(Tiberius para seu primeiro grupo de discípulos)
Ao contrario das outras confrarias, os Misticos veem a arte de uma forma própria, segundo Tiberius a arte era em si a expressão da própria alma, daquilo que torna os seres livres diferentes de todos os outros, uma forma de uma alma se comunicar com a harmonia mistica e outras almas existentes. Para eles a arte não é nem um produto da cultura e nem ela própria, sendo sim seu componente básico, os tijolos sobre o qual as culturas são criadas através do pensamento coletivo da população. A arte não é criada pelo artista e é a redescoberta daquilo que já existe no interior de cada um, transmitida aos outros numa forma de relembrar a estes também da existência destes sentimentos em seu interior, sendo eles bons ou maus. A arte é amoral, possuindo em si o bem e o mau, não se importando com os efeitos que causara nas pessoas, sendo uma força primordial da própria existente e um reflexo da própria arte dos deuses, cabendo a consciência criar a moral para saber aonde frear a arte.
A arte é também um instrumento de aperfeiçoamento pessoal, um aperfeiçoamento que cada a cada um individualmente, pegando sua essência anterior a criação e moldando sua própria existência, ela também é um instrumento para influenciar o mundo, seja nas formas mais materiais como encantar alguém como uma musica, seja nas formas mais magicas como ao usar a arte para moldar o mundo a sua vontade. Uma ferramente ilimitada que se comunica diretamente a harmonia universal e interfere em seu fluxo, dependendo somente do conhecimento que o Mistico possui de si mesmo.
Os Misticos não possuem nenhuma função especifica na sociedade, sendo muitas vezes andarilhos e eremitas, vivendo de pequenos trabalhos e apresentações de suas habilidades musicais pelos locais por onde passam, não possuindo a priore preconceito contra o uso de sua força física para a realização de serviços honestos. Poucos ou nenhum mistico usa seus dons de forma a enganar as pessoas, sendo que a maioria deles consideraria isto indigno a não ser nas condições em que isto seja extremamente necessário.
Os Misticos estão entre os mais raros entre os bardos e também entre os tipos mais desconhecidos da população em geral, graças a sua discrição e a falta de uma vestimenta característica.
Todos os Misticos se consideram parte de uma unica instituição, mesmo que totalmente descentralizada e que exista pouco contato entre eles, existindo uma forte ligação entre os Misticos. Isto se deve em grande parte ao fato que a Confraria dos Misticos surgiu muito recentemente.
Sua historia começa com o fim da Seita, quanto o bardo Tiberius, um elfo dourando proveniente de Âmiem, iniciou sua jornada em busca do sentido da vida e da harmonia interior. Durante mais de 50 anos ele andou pelo mundo, não se sabe o que aconteceu durante estes anos, mas ele resurgiu n’Os Reinos pouco depois do fim da Unificação.
Após sua volta ele reuniu 13 discipulos entre bardos alinhados com suas ideias e os ensinou sua filosofia de vida e os fundamentos de seu novo tipo de magia, criando assim a Confraria dos Misticos. Após 20 anos de ensino, Tiberius desapareceu, deixando somente instruções para que seus discípulos espalhem seus conhecimentos pelo mundo. Os 13 discípulos, ou como vieram a ser chamados “Os Primeiros” se espalharam pelo mundo, indo uma para cada direção e cada um deles reuniu mais 13 discípulos, a segunda geração de discípulos e os ensinaram sua arte, deixando de ensinar após isto.
Atualmente “Os Segundos” vagam pelo mundo em busca de discípulos, a maioria não mais se importando com o numero de 13 discípulos, sendo muito mais flexíveis quanto a isto. Porem existe uma tradição forte entre os Misticos que ao se apresentarem formalmente dizem os nomes de seus mestres e dos mestres destes chegando até Tiberius.
Atualmente existem já Misticos da terceira geração ou “Os Terceiros”.
“Não gostaria de pensar um pouco mais sobre isto?”
