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Ordem de Maira .  

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A Ordem dos Runcaim

Ainda estava escuro quando me levantei... O meu corpo estava dolorido pela sagaz luta do dia passado. O sol permanecia escondido por entre as Montanhas Xarar e o frio recuava enquanto eu ascendia uma tocha. Senti novamente a dor da minha mão esquerda, enfaixada com tecidos e avermelhada com meu sangue. Lembrei do combate contra os orcos comandados por dois necromânticos. Nada mais do que jovens irmãos ambiciosos... Sorri diante da dor!

Não foi uma luta difícil, e sinto que não será como os trovadores, cantores e poetas viajantes, irão dizer dessa luta. Haverá louvores, júbilos e mais inimigos do que a verdade permitiria dizer. Na verdade, foi fácil! Os irmãos necromânticos, jovens e sem talento, eram mais chatos do que perigosos, e os orcos nada mais do que lixo.

Ainda me lembro como os surpreendi, emboscando-os no seu próprio acampamento. Mas só depois que um dos orcos, talvez o único que representasse perigo verdadeiro, atingiu minha mão esquerda com sua foice, eu usei o anel. E ele funcionou! Cobrindo meu corpo com bronze puro. Unindo carne a malha, refletindo a luz bruxuleante do acampamento. E a luta ficou mais fácil ainda!

Mas isso tudo agora é passado...

Segurei firme e senti o peso reconfortante de minha espada. A dor na mão esquerda aumentou quando terminei de colocar a cota de malha. Peguei aquele intrigante pergaminho debaixo do travesseiro e reli seu texto:

“Grande Senhor, Âmiem está em luto pela morte de Ugrim, Fúria da Floresta, rogamos para que este pergaminho chegue a suas mãos e que atenda ao nosso chamado, retornando as suas raízes e consagrando-se Mestre da Ordem.”

Cordialmente, Conselho de Runcaim.

Senti o cheiro de fumaça e o fogo da tocha aumentou quando coloquei o pergaminho em seu topo. E segui viagem rumo à Floresta de Brindel.

Duas semanas levantando poeira da estrada, dormindo ao pôr do sol e levantando antes que ele nascesse. Frio e medo me acompanhavam, aumentando ainda mais a astúcia de minha imaginação.

As verdes copas das árvores de Brindel foram as primeiras sentinelas que me viram. Eu as saudei!

Minha entrada na cidade foi ocultada pelos eventos comuns e não me esforcei para que fosse o contrário. Mas os Runcaim, guiados de preparação e sabedoria, souberam me recepcionar. Foram ditas palavras, feitos juramentos, foram servidos vinho e pão, e logo ficou decidido que somente no outro dia, nas sombras e charnecas da Floresta de Lauris, eu seria testado. De modo que tive um dia de folga.

Aproveitei para andar... Visitei velhos amigos, revi alguns parentes, disse os nomes dos que não mais viviam e aprendi os dos jovens que corriam soltos ao redor da velha casa na qual fui criado. Foi nesse dia que fiz meu primeiro vaso, sentindo a argila entre meus dedos e vibrando o pé na roda de giro. Não valia nem uma caneca de boa cerveja!

No dia seguinte, os raios do sol iluminavam a procissão silenciosa, vigiada pelos olhares atentos dos animais silvestres. Papa-capins e codornas sobrevoavam livres no céu azul, enquanto lebres festejavam-se nos arbustos de amoras. Fechei a mão esquerda já curada do ferimento.

Já na clareira senti amor e orgulho, e um círculo de homens e mulheres encapuzados entoou um cântico celestial, invocando a benção de Maira nesse dia benigno. Uma grande e majestosa árvore, com caule e folhas douradas, emanava simpatia aos presentes, sendo guardada por homens montados em imponentes grifos, todos resplandecentes em sua glória já conquistada.

Fiquei admirando-os! Eles andavam calmamente, como se o tempo fosse irrelevante. Seus mantos ornamentados cobriam de verde a terra macia. No alto, o orvalho parecia cristal iluminando toda a clareira.

Juntos, Senhor dos Runcaim e Senhora da Ordem, me entregaram a famosa Corneta Prateada.

— Muito obrigado Mulinarti e Enora — ouvindo minha voz percebi o tremor em seu sentido.

Meus lábios grossos tremeram no contato frio da corneta, e meus pulmões sopraram o ar dentro deles, e preencheram o local com um revigorante trovejar.

Rápido... Rápido e brilhante, rapidamente eu vi a silhueta de um ser se aproximando vindo do sul.

