No passado Esmir foi o centro administrativo da costa norte e responsável pela defesa da costa contra embarcações inimigas. Contava com a maior esquadra de guerra sob seu comando e através de seus portos desembarcavam centenas de pessoas, materiais e alimentos para a criação de novas colônias no continente.
Uma cidade fortificada e facilmente defendida é o pesadelo de qualquer conquistador. Grande parte da cidade se encontra sobre rochedos que parecem despencar sobre o mar. É uma cidade muito bela, repleta por uma rede de túneis pela qual grande parte da população da cidade se movimenta para as principais edificações da cidade.
Apesar de toda a beleza, a cidade passa uma sensação de nostalgia e um bucolismo natural aos que visitam pela primeira vez o local. O terreno onde está construída é péssimo para a agricultura e as minas de ferro, cobre e estanho são as principais fontes de renda da população.
O centro administrativo da cidade é o Palácio das Aves, uma imensa estrutura que abriga todo o corpo administrativo da cidade e a família real. A sede recebeu este nome por causa das aves oceânicas que usam seus telhados como moradia e alçam vôos todas as manhãs para caçar. É possível ver o ir e vir dos pássaros durante todo o dia, assim como ouvir o barulho que fazem.
Os hábeis ceramistas e artífices que trabalham na cidade produzem várias peças exportadas para outras cidades birsas.
A cidade-estado de Esmir apesar de não contar mais com uma das maiores esquadras de guerra, tem ainda uma das mais bem preparadas, mantendo a tradição de guerreiros dos mares.
Erginiu, líder da guilda de Esmir, enfrenta problemas. Com o avanço da Guilda de Uliça, sobre as mercadorias de luxo produzidas pela cidade, o líder da guilda de Esmir foi obrigado a aceitar a ajuda da guilda de Tapso. Perder 20% da autonomia de suas minas de ferro para a guilda de Tapso, foi o pagamento pelo transporte seguro de seus produtos.
Pormilos, Grão-mestre acadêmico da cidade de Esmir, é um dos homens mais ricos e poderosos. Sua influencia não se resume em sua atividade, mas na própria política da cidade, pois o rei Acam busca seus conselhos diariamente.
Os magos e os sacerdotes em várias cidades não têm um relacionamento muito amigável, simplesmente se toleram, já outros têm uma convivência harmoniosa, mas em Esmir, graças aos atritos entre Pormilos e o Besculio, sacerdote de Bismaral, a guerra está declarada. Um conflito que parece só aumentar a cada dia.
Maxilio, o capitão da cidade, é um pobre coitado que se vê envolvido no conflito entre os partidários de Besculio e de Pormilos, além da ação de barcos piratas cada vez mais audazes, que navegam perto da costa desafiando o poder de Esmir.
O capitão conta com uma esquadra de 6 navios de guerra e um exército com 7 mil soldados de prontidão.
Os piratas têm um ódio especial pela cidade de Esmir, pelo símbolo que esta representa e pela ainda forte e eficiente força naval. Está força naval foi responsável por 67 navios piratas destruídos, sem antes ter suas mercadorias confiscadas em nome do rei e sua tripulação passada no fio da espada.
A guilda de Esmir tem perdido o controle da comercialização dos seus produtos para a Guilda de Uliça, já faz uns 5 anos. Apesar de ainda manter o controle da produção, vive o dilema de que a qualquer momento pode não ter seus produtos vendidos pela falta do transporte.
Apesar de tudo a guilda ainda mantém o controle da extração e produção de ferro, assim como objetos dentre eles armas que são vendidas a cidade-estado de Hazor.
Recentemente um acordo fechado entre eles e a guilda de Tapso tem permitido o aumento do preço da mercadoria, aumentando também os ganhos e permitindo futuramente avançar sobre a guilda de Uliça.
Grande parte da população é alfabetizada e é o local que mais apresenta bêbados entre as cidades birsas. Existe uma taberna em cada rua e esquina da cidade sendo que o passa tempo local é beber a cerveja quente do local.