Muitas vezes se interessam num assunto e seguem em frente em sua investigação, independente da importância real deste. Outras vezes aceitam trabalhos pagos de forma a conseguir seu sustento, não sendo isto algo visto como errado por eles.
Muitos discípulos são atraídos por causa de traumas que sofreram no passado, procurando uma busca para a redenção e de uma nova vida sem as preocupações do passado.
Sendo a maior influencia da religião entre os Misticos, a sua própria visão de mundo e da filosofia desenvolvida por Tiberius.
Tiberius ensinava a seus discípulos que não se deve julgar alguém sem lhe conhecer direito e esta é uma parte importante da filosofia Mistica e não se levar pelo o que os outros dizem. Por causa disto tentam manter uma relação amigavel com todos, mas não falsa na maior parte das vezes, até os conhecer melhor.
Os Místicos são pessoas vividas e viajadas, mesmo os que possuem pouca idade apresentam maturidade e autoconhecimento impressionantes. Muitos decidem viajar em busca de autoconhecimento, e esperam encontrar isso através da meditação, da contemplação das paisagens e das experiências, e da sabedoria encontrada nas diferentes culturas e nas relações com as pessoas. Quando interagem com outras pessoas buscam aprender lições sobre a vida e sobre os sentimentos, e muitas vezes buscam ajudá-las a também encontrarem sua iluminação interior.
Enquanto outros bardos se ocupam com as relações entre as pessoas (relações externos), eles se preocupam em entender e resolver os conflitos internos de si mesmos e dos outros (relações internas). Por isso, muitas vezes são introspectivos.
Como disse Tiberius aos seus discipulos ao lhe perguntarem qual o caminho para alcançar a plenitude “O caminho para a plenitude não é um e nem dois, mas são tantos como os seres vivos existentes em toda Tagmar”. Um dos pontos mais importantes entre os Misticos é alcançar a plenitude interior, o conhecimento completo de sua propria alma e com isto alcançar por fim a liberdade verdadeira e a união com a propria harmonia mistica. Muitos dizem que somente Tiberius alcançou este proposito, outros dizem que nem este conseguiu, mas para os Misticos o mais importante é a propria jornada, pois através desta é que se evolui. Portando a seguir vamos mostrar os principais caminhos usados pelos misticos em direção a plenitude.
O Caminho da Mente: O caminho da mente é escolhido por aqueles que são mais fechados sobre seus pensamentos, meditando sobre eles ao invés de os comunicar. Estes procuram a plenitude através do relembrar de seus atos e os julgarem posteriormente, procurando suas proprias falhas.
O Caminho da Voz: O caminho da voz é escolhido por aqueles que tem mais facilidade de comunicar o que querem e de empreenderem longas discussões sobre o sentido de tudo. Estes estão sempre procurando novas opiniões para comparar com as suas anteriores, de forma a se aperfeiçoarem através das experiencias dos outros ao ver as falhas e acertos em varias formas de ver o mundo.
O Caminho do Som: O caminho do som é escolhido por aqueles usam as vibrações de suas cordas vocais como uma forma de se conectar com a harmonia mistica, alcançando um momento de meditação e de limpeza interior. Estes procuram a plenitude através da limpeza da mente, de forma a melhor absorver todas as informações possíveis.
O Caminho das Cordas: O caminho das cordas é usado por aqueles que usam seus instrumentos como forma de transmitirem suas emoções e pensamentos, procurando sempre a perfeição em suas melodias, perfeição que quanto achada espelharia a perfeição de sua própria. Estes são aqueles que seguem mais fielmente a doutrina que a arte é a expressão da alma, achando que quanto conseguirem a arte perfeita, conhecerão por completo a própria alma.
O Caminho das Cores: É o caminho trilhado por aqueles que enxergam a harmonia do mundo através do brilho das auras. Um bardo que opta trilhar este caminho é atento e observador. Eles analisam pessoas, objetos, locais e paisagens de forma contemplativa e perspicaz. Refletem seu estado de espírito através de imagens em tela, em madeira, em gesso ou em qualquer outra superfície que o conforte ao ver sua arte refletida.