Suas asas eram grandes e douradas, seu bico era longo e afiado, suas patas eram verdadeiras armas letais, e sua sabedoria era medida pelos seus grandes olhos expressivos.

Calmamente me aproximei daquele magnífico grifo que seria meu parceiro, minha respiração estava inaudível pelo cântico dos membros. Juntos, como se fosse por encanto, curvamo-nos um ao outro, olhos fixos.

Tomei as rédeas e montei em sua sela, senti todo o calor do seu corpo e a aspereza de suas penas. Seus músculos se contraíram e logo estávamos voando, senti o vento passar fino em meu rosto.

Eu estava muito feliz!

E o meu destino finalmente se revelou...

História

A Ordem de Maira surgiu no ano de 685. Um dia enquanto cavalgava pelas florestas de seu reino, o nobre rei élfico Gáltilo foi tocado por uma suave voz vinda da Floresta de Lauris. Por horas cavalgou dentro da Floresta seguindo aquele clamor... Até que descobriu de onde saía aquele som encantador... Alcançou a Grande Árvore. A sua frente se encontrava uma das grandes árvores douradas, sagradas em toda Tagmar, consideradas como a “mãe” de todas as árvores. De suas folhas e tronco saiam raios de luz como o nascer do sol.

Os grifos que a sobrevoavam, desceram e se ajoelharam quando o rei se colocou diante dela. Os grandes Protetores da árvore se colocavam a serviço daquele que foi escolhido pela própria deusa. Grandes grifos se encontravam a sua volta venerando e protegendo a árvore dourada.

Uma voz suave, porém imponente, o convocava para proteger as belezas da terra e honrar seu povo. Ao retornar a sua cidade, Gáltilo por muito tempo teve sob seu corpo uma leve aura dourada, e de seus olhos somente saía uma expressão de bondade.

Nos anos que se seguiram não somente elfos, mas outras raças foram convocadas para ingressar na Ordem de Maira, apesar de a grande maioria ser composta de elfos.

Os anos da Ordem de Maira foram difíceis. A luta contra a Seita, a perda de seu líder, e a custa de muitas vidas de valorosos companheiros amargaram os corações de seus membros. Contudo, foi no ano de 1402 D.C., que a Ordem obteve sua maior vitória.

Aprisionando o príncipe demônio Morrigalti um grande golpe foi desferido contra o inimigo. A Ordem então teve que decidir o que deveria ser feito. Incapaz de destruir tal criatura foi necessário construir uma prisão que a guardasse para todo o sempre ou até que se descobrisse uma forma de se desfazer daquele terrível prisioneiro.

Foi criado então um grupo composto por valorosos soldados que dedicariam suas vidas a proteger e guardar este “prêmio”. Foram escolhidos para esta tarefa os membros das famílias de Âmiem mais fiéis à Ordem. Seria passada através dos anos a função de pai para filho até que seu último serviço a Ordem fosse a Última Jornada.

Por quatro anos foi escavada na montanha a prisão. Auxiliados pelos mestres anões de Acordo, a prisão foi construída mais profundamente possível e protegida contra todo o tipo de magia. Das mil e quinhentas famílias que foram selecionadas para a função e que receberam o título de Protetores de Maira, restam pouco mais de oitocentas. A cada ano o número de primogênitos vem diminuindo pelos rigores da função que levam muito cedo a vida de jovens Protetores (estes não morrem, mas pela influência demoníaca ficam impossibilitados de ingressarem em Âmiem novamente).

Aos demais Mestres da Ordem de Maira, fica a incumbência de lutar por sua deusa, proteger suas obras, patrulhar as fronteiras de Âmiem, e levar a justiça e a paz para todos os povos e servos da deusa mãe.

Após a guerra contra a Seita, grandes grupos, mestres e, ainda, outros que ainda buscam formar seu próprio grupo partem de Âmiem com a função de fundar novos templos pelo continente de Tagmar, e levar a beleza da deusa a todos os cantos tocados pela Seita.

Localização

Não existe mistério acerca da localização da Ordem. Todos sabem que ela se encontra em Âmiem, na capital deste reino, que se encontra na Floresta de Brindel.

A única localização secreta da Ordem por motivos de segurança é a prisão de Morrigalti. Escavada na Xarar sua entrada fica na base da montanha e é guarnecida pelos Protetores, por ilusões e toda a sorte de camuflagens. Uma descida com extensão de dois mil metros, com passagem por três antecâmaras. A câmara principal de 180 metros quadrados se encontra a 720 metros abaixo do nível da terra. No centro existe o cristal que aprisiona o demônio. Runas de proteção e aprisionamento se espalham por todo o ambiente. Nove plataformas são destinadas aos carcereiros, que se revessam em turnos de seis horas.

