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“Muito cuidado ao andar pelas areias do Deserto de Blirga... Aqui o perigo pode surgir de onde menos se espera...”

Abdur Malhi – Nômade do Deserto de Blirga.  

Vermes do Deserto são gigantescos predadores oriundos dos escaldantes desertos de Tagmar, os quais vivem rondando em busca de presas frescas para saciarem o seu desmedido apetite.

Essas criaturas têm um corpo alongado que ostenta uma resistente couraça segmentada cor de areia, a qual lhes proporciona certa proteção contra golpes, assim como uma eficaz camuflagem natural. Sua enorme cabeça triangular revela uma boca descomunal guardada por duas fileiras de dentes afiados que gotejam uma fétida secreção. Três pequenos olhos, brilhantes e sem pálpebras, realçam a parte superior da sua cabeça, contrapondo-se com duas grandes mandíbulas em forma de pinça, localizadas logo abaixo da cavidade bucal.  

Um traço marcante da criatura é o seu já citado apetite insaciável. Este é o principal motivo que o leva a afastar-se de sua toca: estão sempre à procura de novas presas. Com uma dieta bastante diversificada, costumam devorar desde pequenos animais até camelos inteiros. Complementam, ainda sua alimentação com pequenas pedras e outros nutrientes minerais retirados do ambiente em que vivem.

Possuem um poderoso sensor natural capaz de captar qualquer vibração através das areias. Podem sentir a localização e identificar a quantidade e o tamanho de quaisquer criaturas em movimento sobre o solo. Isso faz dessas criaturas uma precisa e seletiva caçadora, interessando-se principalmente por presas solitárias ou organizadas em pequenos grupos.

Geralmente ficam à espreita e nunca se revelam antes do bote, permanecendo enterrados sob a areia e, cautelosamente, espiando suas presas até que o seu alvo esteja perto o suficiente para ser emboscado. Então, levantam sua pequena antena para distrair a atenção da vítima, e ao menor descuido, saltam para fora da areia em um ataque letal.

A primeira investida se dá com sua poderosa bocarra, com a qual busca destroçar ferozmente seus adversários em poucos segundos. Podem, ainda, tentar esmagar os seus oponentes com o peso do seu corpo, saltando sobre eles.   

A criatura pode também soprar seu devastador hálito ácido sobre os seus oponentes (1 vez a cada 4 minutos ou 16 rodadas). Na verdade, trata-se de enzimas gástricas produzidas por seu estômago que são jorradas com uma força impressionante em alvos distantes até 20 metros.

Caso não consigam o intento com a bocarra, tentarão agarrar o seu rival com suas gigantescas mandíbulas. Se a criatura obtiver um ataque igual ou superior a 75% (tipo de ataque agarrar), sua vítima será vigorosamente agarrada. Isto confere 2 pontos de dano extras na EF, além de mantê-la imobilizada por 3 rodadas.

Com o oponente preso em suas mandíbulas, o Verme vomitará sobre ele um líquido ácido (semelhante ao utilizado no ataque com hálito ácido) provindo do seu estômago, exigindo, assim, um teste de resistência física contra força de ataque 5. Passando no teste, o adversário perderá apenas 1 ponto na EF em virtude de queimaduras e lesões ocasionadas pelo ácido. No caso de falha, além de 2 pontos de dano na EF, a vítima perderá momentaneamente os seus sentidos ficando desacordada por 3 rodadas. Neste período, o Verme tentará a qualquer custo engolir a sua vítima. Obtendo um ataque igual ou superior a 50% (tipo de ataque morder) abocanhará sua vítima ainda viva de uma só vez (desde que ela possua um porte compatível).

Dentro do Verme, a vítima sofrerá a cada rodada um dano de 1 ponto na EF em função dos movimentos digestivos da criatura, e mais 1 ponto na EF em consequência dos ácidos gástricos. Sofrerá, também, um ajuste de -3 na coluna de resolução para qualquer movimento que realizar. O ser engolido poderá abrir caminho pelas vísceras da criatura se ocasionar 25 pontos de dano na EF (armas de esmagamento) ou 20 pontos (armas cortantes ou perfurantes), quando então conseguirá abrir uma fissura nas paredes internas do corpo do monstro, por onde poderá escapar. Movimentos musculares do Verme fecharão à abertura em duas ou três rodadas.  

Os Vermes do Deserto passam a maior parte do tempo soterrados. Estão sempre revolvendo a areia e escavando novos túneis. Seus covis formam um gigantesco emaranhado de caminhos e bifurcações subterrâneas. Cada túnel possui cerca 1,5 metros de diâmetro, e se estende por quilômetros de distância. Seres humanoides podem andar com certa facilidade através deles. No entanto, desabamentos são constantes em virtude da fragilidade do terreno.

Costumeiramente solitários, podem formar grupos de até 5 indivíduos na época da reprodução. Nesse período, ficam totalmente reclusos em suas tocas, entretidos em intermináveis orgias. Após o cruzamento, os indivíduos saem famintos de seus covis atacando qualquer coisa viva que passe pela sua frente. Caçadas coletivas são muito comuns nesse período.  

Após a digestão, os Vermes costumam regurgitar os restos de suas vítimas. São apenas ossos e alguns metais muitas vezes intactos não digeridos pelo seu organismo.

Em seu covil, diversos objetos podem ser encontrados ao longo dos túneis, inclusive alguns de grande valor.

Por fim, sua carapaça é muito valorizada nos principais mercados do mundo conhecido. Sendo muito utilizada na fabricação de resistentes escudos, armaduras com alta absorção e, ainda, alguns utensílios exóticos. Cada metro do seu couro vale cerca de 3 m.o., nos grandes centros comerciais.

Tipo de Criatura

Animais Gigantes

Organização e Habitat

Grupo Pequeno / Desertos

Habilidades / Técnicas de Combate

Enganação(7), Seguir Trilhas(10), Usar os Sentidos(9)

Peso/Altura/Comprimento

2200 Kg / 1,5 m / 25 m

Atributos

INT(i), AUR(0), CAR(-3), FOR(5), FIS(2), AGI(2), PER(3)


NomeEstEFEHDefesaAtaqueLMP100%75%50%25%RFRMMoralVB
Verme do Deserto 1695144P2Agarrar1815112923171118161615
Esmagar18151129231711
Hálito Ácido1616162015105
Mordida19181733261912