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Prólogo .  

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“A diferença entre um servo que carrega um fardo com pesar e um soldado que carrega um estandarte com orgulho”.
— Leonim

I



O choque do aríete orco contra os portões do Acampamento das Três Bandeiras retumbou como um trovão. O estrondo fez a firmeza abandonasse os punhos dos soldados defensores. Os gritos de guerra dos invasores eram urros bestiais e o som de seus tambores furiosos ressoavam para além daqueles muros, atravessando o acampamento como uma promessa de morte. O céu nublou, o dia caiu na escuridão, como se a mão de Cruine houvesse se debruçado sobre o acampamento para impor seu julgamento a todos.

Uma comitiva de humanos e elfos, formada pelos comandantes das companhias estacionadas entre as muralhas, acompanhados de seus oficiais subalternos, havia se reunido às pressas para deliberar sobre os próximos passos a serem tomados diante da ameaça que havia devastado suas defesas e agora tomava o acampamento pelo aço e pelo sangue, num festim desvairado digno da obra de Crezir.

— O que quer que façamos, façamos logo! — Saulos bateu o punho sobre a mesa. — Meus homens não suportam esperar mais, temos que agir imediatamente! — O comandante da cavalaria tinha uma voz poderosa. Sua barba e cabelos desgrenhados tornavam sua aparência rústica, contrastando com a armadura e o brasão que trajava, ambos denunciavam sua linhagem, membro uma casa antiga e belicosa.

— Saulos está correto em seu ímpeto de urgência. O que aguardamos? Não demorará para que os selvagens estejam sobre nós com seus machados e lanças. Digo: devemos abandonar o acampamento. — Frenel disse, uma tênue linha de preocupação surgiu em sua testa, a única marca de expressão que conseguia riscar sua face élfica, pálida e polida.

— Como é? — A face de Saulos ruborizou. — Que eu morra antes de cometer tamanha afronta aos olhos Blator! Você quer fugir, Frenel? Então fuja! Vá embora com seus arqueiros, mas minha cavalaria permanecerá entre estes muros até o último homem. Lutaremos contra estes desgraçados! Vamos escurraçá-los com o que temos! Como fez o Príncipe Donatar na batalha por Eldair, expulsando os orcos do Vale de Sumuta.

— Chega disso! — Disse o meio elfo entre eles, com a autoridade que a insígnia do Comandante Nomeado do Acampamento das Três Bandeiras lhe conferia. — Não temos tempo para ficar discutindo, mas também não devemos nos precipitar. É preciso determinar com sabedoria o que vamos fazer, senão estaremos todos condenados!

— Frenel, — O comandante continuou. — não podemos empreender fuga, os orcos nos cercam e nos atacam. Se abandonarmos os muros do acampamento, estaremos pulando da panela para o fogo. — O elfo consentiu diante das palavras de Monfatis, que prosseguiu.

— Também não podemos simplesmente saltar sobre os orcos, — disse. Desta vez voltando suas palavras para Saulos que coçava a barba, impaciente. — eles estão famintos e frustrados pela perda de Eldair, nunca estiveram tão enfurecidos e Crezir sabe, lambendo os lábios, que não podemos vencê-los em número e selvageria!

Monfatis tinha uma aparência jovial devido à sua herança élfica, mas nem o fato de ser um mestiço e nem sua aparente juventude faziam Saulos ou Frenel colocar sua autoridade em dúvida. O Comandante Nomeado já havia demonstrado bravura e perspicácia de valor inquestionável em batalhas, um temperamento determinado, moldado numa crença firme ao deus Crizagom, Lorde da Justiça e Mestre da Estratégia.

Os dois capitães calaram, afinal Monfatis estava certo. O próximo passo que dariam definiria seu destino: vida ou morte, vitória ou desespero.

— Saulos, preciso que você una seus cavaleiros ao destacamento dos anões na parte sul do acampamento. A infantaria de Bor é pequena, mas sólida. Os anões devem garantir a defesa necessária para que ganhemos tempo suficiente para organizar uma unidade forte e concentrar um contra ataque. Frenel, seus arqueiros devem se dividir em pequenos esquadrões distribuídos pelo caminho até Bor, atacando e se retirando, retardando a perseguição dos orcos.

— Precisamos ser rápidos! — Disse Monfatis. — Pelas nossas vidas e pelas vidas dos nossos soldados. Até o amanhecer alguns de nós estarão diante de Cruine, mas lutaremos até o fim, para o orgulho do próprio Blator! E que Crizagom nos favoreça, porque esta batalha pode terminar de vez com a guerra!