A influência demoníaca se faz sentir durante toda a região. A floresta de Edelnur deixou de ser um lugar seguro e agradável. Uma aura de medo e opressão afastou as belas criaturas da floresta e atrai seres de intenções maléficas, em especial, magos necromânticos e orcos.

Símbolo

São dois os símbolos da Ordem. Para os Mestres de Maira é a cabeça do grifo exposta em seu escudo e estandarte. Aos Protetores de Maira e os demais Mestres da Ordem o desenho da árvore dourada deve aparecer ou na armadura, ou no escudo ou no cabo da espada.

Objetivo

O Objetivo da Ordem é levar a palavra de Maira para os povos e a proteção das belezas do mundo de Tagmar. Ao longo de sua existência duas responsabilidades foram adotadas pela Ordem. A primeira e mais importante é o aprisionamento e, se possível, a destruição dos príncipes demoníacos, em especial Morrigalti. A segunda responsabilidade é combater a seita em todas as suas formas.

Senhor dos Runcaim

Título dado ao líder do Conselho dos Runcaim e segundo líder da Ordem. Cabe a ele presidir o Conselho dos Runcaim e a convocação destes a qualquer momento.

Mais do que o líder da Ordem, cabe-lhe a difícil tarefa de administrá-la e a seus Mestres. Usa sempre um grande colar contendo um triângulo feita em ouro e com três diamantes em cada ponta, representando as três faces de Maira.

Runcaim

É o mais alto posto da Ordem dos Mestres de Maira. A vinte grandes Mestres de Maira é dado o privilégio de usar uma das vinte cornetas prateadas da Ordem. Com tais cornetas podem convocar os grandes grifos que servem de montaria e carregam com eles armas da Ordem feitas com o mais nobre metal.

Estes Mestres andantes estão sempre vagando pelo mundo de Tagmar para levar a ordem e a paz aos reinos mais distantes. Auxiliam todos aqueles que necessitam de sua ajuda.

Sua armadura é prateada e bem polida, usam espadas afiadas, capas verdes e arcos longos. Sobre a sua armadura usam o grande manto da Ordem de Maira com o seu símbolo e de cor verde escura. Têm em sua posse sempre um animal de estimação que são seus companheiros de viajem, uma corneta prateada e um anel de Josar.

Mestres da Ordem de Maira

É o segundo maior posto da Ordem. A eles fica destinado o treinamento de cinco aprendizes e a escolha de um Pupilo. Os Mestres mais fortes e destemidos recebem o direito de usar o anel de Josar. Como já dito, é um anel mágico criado pelo nobre alquimista Josar exilado das terras distantes do reino de Runa. Têm, ainda, um animal de estimação que fica aos seus cuidados.

São mais encontrados no reino de Âmiem. Nestes tempos, muitos vagam por terras distantes levando a justiça e a paz aos locais mais distantes de Tagmar. Partem sempre em grupos de 5 a 7 indivíduos.

Após a guerra contra a Seita muitos partiram para regiões mais distantes com a missão de fundar novos templos e angariar novos integrantes para a Ordem. Muitos mestres, após anos cumprindo o seu juramento e servindo a Ordem, por algum tempo, passam suas vidas sem ter a obrigação de auxiliar nos ensinamentos de novatos, não tendo por isso, pupilo ou aprendizes.

Caberá ao mestre escolher o melhor momento para se fazer essa escolha. Contudo, em algum momento deve responder ao chamado da Ordem e formar o seu próprio grupo. Alguns Mestres optam por formar grupos menores, ou mesmo formá-los somente após algumas aventuras por Tagmar, quando finalmente se sentem maduros o suficiente para assumir tal responsabilidade.

Por fim, sua armadura é prateada e o símbolo da árvore dourada é mantido na capa ou no peito da armadura.

Pupilo

Encontram-se logo abaixo dos Mestres da Ordem. São os sucessores de seus mestres e estão sempre junto a eles. Nunca um mestre será visto sem o seu Pupilo. Mais do que um auxiliar, são companheiros de batalha e irmãos da Ordem. O mestre tem a obrigação de proteger e ensinar aquele que um dia honrará a Ordem e a ele próprio.

Quando ascender na hierarquia da Ordem, deve buscar entre os aprendizes do seu próprio mestre aquele que será o seu Pupilo. Assim como buscar, entre os novos membros, aqueles que serão seus aprendizes.

