores porque não entendem e discriminam a magia não divina.
Profissões: Ladino, Guerreiro e Sacerdote.
Ajustes: For -2, Agi +2, Fis +1 e Per +1.
Velocidade Base: 12
EF Básica: 11
Características especiais: Não podem usar magia não divina.
Início de carreira: Geralmente entre os 16 e 25 anos.
Longevidade: 80 anos.
Altura média: 1,14m.
Peso médio: 30Kg.