II



Os senhores comandantes do Acampamento das Três Bandeiras distribuíam ordens para os oficiais que haviam assistido à reunião, pondo em curso o plano de Monfatis: ação derradeira das força coordenada de humanos, elfos e meio elfos contra a horda de orcos que açoitava os muros onde estavam protegidos.

— E quanto à enfermaria? — A voz veio do fundo do barracão. Era Kerdal, um dos sargentos liderados por Monfatis. De braços cruzados, até então o meio elfo havia esperado quieto, ainda que impaciente, a resolução dos comandantes do acampamento.

— O que tem a enfermaria? — Saulos ergueu as sobrancelhas grossas, surpreso e insultado pela intromissão feita pelo soldado de Monfatis.

— Ainda há homens lá, irmãos de armas feridos que não estão conseguirão seguir conosco. — O meio elfo insistiu, mesmo diante do olhar reprovador do comandante da cavalaria.

— Eu entendo sua preocupação, Kerdal, — disse Monfatis, antes que Saulos perdesse a compostura. — mas não temos outra opção senão deixá-los. Se nós perdermos esta batalha, eles estarão condenados da mesma forma.

— Neste caso eu peço permissão para ficar entre eles, Meu Senhor. Crizagom sabe que não sou capaz de abandonar esses homens à sorte da fúria dos orcos, para serem estripados como porcos! — O nome do deus Crizagom saiu de sua boca quase sem querer. Kerdal percebeu que o convívio com Monfatis tinha lhe ensinado mais do que lutar no exército ou liderar homens. Ele havia aprendido sobre a guerra justa de Crizagom e seus ideais preenchiam o espírito de Kerdal naquele momento de urgência.

— Então fique e encare seu destino! — Rugiu Saulos. — Monfatis, controle o atrevimento do seu soldado! Chega desse falatório, a reunião terminou!

Monfatis consentiu, dispensando todos para que tomassem seus papéis no plano arquitetado, mas vendo a preocupação descontente de seu sargento, se aproximou.

— Kerdal, preciso de você na batalha, isso é fato. Não podemos discutir agora, mas o considero como um amigo e não vou detê-lo. Faça o que acredita que deve fazer, você tem meu apoio. — Dito isto, Monfatis chamou seus homens e partiu.

III



Foi uma questão de tempo. Apesar do sacrifício do destacamento de soldados que guardava o portão, o assalto das lanças e machados dos orcos devastou o muro oeste do acampamento. A horda avançou sobre os portões destruídos. Junto do sol poente, era como se os monstros tivessem trazido com eles a própria sombra da noite.

Kerdal olhou resignado para a massa raivosa e enquanto caminhava para a enfermaria, sacou sua espada e mediu seu balanço. Respirou fundo enquanto encarava seu destino, provocou os orcos, chamando-os, e entrou no barracão. Os homens lá dentro olharam para ele, estavam surpresos e agora, tinham um pouco de esperança. Seus corpos estavam devastados pela guerra, mas seus espíritos não haviam se dobrado. Um punhado deles ainda estavam firmes o suficiente para erguer armas, algumas improvisadas, e se juntaram a Kerdal. Se era a vontade dos deuses que eles morressem naquele dia, que fosse sob os aplausos de Blator. Assim o próprio Deus da Guerra valeria por eles diante do tribunal de Cruine no além-vida.

— Meus irmãos! Seja lá o que entrar aqui, pelo aço e pelo sangue, vamos fazer que voltem para as fossas infernais de onde saíram!

Os urros dos orcos invasores foram se tornando mais altos na medida que a horda tomava o acampamento, até se tornarem uma algazarra animalesca e ensurdecedora ao redor do barracão. O terror cresceu no coração daqueles soldados, temiam que a própria Crezir, Senhora da Matança entrasse ali.

Kerdal ficou firme em sua posição, respirava profundamente tentando controlar o nervosismo. Seu coração palpitante martelava como se fosse arrebentar caminho para fora do peito. O meio-elfo não queria que os outros percebessem que seus punhos tremiam, ele não podia abalar a bravura daqueles homens que estavam no limite de sua esperança.

Quando os primeiros orcos entraram no barracão, encontraram o punho de Blator. Naqueles anos de guerra, Kerdal havia se tornado um exímio espadachim, lutando contra incontáveis bandos orcos para além das Terras Selvagens. Aproximadamente uma década havia se passado desde que seu vilarejo natal havia sido devastado pelos monstros. Kerdal havia se engajado em diversas escaramuças nas regiões de fronteira até finalmente se juntar ao grupamento de Monfatis, com quem aprendeu o calejo da vida militar… Seu líder se tornou um amigo valoroso, um comandante perspicaz e devoto de Crizagom. A partir daí lutar não significava apenas vingança contra os selvagens, mas também um caminho pelo qual protegeria o que restara. Se não havia sobrado nada feliz de sua antiga vida, se esforçaria para guardar o que restava da luz de Tagmar para que outros não compartilhassem destino semelhante.

