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A Magia e as Raças  

Este texto deveria ser originalmente apresentado no texto escrito por mim e outros colegas do fórum sobre os magos, mas que ainda não foi colocado em discussão. Como os magos são, a meu ver, os legítimos donos do conhecimento mágico em Tagmar, achei apropriado e me vi com a obrigação de apresentar uma explicação do porquê algumas raças são capazes de realizar magia, enquanto outras não.
Portanto, o que vocês leem abaixo é uma proposta da forma de ver as limitações das raças para a magia, e é um recorte de um texto maior que deverá ser apresentado no momento oportuno, quando voltarmos a discutir o texto das profissões. Não o modifiquei nada, então talvez ele pareça um pouco desencaixado a princípio. Mas isso pode ser resolvido com o tempo - o importante agora é a ideia.

De forma geral, a possibilidade ou não de fazer magias está ligada a aura das raças. A Aura já foi um ponto de discussão importante no texto dos sacerdotes. Portanto, este texto está alinhado com outras interpretações que já foram apresentadas no fórum.


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O dom de realizar magia não contempla todas as raças humanoides de Tagmar. Talvez por um capricho de Palier, exigente em repassar seu mais poderoso talento, talvez pelo orgulho dos outros deuses criadores que não arriscariam permitir que suas criações fossem seduzidas pelo dom oferecido pelo deus da magia e do conhecimento. Seja lá o motivo que for, os estudos mais recentes realizados nos grandes colégios arcanos e nos grandes centros de estudos, como Runa e Saravossa, indicam que a capacidade ou não de realizar magia está contida na aura dos filhos.

A aura de uma criatura é única e pessoal. Assim, cada raça e espécie em Tagmar possui sua característica, seu próprio tipo, que permite identificá-la como tal. A relação que cada raça possui com magia (e logo, com os magos):

Humanos. Esta raça é capaz de formar magos poderosos. A aura de um humano comum é explícita para todos com o talento para percebê-la.
A característica mais marcante da aura de um humano é sua variabilidade. Mais do que qualquer outra raça, os humanos possuem um dom natural para receber o mana e transformá-lo. Isso significa que os humanos dominam a magia mais rápido do que qualquer outra raça. Não por serem mais inteligentes ou dedicados, mas por que sua aura adquire as propriedades do karma que manipula rapidamente, facilitando seu controle.

Essa característica também tem um efeito no corpo, porque magos humanos tem sua expectativa de vida aumentada proporcionalmente ao seu poder, o que acaba permitindo que existam magos humanos com várias centenas de anos de vida. Quase todos eles começam a envelhecer mais lentamente quando já são poderosos e sua aura já está modificada.

No entanto, a modificação de longo prazo na aura é perigosa. Essa leve transformação irá eventualmente afetar a mente do arcano. Por isso não é raro ver velhos magos humanos enlouquecidos, cegos pelo próprio poder. É recorrente nos textos arcanos e acadêmicos dizer que um ser humano deve ser muito cauteloso para evitar que, ao invés de controlar a magia, seja controlado por ela. A história de Tagmar é repleta de contos em que humanos sucumbem ao poder.

Logo, como os humanos são a maioria dos habitantes dos reinos e também a maioria dos magos, esta categoria acabou adquirindo um estereótipo de pouco confiável. Quase todos os reinos de Tagmar desconfiam dos magos e exigem que eles se identifiquem antes de realizarem qualquer feitiço. Devido aos efeitos no corpo e na mente, o mago humano é imaginado pelo plebeu comum como um velho, geralmente barbudo e/ou cabeludo – afinal são poucos os loucos preocupados com estética.

Os humanos conhecem a magia há muitos milênios, desde o primeiro ciclo mais precisamente, quando os deuses reinavam o mundo junto aos mortais. Ambiciosos, a raça humana observara invejosamente por décadas ou séculos a magia que os deuses realizavam e conferiam aos seus devotos, até o momento em que seus estudos foram capazes de demonstrar-lhes o primeiro passe de mágica bem sucedido. Desde então a união de inveja, ambição e obstinação dos humanos para estudar magia vem garantindo-lhes grande poder.

Elfos. Os elfos são a criação mais perfeita de Palier, o deus da magia e do conhecimento. Logo, nada mais natural do que esta raça ser capaz de formar os magos mais capazes e conscientes de seus poderes. A aura de um elfo é bela, brilhante e padrão. A diferença existente entre as auras de dois elfos é muito pequena.

A característica mais marcante da aura de um elfo é sua estabilidade, o que é mais um contraste com a aura humana. A consequência positiva desta estabilidade é que os elfos não sofrem os efeitos deletérios que sofrem os humanos ao manipular o karma. Por outro lado, o mana não adere com a mesma facilidade em suas auras, exigindo deles técnicas mais complexas de concentração – o que qualquer elfo faz com maestria devido às características inerentes à própria raça. Portanto, o que poderia ser uma desvantagem para os elfos, acaba não tendo efeitos práticos a curto prazo. Porém, é perceptível que os elfos magos precisam dedicar-se muito mais ao treinamento de sua concentração para serem capazes de executar magias de grande poder ou complexidade.

É recorrente nos textos arcanos e acadêmicos passagens comentando que um elfo, ao contrário dos humanos, domina a magia, e nunca é dominado por ela. Embora seja verdadeiro para qualquer elfo, é mais real ao se tratar dos dourados. Particularmente esta variante da raça possui um talento ímpar para dominar o mana. Para efeito de comparação, se fosse possível enxergar o fluxo de karma durante a realização de uma magia, enquanto o efeito realizado por um humano provoca um redemoinho caótico e colorido ao destruir a fonte de energia, o mesmo efeito realizado por um elfo desliza suavemente em uma corrente em fluxo calmo e objetivo.