Deve escolher um animal de estimação que será seu companheiro por toda a vida.

Aprendiz

São os mais baixos membros da hierarquia. São simples estudantes da Ordem com conhecimentos básicos. Estes são “adotados” pelos mestres que se tornam responsáveis pela sua educação e pela sua ascensão na Ordem. Nem todos os aprendizes se tornarão Pupilos. Somente é possível ascender se o atual pupilo se transformar em Mestre. Para conseguir ser aceito por um Mestre de Maira, faz-se necessário não somente capacidade e coragem, mas, sobretudo persistência. Tais membros vivem a serviço da Ordem e à medida que ganham importância e renome passam a ser procurados por membros mais experientes que lhes oferecem seus ensinamentos.

Cabendo, assim, não somente ao Mestre oferecer seus ensinamentos, mas também ao aprendiz aceitar o seu convite.

Possuem armaduras simples e usam somente espada e escudo com o símbolo da Ordem.

Protetores de Maira

Um cargo vitalício e hereditário. O primogênito de cada família devota de Maira foi escolhido muitos anos atrás para guardar a prisão do demônio Morrigalti. Um cargo muito importante e respeitado por toda a Ordem. São homens e mulheres que se sacrificam para manter aprisionado e seguro um dos responsáveis pela destruição de sua floresta, e pela tentativa de escravizar os povos livre de Tagmar.

Dotados de escudos com o símbolo da árvore dourada, um grande martelo de guerra e arcos são os grandes carcereiros e defensores da montanha Maira. A influência demoníaca leva alguns guerreiros a serem dispensados muito cedo de suas atribuições principais, ficando encarregados de patrulhar a montanha e a floresta de Edelnur, caçando criaturas malignas. Esses nobres guerreiros com o tempo de exposição da aura demoníaca se tornam muito violentos e cruéis em combate, sendo então direcionados à luta contra orcos e os magos necromânticos atraídos à região pela aura malígna de Morrigalti

Muitos vagam para terras distantes buscando cumprir os desígnios de Maira. No entanto, não acredite que tenham se tornado irracionais ou malignos, são guerreiros mais velhos e experientes, que conheceram o mal de perto e são atraídos até ele.

Poucos são aqueles que acabam por integrar grupos de aventureiros, contudo buscam sempre auxiliar aqueles que necessitam, formando até alianças quando necessário. Entretanto, raro são os Protetores de Maira que se unem e partem juntos pelo mundo combatendo o mal.

Alquimistas

Servem a Ordem com a produção de objetos mágicos que auxiliam no aprisionamento de Morrigalti, e na destruição dos demônios e membros da Seita. Estes não são sacerdotes, mas magos que se associaram a Ordem para ajudar a combater os demônios e todo o mal que assola Tagmar.

Peculiaridades

Os Runcaim quando morrem têm seu corpo recolhido pelos Grifos que lhes “serviram” em batalha. São trazidos junto como a sua corneta prateada à Floresta de Laudis, onde seu corpo é cremado.

Os grifos da Ordem são treinados desde novos e obedecem ao chamado de uma das vinte réplicas das cornetas prateadas usadas pelos treinadores. Quando um Mestre se torna um Runcaim, ele é levado até a Floresta de Lauris e apresentado à sua montaria.

Durante alguns meses irão viver juntos e, principalmente, atuarão juntos no árduo treinamento do jovem Runcaim, na arte de montar o seu grifo.

Os anéis de Josar são presentes ofertados pelo próprio Josar, o grande alquimista da Ordem. São usados somente pelos seus donos e após a sua morte, tornam-se simples anéis. O anel tem a capacidade de dar ao seu portador a resistência de uma estátua de bronze, permitindo-lhe resistir a ferimentos, calor e não necessitando respirar. O tempo de duração é de no máximo vinte e quatro horas, porém existe um efeito colateral. O uso indiscriminado do anel pode levar o portador a se tornar muito violento e, posteriormente, até à loucura. Contudo, esses efeitos não estão totalmente comprovados, e o próprio Josar não fala abertamente sobre o assunto.

A Ordem conta com vários alquimistas, entre eles, um jovem que há alguns anos adentrou nos limites das florestas de Âmiem em busca de asilo. Logo se mostrou de grande ajuda e seus anéis foram usados por poucos e nobres Mestres. Histórias sobre este jovem alquimista humano que aparentemente não envelhece são motivos de especulação e curiosidade por toda a região.