A luta no barracão foi árdua, mas os soldados sabiam que não duraria por muito mais tempo. Soldados feridos lutando por sua vida com algumas espadas, clavas e estacas improvisadas, contra orcos sedentos pelo seu sangue! Aquela luta não duraria nada! Mas não importava. Para aqueles homens, o próprio Cruine poderia descer dos céus e ceifar suas vidas, mas haviam entregado suas almas para o Senhor da Guerra Justa!

— Por Crizagom! — Foi o que Kerdal bradou.

Era uma luta perdida.

Um urro fez os selvagens cessarem seu ataque. Não grunhiam mais ameaças, ao invés disso passaram a ovacionar, abrindo caminho para um orco especialmente enorme que entrava no barracão. — Moraquis! — Gritavam. — Moraquis! — Repetiam.

Moraquis não era um líder entre os orcos, mas um bárbaro temido e respeitado entre seus pares. Entre os exércitos civilizados, do outro lado do campo de batalha, ele tinha apenas o temor.

Kerdal deu um passo adiante, como o campeão defensor dos seus companheiros, a lâmina mais apta para resistir contra Moraquis. O orco ergueu a pesada maça cheia de cravos que empunhava, sorriu malicioso e avançou sobre o pequeno soldado que o desafiava. A fisionomia esguia de Kerdal salientava a diferença dele diante do corpo massivo do monstro.

O escudo de Kerdal bloqueou o primeiro ataque, mas não sem que seu portador sentisse a potência muscular do orco. Suas pernas vacilaram. As feras xingavam e gargalhavam. Os soldados se calaram. A esperança começou a abandoná-los.

Quando Kerdal cravou a espada na perna de Moraquis o monstro grunhiu de dor, mas ao invés de fazê-lo recuar o selvagem se enfureceu ainda mais… Ele derrubou Kerdal, os cravos de sua maça despedaçaram o escudo do meio-elfo e o feriram gravemente. Kerdal tentou se erguer mas foi atingido novamente. Ele não ouvia mais nada. O mundo ao redor se tornou rubro, uma vertigem rodopiante com as faces monstruosas de seus inimigos e os de seus amigos, cheios de medo.

Kerdal era o último ponto de luz para eles. Uma chama que não poderia permitir que apagasse.

— Por Crizagom! — Kerdal ergueu o braço que empunhava a espada, o único que tinha forças para usar. Cuspiu seu próprio sangue no chão de terra batida. Suas pernas tremeram mas ele conseguiu se firmar em pé novamente. Ele estava determinado, era como se o próprio Crizagom estivesse disposto a desafiar a passagem de Cruine, que queria colher a alma dos seus irmãos-em-armas.

Com um golpe poderoso o orco atingiu a cabeça de Kerdal.

IV



Quando o meio-elfo despertou ele estava no alto de uma das colinas próximas ao Acampamento das Três Bandeiras. Confuso, sem saber como havia parado alí. Mesmo longe ainda podia ver o enxame nervoso de orcos avançando sobre os muros. A atenção do inimigo estava voltada para o interior do campo de batalha e da posição onde Kerdal estava dificilmente alguém poderia percebê-lo. Dalí ouvia apenas o barulho dos tambores, não pareciam mais o urro de uma fera, mas o retumbar de um rito fúnebre.

Kerdal levou as mãos à cabeça esperando que estivesse encharcada de sangue, mas não sentiu nenhum corte ou luxação e quando olhou para elas viu que estavam limpas. Sua confusão continuou por alguns instantes, até que lembrou dos soldados pelos quais estava lutando e subitamente despertou de sua paralisia. Foi tomado pelo senso de urgência que o ordenava, ele tinha que voltar à batalha! Deu os primeiros passos resolvidos em direção ao acampamento, seu punho buscou o cabo da espada, Kerdal descia a pequena colina quando foi interrompido.

— Ei, mestiço, aonde pensa que vai? — O susto capturou sua atenção. Era um elfo com trajes de viajante e um cajado na mão. — Muitos anos passaram, mas eu aposto que ainda posso te dar uma surra, como nos velhos tempos.

A surpresa de Kerdal foi substituída por uma curiosidade sem explicação quando sentiu certa familiaridade em relação ao estranho. O meio-elfo cerrou os olhos tentando reconhecê-lo porque de alguma maneira ele atinou que isso era importante para se fazer.

De fato o rosto e a voz do estranho começaram a lhe trazer lembranças, Kerdal empalideceu, não acreditou que estava diante daquele de quem recebeu muito e teve tão pouco tempo para devolver o que lhe foi dado.

