Quase tão numerosas quanto suas regiões, são as línguas, dialetos e variações faladas em Tagmar. Neste continente vasto, inclui arquipélagos pouco conhecidos, um sem número de raças inteligentes (os orcos também têm cultura, por incrível que pareça), regiões inexploradas, e até mesmo línguas mortas (como é o caso do nosso Latim).
Tagmar deve aparecer para os jogadores como um mundo vivo, onde seus personagens às vezes se vêem sem entender nada dos diálogos em um reino vizinho, ou entre falantes de outra raça. O aprendizado de novas línguas (ver a habilidade Línguas) deve ser um elemento de importância em sua campanha (se você é um Mestre) ou na construção e evolução de seu personagem. O mistério proporcionado por ininteligíveis escritas milenares, ou conversas importantes que não se pode entender, será de grande valia para a atmosfera de uma aventura.
Agora, falaremos um pouco sobre as principais línguas de Tagmar; mais particularmente, do Mundo Conhecido. O mapa acima apresenta o Continente em função de sua "fala", isto é, quais as línguas características de cada região. Assumiremos aqui que cada uma das raças inteligentes de Tagmar possui uma linguagem falada e, em alguns casos, sua representação escrita. Assim, neste jogo, para o personagem conseguir falar tais línguas, deve contar como uma Habilidade Línguas, ou seja, o jogador deve gastar os pontos para "comprar" cada língua que desejar falar, tais como as línguas Élfica, Ogro, Trol, etc. Note que tais preços se referem apenas à aquisição da linguagem falada, no caso de haver uma escrita para a língua, aplicam se as regras da habilidade Escrita.
A seguir, uma pequena lista legenda a respeito de tais idiomas.
Há, ainda, um outro aspecto importante com relação ao Malês. Ele pode ser dividido em três grupos, tendo em vista diversas variações provocadas pela influência de outros povos e culturas, são eles: o Malês Setentrional, mais puro, com alguma importação de palavras e expressões das Ilhas Independentes (através dos baleeiros de Conti e dos corsários de Porto Livre); o Malês Central, profundamente modificado e mesclado com elementos do idioma élfico (devido às grandes populações élficas de Âmiem e Lar); e o Malês Meridional, também bastante "corrompido" e influenciado, que apresenta em sua dinâmica e vocabulário muito das línguas dos povos não humanos nativos da região (orcos, gigantes e anões, basicamente).
Tais diferenças, no entanto, não impossibilitam a compreensão e o diálogo entre nativos de diferentes áreas, ou seja, embora eles tenham uma base comum, como o Português, o Espanhol e o Italiano, não são tão diferentes entre si quanto essas últimas. A dificuldade aparece mais sob a forma de expressões que o seu personagem não compreende, como palavras, entonações, etc (não, não é só sotaque, como um carioca falando com um nordestino, é um pouco mais que isso).
Do ponto de vista da habilidade Línguas, fica a critério do Mestre considerá-los como uma só língua (que todos já começam o jogo sabendo) ou como idiomas diferentes a serem comprados um de cada vez, gastando talvez menos que os pontos indicados na descrição da Habilidade.
Uma das mais antigas línguas de Tagmar, o Lanta de hoje é praticamente o mesmo de há milênios.
Sendo a língua escrita mais antiga de todo o Tagmar, é ainda muito usado em textos de estudos e de magia, ou seja, toma às vezes o papel de língua acadêmica.
Encerra aqui a nossa lista de línguas, não querendo de maneira nenhuma dizer, com isso, que são as únicas. Sinta se, como Mestre, livre para acrescentar novas línguas (por exemplo, uma variação do Malês que só exista em Abadom e na Levânia que seja grandemente influenciada pela língua draconiana), criar "velhas" (antigos idiomas e escritas existentes, por exemplo, no Segundo Ciclo, ou mais além), enfim, fazer a sua parte do jogo: usar a imaginação.