Última Jornada é o nome dado à despedida do companheiro Protetor de Maira que finalmente é dispensado de suas funções de carcereiro. Neste caso, já dominado pela influência maligna de Morrigalti, é enviado à floresta de Edelnur, para lutar contra o mal que nela reside.

Muitos Protetores de Maira que patrulham a região testemunham alguns antigos amigos andando ainda pela floresta como a alma tomada pela selvageria. Relatos de massacres a orcos e atos cruéis contra inimigos vencidos são muito comuns. Muitos não são capazes de reconhecer seus pais que transformados pela irá e maldade são tão perigosos quanto os que combatem. Contudo, isso não é o final de todos os que lutam contra o mal externo e interno. Existem aqueles que, mesmo tocados pelo mal, ainda mantém sua sanidade e utilizam esta maldição para caçar o mal que existe no mundo de Tagmar. Apesar de tudo ainda parecem ter em seu interior um respeito muito grande por Maira e suas obras, zelando com grande cuidado pela floresta e a vida que há nela.

Votos Espesíficos

Defesa da vida: Todo o servo de Maira deve prezar a vida de todos os seres que habitam Tagmar. Somente quando estritamente necessário, utilizam o uso da força para sua defesa e de outros.

Luta contra o mal: A Seita deve ser combatida sempre, e a todos os seus membros somente a morte deve ser reservada. Jamais deixar que membros e demônios andem e maculem a terra de Tagmar e desonrem a beleza de Maira.

Silêncio: Jamais revelar a existência de Morrigalti ou sua localização (no caso dos Protetores de Maira).

Estrutura

A estrutura da Ordem de Maira se difere das demais ordens de Tagmar e pode ser vista no diagrama abaixo.



Líderes em atividade

O líder da Ordem atual é Enora, a regente de Âmiem. Mais do que um cargo simbólico é também a manifestação da integralidade dos princípios que norteiam Âmiem e a própria Ordem, aproximando seus membros. Têm a incumbência de presidir as reuniões principais e de maior importância.

Foi somente com a morte do Rei Gáltico I, que Enora assumiu o antigo posto de seu marido ao receber pelas mãos do O Mais Sábio o fabuloso Cetro Dourado de Maira. Com sua ascensão a líder da Ordem, o cargo de Guardião da Ponte foi entregue, conforme a tradição, a seu descendente, o Príncipe Gáltico II.

O cargo de Senhor dos Runcaim é ocupado por Mulinarti Grindaim, e Marcos Callisto é responsável pelo controle dos Protetores de Maira e dos Alquimistas, reporta-se somente a Mulinarti.

Juramento

O juramento é feito em etapas.

Quando ainda é um simples aprendiz e antes de ingressar entre os Pupilos deve jurar perante o líder dos Runcaim e na presença de pelo menos um dos vinte existentes:

“Juro proteger e zelar pela Deusa Maira e suas obras”.

Quando alcançam o grau de Runcaim é saudado pelos seus pares e levado até a Floresta de Lauris. Lá sob a Grande Árvore Dourada e na presença do líder da Ordem, do Senhor dos Runcaim, e dos seus companheiros Runcaim tem o privilégio de tocar pela primeira vez a corneta prateada.

O grifo que será sua montaria por todo a sua vida aparece e ambos são apresentados. Uma aliança de força e lealdade é formada naquele dia. Mestre e montaria zelarão um pelo outro e, quando o mestre morrer, sua montaria o trará para ser cremado. O juramento é:

“Juro jamais permitir o mal e honrar a deusa até o fim dos meus dias”.

Saudação

A saudação comum da Ordem é o aperto de mão entre seus membros e o dizer “Salve irmão da Ordem de Maira”.

Relíquias

A Ordem conta com uma das grandes relíquias de Tagmar. A primeira delas é um dos três últimos exemplares das árvores sagradas de Maira, conhecidas como as Árvores da Vida. O exemplar que se encontra sob seus cuidados está na floresta de Edelnur. Suas sementes vêm sendo usadas para replantar parte da floresta destruída pelos ataques da seita. Há quem diga a Ordem possui uma fórmula especial criada com as sementes e raízes da arvore, pela qual é possível se criar um elixir da vida eterna, e esta seria a explicação para excessiva longevidade de Enora e de seu filho Galtico.

Outra grande relíquia é o Cetro Dourado de Maira, cujos fabulosos poderes são um dos segredos mais bem guardados de Tagmar.

Verbetes que fazem referência

Livro das Ordens Sacerdotais

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