A cidade-estado de Ol é o puro caos. Atrás de suas muralhas e de um exército sempre pronto para ação, centenas de comerciantes de todas as procedências vêm comercializar produtos e escravos de locais distantes.
A cidade foi construída de forma caótica e em torno dos seus três grandes mercados, com caravanas que estão sempre em um fluxo incessante, trazendo e levando mercadorias.
O primeiro mercado é o de produtos, estes podem ter sido roubados de guildas, de grandes comerciantes ou de algum incauto local. Nunca se pergunta a origem e jamais quem é o comprador.
O segundo mercado é o de escravos ou o Mercado de Ozair. Muitos pais trazem filhos para serem vendidos, assim como o contrário também ocorre. Muitos são prisioneiros de guerra, o que permite que muitas pessoas possam comprar entes queridos seqüestrados ou capturados por invasores. É neste mercado também que grandes comerciantes do Império Aktar compram seus futuros gladiadores e criaturas de outras raças para os jogos locais. Um escravo vendido aqui pode estar no mês que vêm em qualquer parte do mundo.
O terceiro mercado é conhecido como Mercado de Boatos. Conspirações. Assassinatos. Traições. São as informações correntes e sempre passíveis de serem compradas pelo preço certo. Muitas informações vendidas são falsas ou boatos de mentes desequilibradas, mas sempre existem dicas quentes de acontecimentos ou respostas para perguntas perigosas.
A cidade se encontra espalhada, em uma área bem maior que as demais cidades birsas e conta com vários guetos em especial a de artistas circenses.
Marcilio é o líder glutão da guilda da cidade de Ol. Fanfarrão e debochado tem levado a vida de forma desregrada desde que nasceu. Marcilio se especializou em algo que muitos acreditam não ser importante, informação. Não existe cidade no mundo onde seus olhos e ouvidos não estejam atentos, mas ao contrário do Mercado de Boatos, Marcilio sempre oferece informações garantidas ou seu dinheiro de volta. Não existe nada que ele não saiba, de reino a monstros. Boatos sobre uma região? Ele conhece todos e é o melhor lugar para se começar uma aventura com segurança. Mas o que vem aumentando exorbitantemente seu lucro é a venda de escravos, sendo eles birsos ou não. As guerras têm se tornado cada vez mais constantes e o lucro também.
Lasgura é o Mestre externo, que comanda ao Escritório de Magia da cidade. Um homem que não desperta qualquer confiança, nem tão pouco ameaça qualquer um. Muito mais um burocrata que faz com perfeição suas tarefas diárias e termina seu dia em casa seguindo uma vida de casado exemplar.
O sacerdote de Bursi, Ptolomir é um homem destinado a viver em um dilema. Se por um lado o rei e outros homens do poder têm destinado recursos para aplacar as diferenças sociais, por outro lado permitem que o mercado de escravos permaneça em seu reino. Apesar de não se impor contra o mercado de escravos, também não se opõem abertamente.
O capitão Hinsis tem tido grandes problemas em enfrentar revoltosos, um pequeno grupo que se opõem as ações dos escravos e que tem gerado grandes prejuízos no comércio local. Algo que vêm enfurecendo muito os comerciantes e nobres locais que lucram com o comércio de escravos. Contando com um exército de 4 mil soldados e uma esquadra de 2 navios de guerra, Hinsis tem a difícil tarefa de acalmar os ânimos e defender a cidade.
Mas a principal mercadoria desta guilda são dois artigos difíceis, o comércio de informações e de escravos. A guilda de Ol tem olhos e ouvidos espalhados por todo o mundo conhecido, cedo ou tarde todas as informações alcançam seus membros.
O comércio de escravos vem crescendo de algum tempo para cá pelas constantes revoltas de cidades dominadas. Para muitos o lucro com a escravidão de outros birsos é algo desumano e não honrado, mas o lucro sempre fala mais alto.
Outro boato crescente é que os “Mercadores da Liberdade” um grupo que de rebeldes que se opõem a venda de escravos tem sido patrocinado pelo sacerdote Ptolomir e que a sede de suas reuniões é em uma câmara secreta sob o templo, onde muitos escravos libertos permanecem até serem levados para fora da cidade durante a noite.