Mesmo com todos os benefícios, a estabilidade da aura dos elfos possui uma fraqueza. Uma vez abalado este equilíbrio, ela facilmente se transtorna, e como um diamante estilhaçado modifica-se drasticamente, afetando tanto o corpo quanto a mente do indivíduo. Porém é necessário um karma muito forte para provocar tal tragédia e existe apenas um tipo que atende a esses requisitos: o karma infernal. Este tipo de karma, carregado de sentimentos e maldades dos demônios, é capaz de modificar a aura de um elfo como nenhum outro, causando em anos chagas mais profundas que qualquer mana provocaria apenas em séculos sobre a aura de um humano. Quando esta macabra modificação terminar, caso sobreviva, estará criado um elfo sombrio.

Os magos entre os elfos são vistos como sábios e muito respeitados e são frequentemente encontrados como professores ou conselheiros. Quando em sociedades humanas, os elfos magos são ainda mais temidos do que os magos humanos, desta vez não por serem loucos, mas sim estranhos e diferentes. Como os elfos não mudam sua idade aparente durante a vida, um humano nunca sabe o que esperar daquele “jovem” feiticeiro.

Acredita-se que os elfos sempre conheceram a magia. Na verdade, tudo indica que eles foram criados para utilizá-la, uma vez que foi Palier o escultor da raça. Sua enorme resistência aos efeitos do mana sobre a aura e sua fraqueza em dominar o karma carregado de energia infernal, antagônica à dos deuses, corroboram para a crença de que Palier os fez exatamente como queria.

Meio-elfos. Espera-se que os meio-elfos estejam no meio termo entre os humanos e os elfos e, de fato, é mais ou menos o que ocorre, mas um arcano meio elfo possui uma aura mais próxima daquela dos elfos.

Os meio-elfos possuem uma aura estável e dificilmente abalada, como seus parentes longevos. Isso os leva a também possuir a mesma dificuldade dos elfos para transformar o mana. Entretanto, diferente de seus ascendentes, eles não são tão talentosos na arte de concentrar-se, especialmente os descendentes de florestais. Devido a isso, os meio-elfos magos são mais raros do que magos elfos ou magos humanos.

As pequenas alterações na aura que são notadas na vida de um mago meio elfo tem efeitos em seu corpo. Assim como acontece com os humanos, sua expectativa de vida é aumentada, sendo possível perceber mestiços saudáveis com idades superando os 550 anos. Devido a estabilidade herdada dos elfos, o que se resume em pouca deformação da aura, raramente esse ganho de vida é muito grande.

Por outro lado, os meio-elfos também não são vulneráveis ao karma infernal, o que significa que ele pode estudar necromancia sem medo de tornar-se um elfo sombrio.

Anões. Os anões são incapazes de transformar o mana, o que significa que não podem ser magos. A aura destas criaturas forjadas por Blator parece ter sido selada na mais hermética armadura. Como rochas, o corpo anão emite uma aura muito pequena. Olhos treinados e talentosos veem apenas uma pequena silhueta rígida e monocromática ao redor dos membros dessa raça.

Como a aura dos anões não possui quase nenhuma variabilidade, ela não é capaz de absorver o mana e transformá-lo. Existem algumas lendas que dizem que certos tipos de karma combinam com a aura anã, permitindo que eles o transformem, mas tudo são estórias, negadas veementemente por qualquer membro da raça, que em geral repudia a magia, considerando-a maligna.

Salvo raríssimas exceções, os magos entre os anões são unanimemente tratados com desconfiança. Em suas comunidades em geral é proibido fazer magia arcana, exceto por uma ordem direta do líder local, e a pena para a desobediência não raras vezes chega a morte. Magos famosos ou notoriamente aliados podem ter algum tipo de tolerância, dependendo do nível de desconfiança da comunidade, desde que peçam autorização para realizar suas magias. Esses assuntos são levados muito a sério por todos os anões. Nas sociedades humanas os anões seguem as regras locais. Porém, é mais sábio para os magos não contar com eles quando estiverem planejando.

Pequeninos. Os pequeninos, assim como os anões, são incapazes de transformar o mana e não podem ser magos. Porém, ao contrário da criação de Blator, a raça pequena possui uma aura poderosa e variável – variável até demais.

A aura de um pequeno é tão inconstante e caótica que é impossível para ele absorver qualquer quantidade de karma, quanto mais transformá-lo e, se o fizesse, provavelmente enlouqueceria no processo. Além do mais, esta característica os trariam grandes problemas no processo de recuperação de karma, pois a regeneração da aura seria tão violenta que facilmente destruiria seu corpo, independente dos focos tradicionalmente utilizados. Mesmo assim, nas rodas de histórias das comunidades da raça surgem ocasionalmente contos de amaldiçoados e loucos Pequeninos que se aproveitaram de poderosos itens mágicos que lhes permitia controlar o mana. Mesmo que a maioria destas poucas histórias seja falsa, em teoria não é impossível que algum acessório-foco “estabilize” a aura dos pequenos, permitindo-lhes dominar, até certo ponto, o karma.

Como é de se imaginar, os magos em comunidades de pequeninos são vistos com extrema desconfiança, e geralmente recebem a alcunha de loucos e amaldiçoados assim que cometem algum erro. Porém, os pequenos aventureiros são muito mais tolerantes com a profissão arcana, aceitando-os com razoável facilidade uma vez que demonstrem ser respeitáveis.

Verbetes que fazem referência

Ambientação Extraoficial

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