Tiberius, O Professor de Todos
Nascido nas florestas de Âmiem, este elfo dourado aprendeu deste de cedo os segredos da musica e da magia, Tiberius era jovial em seus primeiros 100 anos de vidas, antes do surgimento da Seita, em uma época em que não tinha preocupações além de conseguir seu sustento através de sua arte e cortejar as mais belas elfas de Âmiem com suas canções e poemas, conhecendo sua amada nesta época, com a qual teve um filho. Porem após estes anos de paz surgiu a seita, e a guerra se seguiu a esta e como sempre na historia, da guerra surgiu a morte, primeiro de seu filho um nobre guerreiro de Âmiem e depois de sua esposa pela tristeza de ver seu filho morto.
Tiberius conseguiu superar suas perdas, mas manteve durante muitos anos um vazio em seu coração e uma tristeza que empalidecia as belezas do mundo a sua volta. Ele se uniu ao esforço de guerra contra a Seita, mas sem seus talentos mágicos, ajudando os feridos e adquirindo muitos conhecimentos básicos sobre o mundo. Após o fim da guerra e a Unificação, ele deixou Âmiem e se tornou um eremita, vagando pelo mundo em busca de respostas a muitas de suas perguntas e da redenção.
Pouco se sabe sobre sua jornada, só que ela durou muitos e muitos anos, nos quais ele passou pelas Terras Selvagens, por toda a região d’Os Reinos e até mesmo chegando as Ilhas Independentes. Se sabe porem que num momento de sua viagem ele encontrou antigos escritos que falavam sobre a magia através da canalização do karma através das cordas vocais, provenientes do segundo ciclo, assim como textos filosóficos de antigos sábios e estudiosos.
Com base nestes escritos ele desenvolveu sua própria filosofia de vida e seu estilo único de magia, ao voltar a’Os Reinos ele era um elfo novo, que deixou suas antigas preocupações de lado e estava em busca de sua própria iluminação, nesta época ele reuniu seus 13 discípulos e começou seus ensinamentos, até seu desaparecimento misterioso.
O Silencio
O mais importante e conhecido entre os discípulos de Tiberius, também foi seu maior amigo e segundo muitos seu amante, o fato é que pouco se sabe sobre Silencio, mesmo entre Os Primeiros sua historia é um mistério. Sua origem é o Reino de Ludgrim, mas nasceu durante o domínio da Seita sobre a região e por muitos anos fugiu em meio a morte de seus parentes e seus amigos, fala-se que cometeu ele próprio muitas atrocidades para permanecer vivo e possui em suas mãos mais sangue que a maior parte dos homens, mas mesmo disto não se tem certeza.
O que se sabe ao certo é que foi o primeiro d’Os Primeiros, encontrado por Tiberius na região de Porto Livre, mesmo que se desconheça como este chegou a esta região, o fato é que dali em diante sua vida mudou para sempre, adotando os ensinamentos de Tiberius e aprendendo a profissão dos bardos.
Durante seu tempo como discípulo de Tiberius foi o mais leal de todos, mas sem nunca perder sua melancolia natural e nem largar sua devoção a Cruine. Com o desaparecimento de Tiberius, ele jurou não falar mais palavras que o necessário e poucos são aqueles que ouviram qualquer som saindo de sua boca.
Ele andou em direção a Ludgrim com e la encontrou seus discípulos e formou sua escolha que nunca parava em um lugar, ensinando seus alunos sem nunca dizer uma palavra, através de gestos e atos.
Menos que aqueles que o viram falar, foram aqueles que o viram usar seus poderes, mas contam-se as lendas que ele possui o poder de paralisar dezenas com sua voz e a matar alguém simplesmente lhe dizendo seu nome, sejam estas lendas verdades ou mentiras, nenhum de seus discípulos teve acesso a estes poderes.
Magia - Custo
Magia - Desestabilização Mística 3
Trauma 2
Magia - Ruído 2 (livro de Magias)