— Leonim? — Mesmo o bastão de carvalho maciço era familiar. Kerdal podia lembrar das ranhuras na madeira da arma que foi usada para que ele aprendesse a lutar.

— Assim você pode me chamar, se preferir.

— Mas como… Como isso é possível? Você morreu. Eu entrei para o exército na luta contra os orcos… Eu estava lá — Kerdal apontou para o acampamento — eu lutava contra os selvagens quando…

— Quando o que, mestiço? — O elfo desafiou Kerdal a lembrar e enfrentar os fatos.

— O orco me acertou. — O meio-elfo tremeu. Tocou novamente o rosto, mas desta vez sua mão foi manchada pelo sangue que passou a escorrer. De repente Kerdal se viu sujo de areia e sangue. — Eu estou morto, Leonim?

— Assim você pode dizer, se preferir.
Imediatamente Kerdal lembrou de seus irmãos em batalha e foi atingido pela raiva e pela frustração, seu espírito assolado pelo fracasso. Ajoelhou.

— Eu deixei meus amigos para serem massacrados. Nem mesmo tive chance contra aquele orco maldito! Sou uma vergonha para Crizagom e seu pai! — Kerdal disse. — Por Cruine, leve-me daqui então! Na morte finalmente poderei me juntar ao meu velho pai e à linda Ilara. Estar diante deles assim como estou diante de você nesse instante.

— Sim, mestiço. Vou levá-lo daqui, mas não pelo caminho que eles seguiram. Seu pai e sua antiga amada partiram há muito tempo deste mundo e do outro. O lugar para onde você quer ir não existe.

— Mas eu não entendo… Por que eu não posso encontrá-los? E quanto a você? Eu segurei teu corpo sem vida anos atrás, por quê você está aqui e eles não?

— Leonim também não existe mais. Ele fez a passagem, assim como seu pai e Ilara. — O elfo disse calmamente, possuía a perfeita expressão do amigo presente nas lembranças de Kerdal. — Leonim estava com você quando tudo começou. Sua primeira jornada. É apropriado que ele esteja aqui novamente e uma vez mais aponte a direção que você deve tomar em seguida.

— E aonde eu devo ir, então?

— Você pode começar subindo novamente a colina.

Kerdal assim o fez. Leonim o seguiu silenciosamente até que alcançassem o ponto onde o meio-elfo havia despertado após a batalha contra Moraquis. Novamente no topo da colina, estavam diante de um bosque fechado, cujas copas mantinham seu interior oculto em escuridão. Kerdal olhou para trás, viu o campo de batalha e sentiu culpa e vergonha, suplicou perdão a Crizagom. Mais do que tudo, Kerdal desejava uma nova chance. Não era justo que aquele mal fosse acontecer.

— Aqui estamos, — Disse Leonim. — o ponto sem volta. Onde o caminho se divide e uma vez que o destino seja decidido, não há como voltar atrás.

— E o que existe no final de cada um desses caminhos? — Disse Kerdal.

— Não existe final, Kerdal. Não exatamente. Tudo continua, só que de maneiras diferentes. Mas você pode escolher. O primeiro caminho é o da tranquilidade, a benção de Cruine para aqueles que já sofreram demais no Plano Material. O segundo caminho significará mais dor, mas você poderá continuar fazendo a diferença, poderá mudar o que precisa ser mudado e proteger o que precisa ser protegido. — Leonim fez um gesto para que Kerdal seguisse adiante e o deixou tomar a frente do caminho. Ele observou enquanto o meio-elfo entrou no bosque. Passos confiantes para um destino incerto.

Kerdal desapareceu entre as sombras do bosque sem ver o sorriso no rosto de Leonim. Quando o elfo tomou o mesmo caminho, percebeu que havia uma figura o observando. Não se espantou.

— Meu senhor. — Leonim fez uma mesura diante do homem que estava alí. Ele era alto e robusto e vestia uma túnica branca sobre uma cota de malha dourada. Sua pele era morena e seu cabelo e barba eram prateados, sugeriam idade e sabedoria.

— Fiquei curioso. Por que você o fez pensar que ele que tinha escolha? — Disse a figura misteriosa, como se já estivesse alí há algum tempo e observado tudo que havia se passado.

— Apenas me ocorreu que estas palavras manterão a convicção no coração de Kerdal inabalada, para que ele aceite a missão que lhe será confiada, quando chegar a hora certa.

— A diferença entre um servo que carrega um fardo com pesar e um soldado que carrega um estandarte com orgulho. — Disse a figura, refletindo sobre a iniciativa de Leonim, que consentiu com sua resolução.

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